[NBA] Trae Young revela por que a saída de Atlanta se tornou inevitável

Julien Josset | 24/09/2026 - 16:55

Trae Young está satisfeito em Washington, ao lado de Anthony Davis e do jovem AJ Dybantsa, mas o modo como sua história no Atlanta Hawks terminou ainda deixa um gosto amargo. Transferido em janeiro, depois de meses de rumores, o armador abriu o jogo sobre o momento em que entendeu que a separação era inevitável.

O ponto de virada, segundo ele, foi abril de 2025, quando Onsi Saleh foi promovido a general manager da franquia, poucos meses após a saída de Landry Fields. Era o terceiro dirigente a ocupar o cargo desde que Young chegou à NBA.

“Meu terceiro GM”

“Eu adoro o proprietário, Tony Ressler, todo o grupo de acionistas e todo mundo lá. Gosto muito de várias pessoas em Atlanta, então nunca quis sair em maus termos”, afirmou o armador no episódio mais recente do podcast de Michael Porter Jr. “Mas assim que o terceiro GM chegou, com a nomeação de Onsi, é como se você não estivesse mais tão à vontade quanto no primeiro dia. Há tantas coisas que só vou dizer mais adiante, mas às vezes é melhor saber virar a página.”

Depois de Travis Schlenk, que ele reencontra agora em Washington, e de Landry Fields, Young deixou de se sentir respaldado pela diretoria a partir da primavera americana de 2025. Meses depois, foi Saleh quem o mandou para a capital, abrindo uma nova era nos Hawks.

“Nunca trabalhei em outra área, mas tenho certeza de que é assim em todo lugar: quando chega um novo chefe, um novo CEO ou um novo GM, ele quer trazer a própria equipe. Então ele pode fazer faxina, mover algumas pessoas para lá e para cá e ver com quem se dá bem”, completou o jogador, que acaba de assinar um novo contrato com os Wizards. “No meu caso, era meu terceiro GM. Entende onde quero chegar?”

O exemplo de Durant e o medo de sair como vilão

Quatro vezes convocado ao All-Star Game pelos Hawks, franquia onde chegou a médias próximas de 25 pontos e 10 assistências por jogo, Young queria evitar acima de tudo deixar Atlanta com a imagem manchada.

“Todo mundo à minha volta sabia que ou íamos ficar juntos no longo prazo para ganhar, ou nos separaríamos de comum acordo. Conversei com meus familiares, mas eu sabia que minha hora tinha chegado e queria sair da maneira certa. Nunca busquei criar problemas. Cresci em Oklahoma City e vi Kevin Durant ser destruído por ter saído de um certo jeito, então eu não queria viver isso”, explicou, em referência à ida de KD para os Warriors em 2016.

Uma temporada curta e um recomeço

Os números da temporada passada mostram o tamanho da transição. De acordo com a ESPN, Young disputou apenas 15 jogos em 2025/26: foram 10 partidas pelos Hawks, com 19,3 pontos e 8,9 assistências de média, e mais cinco já pelos Wizards, com 15,2 pontos e 6,2 assistências, mas com aproveitamento de 59,5% nos arremessos de quadra em Washington. Na campanha anterior, 2024/25, ainda em Atlanta, ele havia jogado 76 partidas com 24,2 pontos e 11,6 assistências por noite.

O contraste ajuda a dimensionar o que os Wizards esperam do novo ciclo: um armador que, quando saudável e com bola na mão, é um dos maiores distribuidores da liga. Para o público brasileiro, é mais uma franquia em reconstrução que passa a valer o acompanhamento na temporada regular, sobretudo pelo pacote Young, Davis e Dybantsa.

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Com informações do BasketUSA.

Fonte: BasketUSA, ESPN.

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