[UFC] Edmonton tem 12 canadenses em 26 lutadores e só quatro rankeados

Julien Josset | 17/10/2026 - 09:11

O UFC desembarca em Edmonton neste sábado (17) com treze lutas no Rogers Place, e a composição do card diz mais sobre estratégia de praça do que sobre o ranking: doze dos vinte e seis lutadores escalados são canadenses. As preliminares abrem às 18h de Brasília e o card principal começa às 21h.

Não é um detalhe de bastidor. O UFC monta eventos regionais como produto de mercado — um card em que quase toda luta oferece um local para a arena torcer — e o de Edmonton é um caso quase laboratorial disso.

Doze das treze lutas têm exatamente um canadense

A conta sai do próprio card oficial. No card principal, as seis lutas seguem o mesmo molde: Mike Malott contra Joaquin Buckley, Jasmine Jasudavicius contra Erin Blanchfield, Kyle Nelson contra Cristian Pérez, Marc-André Barriault contra Kyle Daukaus, Louis Jourdain contra Timmy Cuamba e Mandel Nallo contra Nate Landwehr. Em todas há um canadense de um lado e um estrangeiro do outro.

Nas preliminares o padrão se repete em seis das sete lutas: Tanner Boser, Julien LeBlanc, Javad Mahjoub, Chad Anheliger, Melissa Croden e Cody Chovancek entram todos contra adversários de fora. A única exceção do evento inteiro é Katlyn Cerminara contra Mackenzie Stiller, duelo entre duas norte-americanas no peso-mosca feminino.

Quatro rankeados entre vinte e seis lutadores

O outro lado da conta é o que o card não entrega. Na leitura do ranking oficial do UFC feita nesta manhã, apenas quatro dos vinte e seis escalados aparecem em algum top 15: Buckley é o nº 10 e Malott o nº 13 do meio-médio; Blanchfield é a nº 4 e Jasudavicius a nº 6 do peso-mosca feminino. Os outros vinte e dois estão fora das listas.

Isso concentra as consequências de classificação em duas lutas e transforma o resto do card em outra coisa: teste de elenco. Cody Chovancek chega invicto em 9-0, Joel Faglier em 6-0 e Javad Mahjoub em 5-0 — três cartéis limpos que o UFC coloca diante de adversários com rodagem para medir até onde vão. Nenhum dos três tinha, até aqui, um nome de top 15 no currículo.

Um brasileiro no card inteiro

Para quem assiste do Brasil, o recorte é curto: Jhonata Diniz (9-2) é o único brasileiro do evento, e luta nas preliminares contra o canadense Tanner Boser (22-11-1), no peso-pesado. É a diferença de natureza entre este sábado e as duas semanas seguintes: o UFC 333, em Abu Dhabi, no dia 24, e o UFC 334, em Nova York, em novembro, são cards de cinturão, não de praça.

Na prática, um card regional raramente mexe na hierarquia das divisões — e o roteiro para o torcedor brasileiro fica objetivo. As duas lutas rankeadas fecham o card principal, que começa às 21h; a luta de Diniz está nas preliminares, mais cedo. O calendário do UFC e a página de horários trazem a programação completa.

Fonte: UFC.com, ESPN.

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