[MLS] Inter Miami e a briga pelo top 3: o que o mando vale numa série melhor de três

Julien Josset | 28/10/2026 - 13:12

A derrota por 2 a 0 para o Red Bull New York, aberta por um gol contra de Casemiro, deixou o Inter Miami empatado com o New England nos 55 pontos e atrás no desempate, a três rodadas do fim da temporada regular. A briga por posição parece detalhe para um time já classificado, mas não é: no formato melhor de três, o mando decidiu a maioria das séries desde 2023, e quem terminar em quarto cruza com o Nashville já na semifinal da conferência.

O que 24 séries de Round One dizem sobre o mando

A MLS adotou a série melhor de três na primeira fase dos playoffs em 2023. Nas três edições desde então, foram 24 séries, e o levantamento jogo a jogo nos placares da ESPN mostra um padrão claro:

  • O time de melhor campanha, que joga o jogo 1 e o eventual jogo 3 em casa, avançou em 18 das 24 séries (75%).
  • O mandante venceu o jogo 1 em 20 das 24 séries, contando as decisões por pênaltis.
  • Quem venceu o jogo 1 avançou em 22 de 24. Só houve duas viradas, ambas em 2024: o Atlanta sobre o próprio Inter Miami e o NYCFC sobre o Cincinnati.
  • Metade das séries (12) foi ao jogo 3, e o mandante ganhou 9 delas.

O detalhe que pesa é o regulamento: nessa fase não existe prorrogação, e o empate vai direto para os pênaltis. Ou seja, o jogo 1 em casa vale quase uma vaga. O Miami conhece os dois lados dessa estatística. Em 2024, como dono do Supporters’ Shield, ganhou o jogo 1 e caiu para o Atlanta, que tinha vindo do Wild Card. Em 2025, empatou a série com o Nashville e fechou o jogo 3 em casa com um 4 a 0.

Por que o terceiro lugar vale mais que o quarto

Pelo chaveamento divulgado pela MLS, o 1º colocado enfrenta o vencedor do Wild Card, e o vencedor dessa série pega quem passar do confronto entre 4º e 5º. Do outro lado, 2º x 7º e 3º x 6º se cruzam. Na prática, terminar entre os três primeiros significa evitar o Nashville, que soma 70 pontos, é o único invicto em casa na liga e igualou o recorde de 14 vitórias como mandante, até a final do Leste.

A tabela hoje: New England e Miami com 55 pontos (a Revolution leva vantagem no número de vitórias, 17 a 15, primeiro critério de desempate da liga), Chicago com 51 e Charlotte com 47. O Chicago ainda pode chegar a 60. A sequência do Miami é curta e direta:

  • Quarta (28), 20h30 de Brasília: Inter Miami x Cincinnati, em casa.
  • Domingo (1º/11), 21h: New England x Inter Miami, confronto direto pelo 2º lugar.
  • Sábado (7/11), Decision Day: Inter Miami x Charlotte.

O Round One começa em 20 de novembro. Datas e horários estão no nosso calendário da MLS.

Messi segura o ataque, a defesa preocupa

Messi, artilheiro da liga com 25 gols e 14 assistências, começou no banco em Nova Jersey depois da viagem à Espanha para receber o Prêmio Princesa de Astúrias. Entrou aos 11 do segundo tempo, quando o time já perdia, e viu terminar sua sequência de 13 jogos seguidos com participação em gol. O técnico Kily González assumiu a culpa: “Tivemos perdas de bola demais no meio-campo, jogamos passes demais de frente para o nosso próprio gol e tivemos dificuldade para construir desde trás.”

O problema é estrutural. O Miami tem o melhor ataque da liga (73 gols), mas sofreu 53, mais do que qualquer outro time entre os seis primeiros do Leste. Num mata-mata em que um empate leva aos pênaltis, essa defesa é o que transforma o mando em vantagem real ou em risco. Casemiro, com 15 jogos e 3 gols na temporada, é peça central nessa equação, como já mostramos na análise sobre a zaga do Miami fora de casa. Mais Inter Miami na página do clube.

Fonte: ESPN, MLSsoccer.com.

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