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NBA Playoffs 2019: esquece os Lakers, olha os Pistons, Deus abençõe os Pacers

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Faltam 15 partidas para quase todos os times da melhor liga de basquete antes de chegar em um período glorioso, mágico e até um pouco longo demais do ano. Quando você vê a placa escrita “NBA Playoffs” do lado da quadra, o jogo muda.

O mais divertido desta edição da pós-temporada que chega é a mudança pela qual passamos. A principal delas será não ter LeBron James. Sim, isso mesmo: depois de OITO finais seguidas com o Miami Heat e o Cleveland Cavaliers encabeçados pelo ala, ele sequer vai chegar nos NBA Playoffs que concluem a temporada 2018/19.

A mudança já seria natural no Leste, já que ele saiu da Conferência. E nesse vácuo de poder surgem Milwaukee Bucks, Toronto Raptors, Boston Celtics e Philadelphia 76ers como principais candidatos a chegar nas finais. O Indiana Pacers segue como um intruso muito honroso, que já citaremos com mais detalhes.

No Oeste, as forças não mudaram tanto. O Golden State Warriors segue em primeiro, o Houston Rockets, depois de muitas lesões e um MVP tendo que carregar um time nas costas, voltou ao topo.

E o resto dos classificados também tinha força na temporada passada. Mas o Denver Nuggets, em segundo, é o grande destaque. Depois de perder a classificação no jogo 82 da temporada passada, o time não deu chance para o azar em 2018/19. O time irá garantir sua vaga para o NBA Playoffs logo logo.

Este post será atualizado nos próximos dias com os classificados e eliminados. O NBA Playoffs 2019 começará no dia 13 de abril de 2019.

NBA Playoffs 2019: quem já está dentro

  • Milwaukee Bucks – Vaga conquistada no dia 02/03 em vitória contra os Lakers
  • Toronto Raptors – Vaga conquistada no dia 09/03 com derrota do Charlotte Hornets
  • Golden State Warriors – Vaga conquistada no dia 16/03 com vitória contra o Thunder
  • Philadelphia 76ers – Vaga conquistada no dia 17/03 com vitória contra os Bucks

NBA Playoffs 2019: quem está fora (surpresa!!)

  • Cleveland Cavaliers
  • New York Knicks
  • Phoenix Suns
  • Chicago Bulls

Deus abençõe os Pacers

A franquia que os puristas da NBA têm que torcer a favor é o Indiana Pacers. Sabe quem podia tankar? Os Pacers, já que nunca, jamais, um grande free agent irá para lá. Mas essa franquia não desiste nunca.

A torcida ama a franquia, até porque são 30 temporadas seguidas que o time tem mais vitórias que derrotas dentro de casa, a terceira maior sequência na NBA atualmente. Outro número legal: o time não tem menos de 30 vitórias em uma temporada desde 1988/1989.

Ou seja, o basquete é jogado da forma certa em Indiana. Tanto que Victor Oladipo, disparado o melhor jogador da equipe, caiu em quadra no dia 23 de janeiro, o time perdeu quatro seguidas, mas achou um jeito de jogar e somou seis vitórias consecutivas.

O time está 10-6 desde que essa sequência começou, com Bojan Bogdanovic fazendo 31 contra o Heat, 29 contra os Clippers, 25 contra os Pistons, 37 contra os Timberwolves, 25 contra o Magic e 27 contra os Bulls só desde que Oladipo foi descartado.

Na NBA do tank, de estrelas mimadas, de declarações para a mídia, muito fru fru e ações de marketing, os Pacers só jogam bola. Vai ser legal de ver no NBA Playoffs de 2019.

Com Ball e Ingram fora e LeBron limitado, esquece os Lakers

A tragédia que foi esta temporada do Los Angeles Lakers não será algo esquecido em pouco tempo. Aliás, assim como o Real Madrid, agora serão pelo menos quatro meses de boatos, narrativas loucas sobre como LeBron James pode sair e crise. Alguma cabeça será cortada e a de Luke Walton está basicamente fora do corpo já.

Lonzo Ball foi descartado para a temporada, já que sua lesão no tornozelo pelo visto ainda é um problema. Brandon Ingram também, o que é triste porque ele estava conseguindo jogar seu melhor basquete na temporada. Ele tem um coágulo no braço, o que inspira ainda mais cuidado e preocupação.

A verdade é que, escrevendo estes parágrafos, já fiquei cansado dos Lakers. A volta do All-Star Game foi deprimente para a equipe e o modo playoffs que LeBron disse ativar com certeza não foi visto perto da sua cesta de defesa. O time foi a grande decepção do ano, já que os jovens ainda não conseguem ser constantes, os veteranos foram diferentes tons de ruim/péssimos e LeBron foi um líder deficiente, para dizer o mínimo.

Aliás, saiu no Bleacher Report nesta segunda que, segundo fontes, a comissão técnica queria a volta de Brook Lopez e Julius Randle, mas Magic e Rob Pelinka optaram por Lance Stephenson, Michael Beasley e JaVale McGee. Sério.

Você pode dizer que não era para os Lakers ganharem este ano. Mas o time está 7,5 jogos atrás dos Clippers, que trocou seu melhor jogador na janela (Tobias Harris), pessoas pensavam que eles tankariam. Resultado no dia 5 de março: Lakers 105, Clippers 113.

Dava para os Lakers terem se classificado para os playoffs da NBA de boa. Mas depois de ter uma sequência 7-1 em novembro e 6-1 no finalzinho desse mesmo mês e parte de dezembro, a equipe implodiu. A lesão de Ball importou, claro. Mas no momento em que a falta que Lonzo Ball faz na defesa é o que faz um time cair, dá para ver que a base do castelo de cartas é fraca.

Não vou falar o que acho sobre os Lakers no futuro… ok, vou falar. Se trocar todos os jovens e mais a pick que vier este ano por Anthony Davis, isso não é garantia de absolutamente nada. Ainda vai precisar de muitas peças complementares – algo que a diretoria fracassou imensamente em providenciar – e um treinador top.

Beleza, os mais anti-Luke querem o cara longe. Mas não tem nenhum gênio esperando no mercado. Se vier Jason Kidd ou Tyronn Lue, estamos falando de dois caras piores. Claramente piores. Um deles chegando é a mesma coisa que descer um banner escrito: LeBron aqui manda mais que Kobe em 2009.

Olha os Pistons nos playoffs da NBA…

PS: sim, o time levou uma sova dos Nets nesta noite de segunda. Dá um desconto, ainda é para ficar de olho nos Pistons.

Nunca fui um fã de Dwane Casey. Mas valorizei demais o trabalho que ele fez no desenvolvimento de vários e vários jogadores em Toronto.

É claro que ele merecia ser demitido mesmo e que o que ele pegou em Detroit era até sacanagem. Uma franquia derrotada nos últimos anos, com a pior porcentagem de ocupação de seu ginásio, contratos ruins e um elenco que não faz sentido.

Pois bem, os Pistons estão 12-3 desde que chegaram no fundo do poço, ficando com 22-29 ao perder para o Los Angeles Clippers (02 de fev). No jogo seguinte o time bateu o bom Denver Nuggets. Sim, teve muita baba nessa sequência, mas os Lakers também tiveram.

E deixa eu te falar uma coisa. Drummond nesses 14 jogos, número de rebotes: 12, 16, 20, 17, 17, 21, 14, 16, 17, 10, 17, 15, 24, 15. Blake Griffin na temporada: 25,3 pontos e 7,8 rebotes. Sabe quão difícil é fazer esses dois jogarem juntos em 2018/19?

Pois bem, com coach Casey eles jogam 27,9 minutos por jogo e tem um saldo de pontos (plus-minus) de 3,3.

Sabe quão difícil é fazer Reggie Jackson ter 15,5 pontos em 28 minutos de quadra, com 37,7% de 3?

O melhor saldo, com minutos consideráveis, de um quinteto tem esses três, mais Reggie Bullock e Bruce Brown Jr., calouro draftado em 42º. Sabe por que esse quinteto não vai jogar mais? Porque Bullock foi mandado para os Lakers.

Ou seja, estamos falando de um trabalho de Dwane Casey quase tão bom quanto o do ano passado. O time está em sétimo, quatro jogos à frente do Orlando Magic, nono no Leste. Tem 34 vitórias e 32 derrotas. Claro, não é tão chamativo quanto 59 vitórias com os Raptors. Mas olha que desgraça ele pegou.

A tabela que resta é muito complicada. Uma viagenzinha para o Oeste faz o time pegar Blazers, Warriors e Nuggets em sequência, começando no sábado e terminando terça. Ainda tem o Thunder fora uma semana depois. Mas há jogos contra Cleveland, Phoenix, Memphis e Nova York. E ainda um duelo contra Charlotte. Dá para pegar a vaga nos NBA Playoffs de boa se continuar jogando assim.

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