O card de Edmonton terminou com 12 finalizações em 13 lutas — sete nocautes e cinco finalizações no chão, segundo o levantamento da ESPN — e empatou o recorde do UFC na era moderna, igualando o UFC Fight Night de Belgrado, de 1º de agosto. Uma única luta da noite inteira foi aos cartões dos juízes, e foi o co-main event entre Erin Blanchfield e Jasmine Jasudavicius.
Dois cards recordistas em quinze dias
O número ganha outro tamanho ao lado do que aconteceu duas semanas antes. No UFC 332, em Salt Lake City, no dia 3 de outubro, a ESPN registrou nove nocautes no primeiro round — recorde absoluto, contra a marca anterior de sete, atingida três vezes — e 11 nocautes no total, superando os nove do UFC Fight Night: Imavov vs. Borralho, de setembro de 2025. Em quinze dias, portanto, o UFC entregou o card com mais nocautes da sua história e o card que empata o recorde de finalizações.
Em Edmonton, a distribuição também foi precoce: nove das 12 finalizações vieram no primeiro ou no segundo round, cinco delas ainda no primeiro. Para quem acompanha do Brasil, isso tem uma consequência concreta sobre como assistir. Num card como o de sábado, as preliminares entregaram mais desfechos do que o card principal, e esperar só pela luta de cima significou perder a maior parte das finalizações.
O único brasileiro do card foi uma das 12 finalizações
Jhonata Diniz, de Curitiba, era o único brasileiro do evento e perdeu por nocaute técnico para o canadense Tanner Boser a 4min26 do terceiro round, resultado publicado no boletim de preliminares do UFC.com. O peso-pesado cai para 9-3 na carreira e fica 3-3 no UFC.
A mecânica da derrota repete as anteriores. Boser acertou as três quedas que tentou, aproveitamento de 100%, e acumulou 10min18 de tempo de controle numa luta de 14min26 — 71% do tempo total com o brasileiro embaixo. Diniz não tentou uma única queda e terminou com zero segundo de controle. Nos golpes significativos, 14 de 45 para ele contra 44 de 71 do canadense, dos quais 20 na cabeça já no solo, segundo os dados por luta da ESPN.
A ficha de Diniz no UFC.com dá a razão estrutural: 70% de defesa de quedas e média de zero queda acertada por 15 minutos de luta. Ele é um nocauteador — sete das nove vitórias vieram por nocaute — e as três derrotas profissionais foram todas por nocaute técnico. Contra Marcin Tybura, em novembro de 2024, por parada médica no segundo round; contra Mario Pinto, em outubro de 2025, no segundo round; agora contra Boser, no terceiro. O problema não é a queda em si, é o que vem depois dela: nos 10min18 em que ficou por baixo, o brasileiro não conseguiu uma reversão.
Por que a taxa importa mais do que o placar
Uma noite com 92% das lutas terminadas antes do tempo não é apenas estatística de curiosidade. Nos dois últimos eventos do UFC, somados, foram ao menos 23 desfechos antes do tempo: 11 nocautes no UFC 332 e 12 finalizações de todos os tipos em Edmonton, pelos números da ESPN. O desfecho médio deixou de ser o cartão de juiz, e quem acompanha a cobertura de lutas precisa recalibrar o que é um resultado normal. Para Diniz, no entanto, a conta é pessoal: três derrotas na carreira, três paradas antes do tempo, sempre pelo mesmo caminho.
O próximo evento é o UFC 333, em 24 de outubro, no Etihad Arena, em Abu Dhabi, conforme a página de eventos do UFC.com. As datas seguintes estão no calendário do UFC.
Fonte: UFC.com, ESPN.
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