Quase 19 finalizações por jogo nas últimas quatro partidas, contra menos de 12 nas oito anteriores. A mudança mais visível do Real Salt Lake na reta final está no volume de chutes, e ela ajuda a explicar como um time que somou 4 pontos em oito jogos, entre o fim de agosto e 10 de outubro, fez 10 nos quatro seguintes.
Os números são da ESPN. Na sequência ruim, o RSL finalizou em média 11,75 vezes por partida, acertou o alvo 4,25 vezes e sofreu 14 finalizações por jogo, com 7 gols marcados e 14 sofridos. Na sequência atual, com empate diante do San Jose Earthquakes e vitórias sobre Sporting Kansas City, St. Louis CITY SC e Austin FC, a média subiu para 18,75 finalizações e 7 no alvo, enquanto as finalizações sofridas caíram para 10,75. Saldo do período: 9 gols marcados e 3 sofridos.
As duas curvas se moveram juntas
É esse o detalhe que separa uma reação de uma boa fase de pontaria. Um time que apenas passa a arriscar mais costuma pagar atrás. O RSL chutou mais e, ao mesmo tempo, cedeu menos: no 3 a 0 sobre o St. Louis, na rodada anterior à de Austin, o adversário finalizou 3 vezes em 90 minutos, segundo a ESPN, e acertou o alvo em duas.
A vitória por 2 a 1 em Austin, na quarta-feira, mostra o padrão. Segundo os dados da Sportmonks, o RSL produziu xG de 2,05 contra 0,91 e virou o jogo em seis minutos, com Saba Lobjanidze aos 55 e Morgan Guilavogui aos 61, depois de sair atrás aos 52. Guilavogui teve nota 8,12; Juan Manuel Sanabria, com uma assistência e cinco desarmes, 7,75. O goleiro brasileiro Rafael Cabral fez quatro defesas e recebeu 7,17, depois de não sofrer gol contra o St. Louis.
O contraste com o Seattle Sounders FC, vizinho de tabela, é o melhor teste do argumento. O Seattle fez 2 pontos nos últimos quatro jogos e perdeu em casa para o Houston Dynamo por 1 a 0 com 71% de posse, 21 finalizações e xG de 1,93 contra 0,37, segundo os dados da Sportmonks. Volume sem gol é exatamente o risco que o RSL ainda precisa provar que deixou para trás.
Seis times, três vagas, duas rodadas
O RSL é o nono do Oeste, com 42 pontos e 12 vitórias, um ponto atrás de Colorado Rapids e Seattle (43). Logo abaixo vêm LA Galaxy (41), Portland Timbers (40) e Minnesota United FC (38). O sétimo lugar dá vaga direta na série melhor de três da primeira fase; oitavo e nono disputam o wild card em jogo único, a partir de 18 de novembro. A briga pelas últimas vagas do Oeste segue aberta para seis clubes, e o RSL é o único deles com três vitórias seguidas.
Pelos cenários da MLSsoccer.com, o RSL garante a vaga já neste sábado (31) se vencer o San Jose Earthquakes fora de casa, às 18h de Brasília, e LA Galaxy e Portland não vencerem seus jogos contra Austin e Houston. No Decision Day, em 7 de novembro, recebe justamente o LA Galaxy, às 21h de Brasília, num confronto direto que pode valer a vaga para um dos dois. Os horários das duas rodadas estão no calendário da MLS.
Para quem está acostumado ao Brasileirão, a lógica do prêmio é outra: terminar em nono não é consolação, é a porta de um mata-mata em que o momento pesa tanto quanto a campanha. Se os números das últimas quatro partidas se sustentarem, o RSL será um adversário incômodo para quem cair no wild card.
Fonte: ESPN, MLSsoccer.com, dados Sportmonks.
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