Petr Yan defende o cinturão dos galos contra Merab Dvalishvili no UFC 333, no sábado que vem (24), na Etihad Arena, em Abu Dhabi. É o terceiro encontro entre os dois, e a série está empatada em uma vitória para cada lado.
A trilogia tem um eixo único, e ele é mensurável: o volume de quedas do georgiano contra a defesa de queda do russo. Tudo o que mudou entre 2023 e 2025 passou por esse número.
50-45 em 2023, 49-46 em 2025
No primeiro duelo, em 11 de março de 2023, no UFC Fight Night 221, Dvalishvili venceu por decisão unânime com os três jurados marcando 50-45 — uma varrida completa. O combate registrou 47 tentativas de queda no total, e Yan passou cinco rounds reagindo.
No UFC 323, em 6 de dezembro de 2025, no T-Mobile Arena, em Las Vegas, o placar inverteu: 49-46, 49-46 e 48-47 para Yan, que recuperou o cinturão e se tornou o terceiro bicampeão da divisão. A diferença não esteve no volume de golpes — Yan conectou 139 golpes significativos contra 134 de Dvalishvili, praticamente empate. Esteve na queda: o georgiano tentou 29 e Yan defendeu 27. O russo ainda derrubou cinco vezes.
5,97 quedas por 15 minutos contra 86% de defesa
Os perfis oficiais explicam por que esse é o ponto. Dvalishvili tem média de 5,97 quedas a cada 15 minutos, o motor que o levou ao cinturão em setembro de 2024, diante de Sean O’Malley, e a três defesas — Umar Nurmagomedov, O’Malley e Cory Sandhagen — em cerca de quinze meses de reinado. Yan registra 86% de defesa de queda, 5,16 golpes significativos conectados por minuto e 55% de precisão, absorvendo 4,24 por minuto.
O cruzamento é direto. Quando a conversão de Dvalishvili caiu para duas quedas em 29 tentativas, o combate virou uma troca em pé em que Yan devolve mais do que recebe. Para reverter em outubro, o desafiante precisa mudar a entrada, não a quantidade: repetir 29 tentativas com o mesmo desenho tende a devolver o mesmo placar. O detalhe que pesa a favor dele é que, mesmo com 27 quedas defendidas, um dos jurados viu 48-47 — a margem real foi de um round.
Nenhum brasileiro na fila
O recorte brasileiro desta divisão é duro. Na leitura do ranking oficial feita hoje, o peso-galo tem apenas dois brasileiros no top 15: Deiveson Figueiredo, nº 12, e Raoni Barcelos, nº 15 — 38 e 39 anos. Figueiredo perdeu por nocaute técnico no primeiro round para Payton Talbott em 3 de outubro, no UFC 332.
Ou seja: vença quem vencer em Abu Dhabi, o próximo desafiante sairá de um grupo em que o Brasil não tem representante nas dez primeiras posições. Yan aparece em 4º no libra por libra masculino e Dvalishvili em 9º, e os dois seguem como o centro de gravidade dos galos por mais um ciclo — enquanto o campeão flerta com uma subida de categoria. O calendário do UFC traz as datas seguintes.
Fonte: UFC.com, ESPN, TheScore.
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