O vínculo entre Isiah Thomas e James Dolan, dono do Madison Square Garden, nunca foi realmente rompido — e agora volta a ter forma oficial. A lenda do Detroit Pistons, bicampeã da NBA e um dos maiores rivais de Michael Jordan nos anos 1980, reaparece no organograma da franquia de Nova York quase duas décadas depois de deixá-la pela porta dos fundos.
O que muda na estrutura da franquia
A MSG Knickerbockers Corp vai reunir os Knicks e o Westchester Knicks, equipe da G League. A empresa nasce no dia 26 de outubro, quando a Madison Square Garden Sports separar de vez suas operações de basquete e de hóquei. Os Rangers, da NHL, passarão a ser geridos pela MSG Rangers Corp, com Dolan mantendo o comando das duas companhias.
“Com a aprovação do nosso conselho de administração, estamos agora um pouco mais perto do nosso objetivo de separar as operações dos Knicks e dos Rangers em duas empresas de capital aberto distintas”, explicou o proprietário.
Atenção ao detalhe que muda tudo para quem acompanha o basquete: Thomas não terá nenhuma função esportiva e não participará de decisões sobre o elenco. O papel dele é o de conselheiro, representando os interesses dos acionistas. Nada de draft, nada de trocas, nada de rotação — é uma cadeira de governança corporativa, não de basquete.
Uma primeira passagem que virou sinônimo de desastre
O simbolismo é enorme porque o currículo de Thomas em Nova York é um dos piores da história recente da franquia. Presidente de basquete de 2003 a 2008 e também técnico por duas temporadas, ele acumulou 138 vitórias e 237 derrotas. Os Knicks chegaram aos playoffs apenas uma vez em todo o período.
O período também ficou marcado pelo caso Anucha Browne Sanders. A ex-executiva do MSG acusou Thomas de assédio sexual e, em 2007, um júri concluiu que ela havia sido vítima de um ambiente de trabalho hostil. O MSG acabou fechando um acordo de US$ 11,5 milhões com ela.
Mesmo assim, a saída em 2008 nunca cortou a ligação com Dolan. Thomas participou da tentativa de convencer LeBron James a assinar com Nova York em 2010, foi creditado por parte da chegada de Amar’e Stoudemire, assumiu a presidência do New York Liberty em 2015 e, desde 2020, ocupa um assento no conselho da Sphere Entertainment, outra empresa controlada pelo mesmo dono.
Por que isso interessa ao torcedor brasileiro
O retorno acontece no melhor momento possível da franquia: os Knicks vêm de conquistar o primeiro título da NBA desde 1973, o que transformou o time num dos produtos mais vendáveis da liga. Para o público brasileiro, que acompanhou de perto a campanha do título, a leitura é direta: a separação entre basquete e hóquei dá aos Knicks uma empresa própria, com balanço próprio, e tende a aumentar a pressão por resultado e por receita — inclusive em mercados internacionais como o Brasil.
O nome de Thomas no conselho é, portanto, menos uma decisão de basquete e mais um recado sobre quem manda no Madison Square Garden. Quem quiser acompanhar o campeão na temporada 2026-27 pode conferir a tabela completa da NBA e o guia de onde assistir à NBA no Brasil, além de todas as notícias no nosso hub da NBA. Nos bastidores, Nova York ainda tenta resolver a renovação travada de Karl-Anthony Towns, assunto bem mais urgente para o elenco.
Com informações do BasketUSA, fonte original desta matéria.
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