[UFC] Doha tem cinco duelos entre ranqueados e a chance de Alessandro Costa

Julien Josset | 22/10/2026 - 20:53

O card do UFC em Doha, no dia 21 de novembro, tem nove lutas. Em cinco delas, os dois atletas aparecem no ranking oficial da organização — uma densidade que nenhum outro evento marcado até o fim de 2026 alcança.

Cinco duelos entre ranqueados em nove lutas

A conta sai do cruzamento entre o card divulgado pela ESPN e as listas oficiais do UFC atualizadas em 17 de outubro. Na luta principal, Jiri Prochazka (32-6-1), número 2 do meio-pesado, enfrenta Navajo Stirling (11-0), número 5 e invicto. Aljamain Sterling (26-5), número 4 do peso pena, pega Kevin Vallejos (18-1), número 9. Jared Cannonier (18-10), 11º no médio, encara Ikram Aliskerov (18-2), 13º — é o único confronto entre ranqueados do peso médio que resta no ano. E no mosca, Kyoji Horiguchi (36-6), número 5, mede forças com Asu Almabayev (24-3), número 7.

A quinta é a mais estranha das cinco: Brian Ortega (16-5), 13º do peso pena, sobe para o leve contra Dan Hooker (24-15), 13º da categoria. Ortega não luta desde 23 de agosto de 2025 e venceu apenas uma das últimas cinco apresentações, segundo o histórico do perfil oficial do UFC.

Para efeito de comparação, nenhum dos outros cards do calendário passa de três duelos entre ranqueados: o card de 31 de outubro tem dois, o de 7 de novembro tem três, o UFC 334 tem dois e o UFC 335 tem três.

Alessandro Costa diante da porta do top 15

O brasileiro mais bem posicionado para aproveitar a noite é Alessandro Costa (17-5), que não está no ranking e recebe Amir Albazi (17-3), número 9 do peso mosca. É o tipo de luta que muda a vida de um peso mosca: vencer um top 10 sem estar listado costuma significar entrada direta no top 15.

Os números ajudam a entender por que o UFC montou o confronto. Costa vem de três vitórias seguidas, todas antes do limite: finalização sobre Cody Durden em 11 de julho de 2026, nocaute técnico sobre Matt Schnell em 6 de junho e outro sobre Stewart Nicoll em 4 de abril. O perfil oficial registra 14 das 17 vitórias por finalização ou nocaute e tempo médio de luta de 9min29s — ele resolve cedo ou se expõe, já que absorve 3,71 golpes significativos por minuto contra 3,77 aplicados.

O outro brasileiro do card é Tallison Teixeira (9-2), que enfrenta Shamil Gaziev (15-3) no peso pesado, em duelo fora do ranking.

Veteranos obrigados a vencer

A leitura de fundo do card é de corte. Sterling tem 37 anos, 15 das 26 vitórias por decisão e tempo médio de luta de 14min23s, segundo o UFC: é o perfil de quem precisa de cinco rounds para convencer, diante de um argentino de 18-1. Ortega tem 35 anos e sua última vitória é de fevereiro de 2024, sobre Yair Rodriguez. Cannonier carrega o cartel mais castigado do grupo, com dez derrotas em 28 lutas profissionais. Do outro lado estão Stirling, invicto, Vallejos e Aliskerov — a geração que ocupa as vagas assim que elas abrem.

No Brasil, o evento começa às 12h (preliminares) e às 15h (card principal), horário de Brasília, com transmissão anunciada pela ESPN no Paramount+. Por começar no início da tarde em Doha, o card cai num horário raro para o torcedor brasileiro: é um sábado à tarde, sem noite perdida.

As datas completas estão no calendário do UFC, a luta principal já foi analisada em Prochazka x Stirling em Doha e o duelo dos pesados está em Tallison Teixeira x Gaziev. Mais cobertura no hub de UFC.

Fonte: ESPN, UFC.com.

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