Trinta e dois por cento de posse, três finalizações e dois gols. Foi com esses números, segundo a ESPN, que o Columbus Crew venceu o FC Cincinnati fora de casa em 18 de outubro, na segunda de quatro vitórias seguidas. O 2 a 0 sobre o FC Dallas no Texas, na quarta-feira, repetiu o roteiro: menos chutes que o adversário e mais gols.
A virada de temporada aparece com clareza na tabela. Entre 15 de agosto e 12 de setembro, o Columbus disputou sete partidas, venceu uma e perdeu seis: 3 pontos, 9 gols marcados e 14 sofridos. Desde 19 de setembro, foram mais sete jogos, com seis vitórias e uma derrota: 18 pontos, 17 gols a favor e 7 contra. O time chega à penúltima rodada em nono no Leste, com 41 pontos e 15 derrotas, o maior número entre os nove clubes da zona de classificação.
Eficiência no lugar do volume
A reação não veio de passar a controlar os jogos. Nas quatro vitórias seguidas, o Columbus finalizou 55 vezes e sofreu 68 finalizações, segundo a ESPN. E 33 desses 55 chutes saíram de uma única partida, o 3 a 1 sobre o Charlotte FC em 14 de outubro. Nos outros três jogos, contra Cincinnati, Toronto FC e Dallas, foram 22 finalizações contra 59 dos adversários, com 8 gols marcados e 2 sofridos.
Duas peças sustentam essa conta. A primeira é a qualidade da chance: em Dallas, o Columbus chutou 9 vezes contra 16, mas criou 3 grandes chances contra 1 e terminou com xG de 1,36 contra 1,15, segundo os dados da Sportmonks. Santiago Rodríguez, autor do segundo gol, recebeu nota 8,59 e ainda somou cinco desarmes. A segunda é o goleiro: Patrick Schulte fez cinco defesas no Toyota Stadium e teve nota 7,72. Nas quatro vitórias, os adversários acertaram o alvo 21 vezes e marcaram apenas 3 gols.
É um modelo que rende em sequência curta, mas depende de taxas difíceis de manter. Ceder quase 20 finalizações por jogo, como nos três compromissos mais recentes, significa entregar ao adversário a decisão de quando a série termina.
O que está em jogo no fim de semana
O Columbus recebe o D.C. United, já sem chance matemática de classificação, no sábado (31), às 15h de Brasília. Pelos cenários publicados pela MLSsoccer.com, a vaga sai ainda nesta rodada se o Columbus vencer e, no domingo, o Toronto FC não vencer o Atlanta United e o Red Bull New York não vencer o Nashville SC fora de casa. Toronto e Red Bull têm 39 pontos; o New York City FC, 38. Com duas vitórias, o Columbus chega a 47 e ainda pode alcançar o sétimo lugar, que dá vaga direta na primeira fase, se Orlando City e Cincinnati, ambos com 43, tropeçarem.
A última rodada, o Decision Day, fica para 7 de novembro, com visita ao Chicago Fire FC. Os playoffs começam em 18 de novembro pelo wild card: oitavo e nono de cada conferência fazem jogo único, e o vencedor enfrenta o primeiro colocado numa série melhor de três. Para quem acompanha futebol no Brasil, é um mata-mata de Copa do Brasil enxertado no fim de uma temporada de pontos corridos, em que a campanha regular vale mando e chaveamento, não taça. O formato completo está no calendário da MLS, e a disputa pelo critério de vitórias no Leste foi tema de outra análise sobre o wild card.
Se a tabela terminasse hoje, segundo a MLSsoccer.com, o wild card do Leste seria Cincinnati contra Columbus, em Cincinnati, no estádio onde o time venceu com três chutes. A pergunta das próximas duas semanas é se essa versão do Columbus, mais pragmática e menos dominante, aguenta um jogo único em que uma noite ruim do goleiro encerra a temporada. Mais análises na seção de MLS.
Fonte: ESPN, MLSsoccer.com, dados Sportmonks.
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