O UFC volta ao Meta APEX, em Las Vegas, no sábado 31 de outubro, com Renato Moicano (21-7-1) contra Tom Nolan (11-1) na luta principal. O card tem seis brasileiros entre os 22 lutadores escalados, e três deles aparecem no card principal, que começa às 21h de Brasília, com preliminares às 18h. Mas o recorte que importa é mais estreito: só dois brasileiros encaram adversários ranqueados, e nos dois casos o caminho da vitória passa pelo chão, não pela trocação.
Moicano, 37 anos, e a única via
Moicano é o 12º do ranking dos leves; Nolan, o 14º. O brasileiro construiu a carreira no solo: 11 das 21 vitórias (52%) vieram por finalização, contra apenas dois nocautes. Sua última aparição, em 4 de abril de 2026, foi um mata-leão sobre Chris Duncan no segundo round. Nolan, australiano de 26 anos, é o espelho invertido: cinco das 11 vitórias por nocaute, 4,84 golpes significativos conectados por minuto e, sobretudo, 58% de defesa de queda. É esse último número que decide a luta. Se Moicano não conseguir levar Nolan ao solo, entrega 25 minutos em pé a um adversário onze anos mais novo.
O vencedor fica na antessala do top 10 de uma divisão em que Justin Gaethje é o campeão. O terceiro colocado, Charles Oliveira, já tem compromisso marcado: disputa o cinturão BMF com Diego Lopes em 12 de dezembro, no UFC 335. Ou seja, o topo dos pesos leves está comprometido até dezembro, e uma vitória de Moicano vale posição real na fila.
Luana Santos tem a luta mais consequente do card
O confronto que mais mexe com o ranking é Yana Santos (17-8), sexta colocada do peso galo feminino, contra Luana Santos (11-2), sétima. A brasileira de 26 anos venceu as três últimas: decisão unânime sobre Karol Rosa, então décima do ranking, em 20 de junho de 2026; decisão unânime sobre Melissa Croden em dezembro de 2025; e finalização por americana sobre Tainara Lisboa em maio de 2025 — a mesma Tainara Lisboa que abre as preliminares deste card. Cinco das 11 vitórias de Luana vieram por finalização, cinco por decisão e apenas uma por nocaute. Contra uma veterana de 25 lutas profissionais, a conta é a mesma de Moicano: controlar no solo ou perder nos cartões.
Os outros quatro brasileiros
- Carlos Leal (23-7), meio-médio, contra o jamaicano Randy Brown (20-8), no card principal. Nenhum dos dois é ranqueado.
- Rodrigo Sezinando (9-2) contra o sueco Theodor Berggren (8-4), meio-médio.
- Talita Alencar (8-1-1) contra a venezuelana Piera Rodriguez (12-2), peso palha.
- Tainara Lisboa (7-4) contra a eslovaca Lucia Szabová, invicta em 12 lutas, no peso mosca.
É uma delegação numerosa, mas concentrada fora do ranking: quatro dos seis brasileiros lutam sem posição a defender. O calendário do UFC mostra que a densidade brasileira melhora em novembro, com o card de Doha em 21 de novembro e o UFC 334 no Madison Square Garden, onde Amanda Nunes e Caio Borralho estão escalados.
Fonte: UFC.com, ESPN.
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