[NBA] Bucks testam Myles Turner e Kel’el Ware juntos no garrafão

Julien Josset | 08/10/2026 - 20:00

O Milwaukee Bucks abriu a gaveta das experiências. Contra o Oklahoma City Thunder, o técnico Taylor Jenkins escalou Myles Turner e Kel’el Ware no mesmo quinteto inicial, montando uma versão própria das “torres gêmeas” — e o resultado no garrafão foi imediato.

59 a 39 nos rebotes

Milwaukee venceu a batalha dos rebotes por 59 a 39, número que não deixa dúvida sobre o efeito de ter dois homens altos na quadra ao mesmo tempo. Ware terminou com 18 pontos e 12 rebotes, enquanto Turner foi o cestinha do time com 19 pontos, acertando 5 dos 8 arremessos que tentou, mais 5 rebotes. Quando os dois dividiam a quadra, Turner era deslocado para os cantos, abrindo o caminho para o aro.

Vale o contexto: o Thunder jogou sem Chet Holmgren e sem Isaiah Hartenstein, seus dois pivôs de referência, e recorreu ao jovem Aday Mara no garrafão. A superioridade física dos Bucks, portanto, foi obtida contra uma rotação interna desfalcada — razão para moderar o entusiasmo com o placar dos rebotes.

O que Jenkins viu de bom e de ruim

O treinador não esconde que a ideia o persegue há algum tempo. “Ver esses dois caras juntos é algo que fica na minha cabeça”, admitiu, descrevendo a dupla como “uma presença um pouco diferente no garrafão”. A expectativa principal é defensiva: “Espero que a gente consiga controlar bem o rebote defensivo com esses dois”, disse Jenkins, que elogiou o instinto de Ware para a função e lembrou que “Myles conseguiu alguns bloqueios”.

O balanço, porém, inclui um alerta claro. “No primeiro tempo, o Thunder conseguia atacar o aro com facilidade demais”, reconheceu o técnico, apontando as bolas alçadas por cima da defesa como o ponto frágil. Para ele, a correção passa por ajustes nos sistemas de defesa do pick-and-roll, não por mudança de peças: “A gente precisa colocar mais atividade e mais empenho quando esses dois estão em quadra.”

Dois pivôs que arremessam de três

O que torna a combinação viável no basquete atual é o alcance dos dois. Na última temporada regular, Ware converteu 39,5% das bolas de três; Turner, com volume um pouco maior, acertou 38,3%. É uma dupla de homens altos que não congestiona a área, e Jenkins destaca justamente essa dupla função: são “dois jogadores que, na minha opinião, conseguem criar de fora e arremessar”, o que “nos dá versatilidade nos dois lados da quadra”.

Turner chegou a Milwaukee na temporada passada e viveu uma campanha de adaptação: 71 jogos, 26min56s de média, 11,9 pontos, 5,3 rebotes e 38,3% nas bolas de três — números abaixo dos seus melhores anos em Indiana, onde chegou a 18,0 pontos em 2022/23. Na maior parte do tempo, atuou ao lado de Kyle Kuzma ou de Giannis Antetokounmpo, quando o grego estava disponível.

Ware, por sua vez, é consequência direta da troca do verão que levou Giannis a Miami. No Heat, o pivô alternava entre jogar ao lado de Bam Adebayo e substituí-lo — contexto que o Quinto Quarto detalhou ao tratar da nova dupla de Giannis e Bam Adebayo em Miami. Agora, pela primeira vez, ele é peça titular de um projeto inteiro.

Jenkins avisou que vai insistir: a intenção é “continuar construindo sobre isso nos próximos três jogos” de pré-temporada, antes de a conta começar a valer. É o mesmo movimento de experimentação que outras franquias fazem neste período, como os testes de Steve Kerr no quinteto do Golden State Warriors. Para quem quiser acompanhar cada amistoso, o calendário da NBA está atualizado, e a seção de NBA traz o restante da cobertura.

Com informações do BasketUSA.

Fonte: BasketUSA.

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