[UFC] Quatro cinturões vão fechar 2026 sem nenhuma defesa de título

Julien Josset | 22/10/2026 - 16:28

O UFC chega à reta final de 2026 com sete dos onze cinturões sem nenhuma defesa registrada. E, pior para quem acompanha a hierarquia das categorias: depois de 14 de novembro, o calendário divulgado pela organização não tem mais nenhuma disputa de título de divisão até o fim do ano.

Sete campeões, zero defesas

A lista de campeões atuais da ESPN, atualizada em 4 de outubro, mostra o tamanho do engarrafamento. Ciryl Gane recebeu o cinturão dos pesados em 19 de setembro, promovido depois que Tom Aspinall abriu mão do título por causa de problemas no olho: zero defesas. Carlos Ulberg é campeão meio-pesado desde 11 de abril, quando nocauteou Jiri Prochazka no primeiro assalto do UFC 327: zero defesas. Sean Strickland tirou o cinturão dos médios de Khamzat Chimaev em 9 de maio, por decisão dividida no UFC 328: zero defesas. Justin Gaethje virou campeão peso leve em 14 de junho, ao parar Ilia Topuria no quarto round: zero defesas. Petr Yan é dono do cinturão dos galos desde 6 de dezembro de 2025: zero defesas. Kayla Harrison finalizou Julianna Peña em 7 de junho de 2025 e nunca mais entrou no octógono. E Natalia Silva conquistou o peso mosca feminino em 3 de outubro, batendo Wang Cong no UFC 332.

Do outro lado, apenas quatro campeões aparecem com uma defesa no cartel: Islam Makhachev (meio-médio), Alexander Volkanovski (pena), Joshua Van (mosca) e Mackenzie Dern (palha). Nenhum tem duas. Pela mesma lista, nove dos onze cinturões mudaram de dono entre outubro de 2025 e outubro de 2026 — e nenhum desses novos campeões conseguiu defender o título mais de uma vez.

Depois de 14 de novembro, o calendário esvazia

Dois desses números mudam neste sábado. O UFC 333, em Abu Dhabi, coloca dois cinturões em jogo: Volkanovski x Movsar Evloev no peso pena e a trilogia Yan x Merab Dvalishvili no galo. Em 14 de novembro, o UFC 334, no Madison Square Garden, repete a dose com Gane x Josh Hokit pelos pesados e Harrison x Amanda Nunes pelo galo feminino — a norte-americana defenderá o título pela primeira vez 17 meses depois de conquistá-lo.

Depois disso, nada. Os cards de 31 de outubro e 7 de novembro, no Meta APEX, o evento de 21 de novembro em Doha e o UFC 335, em 12 de dezembro, não têm nenhuma disputa de cinturão de categoria. A luta principal do UFC 335, entre Charles Oliveira e Diego Lopes, vale o BMF, um cinturão simbólico que não altera a fila do peso leve. Pela página de eventos do UFC e pela programação da ESPN, não há nenhum outro card marcado em 2026.

A conta que sobra para Natalia Silva

O resultado é aritmético: Ulberg, Strickland, Gaethje e Natalia Silva vão terminar o ano civil como campeões que nunca defenderam o cinturão. No caso da brasileira, única dona de um título do UFC no país, o cinturão veio há 19 dias e ainda não há adversária anunciada.

No meio-pesado, o cenário é parecido: Magomed Ankalaev, número 1 do ranking oficial de 17 de outubro, não tem luta marcada, e o duelo mais próximo de uma eliminatória é Prochazka (número 2) contra Navajo Stirling (número 5), em Doha. No peso médio, nenhum dos quatro primeiros do ranking tem compromisso até dezembro. Um cinturão que não é defendido não é só um problema de vitrine: congela quem está logo abaixo, e é exatamente aí que estão os brasileiros Caio Borralho (5º dos médios) e Gregory Rodrigues (7º).

Quem quiser acompanhar o que ainda resta do ano encontra as datas no calendário do UFC, e a cobertura completa das categorias fica no hub de UFC. Os dois cinturões que serão disputados em Nova York já têm análise em Gane x Hokit no UFC 334, e o caso da campeã brasileira foi detalhado em Natalia Silva e a primeira defesa.

Fonte: ESPN, UFC.com.

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