[NBA] Knicks pedem desconto a Karl-Anthony Towns e renovação de 276 milhões trava

Julien Josset | 24/09/2026 - 11:58

A poucos dias da abertura do training camp, o New York Knicks queria ter resolvido o assunto mais delicado do seu elenco: a renovação de Karl-Anthony Towns. Não conseguiu. As conversas entre as partes estão paradas e a ESPN informa que uma extensão de contrato está cada vez menos provável, pelo menos nesta janela, apesar dos contatos frequentes entre franquia e empresários.

O pivô dominicano tem contrato garantido para 2026/27, no valor de 57 milhões de dólares, e uma player option de 61 milhões de dólares para 2027/28. Se decidir recusar essa opção, ele pode testar o mercado daqui a um ano, e é exatamente essa incerteza que explica a pressa de Nova York em amarrar o futuro agora. Pelas regras da liga, a própria franquia pode oferecer até 276 milhões de dólares em quatro anos.

O fantasma do second apron

Prestes a completar 31 anos, Towns é peça central do time que conquistou o título da NBA em junho, o primeiro dos Knicks desde 1973. Ele foi convocado para o All-Star Game nas suas duas primeiras temporadas na Big Apple e teve papel determinante nos playoffs mais recentes, quando foi reposicionado ainda no meio da primeira rodada.

Mesmo assim, o caso é espinhoso. O chamado second apron, o segundo patamar do teto salarial da liga, tira o sono do proprietário James Dolan. Segundo a SNY, a diretoria nova-iorquina gostaria que o pivô aceitasse receber menos que o valor máximo, repetindo o gesto de Jalen Brunson, que também precisará ser renovado em breve. E a fila não para aí: Josh Hart e Miles McBride entram na mesma conta.

A leitura interna é de que não há urgência. Uma extensão pode perfeitamente ser assinada com a temporada já em andamento, o que dá aos dois lados margem para recalcular. Mas, num elenco campeão, cada mês sem definição vira ruído de vestiário.

Os números que sustentam as duas versões

A produção de Towns ajuda a explicar por que cada lado defende um valor diferente. Em 2025/26, ele disputou 75 jogos pelos Knicks, com 20,1 pontos e 11,9 rebotes em 31 minutos por partida, acertando 36,8% dos arremessos de três pontos, de acordo com a ESPN. Na temporada anterior, a primeira dele em Nova York, os números eram bem mais altos: 72 jogos, 24,4 pontos e 12,8 rebotes, com 42% nos três pontos.

Ou seja, o pivô foi mais disponível e mais eficiente na função coletiva, mas viu cair o volume ofensivo e a pontaria de longe. Para a diretoria, é o argumento do desconto. Para o jogador, um duplo-duplo de média em um time campeão é exatamente o tipo de produção que justifica o contrato máximo.

Por que o torcedor brasileiro deve acompanhar

Campeões da NBA em junho, os Knicks chegam à nova temporada como uma das principais atrações do calendário, e a definição do futuro de Towns decide se a franquia mantém intacto o núcleo do título ou se começa a fatiar o elenco por questões de folha salarial. É o tipo de novela que atravessa toda a temporada regular. Acompanhe os desdobramentos no hub de NBA do Quinto Quarto e relembre outro capítulo recente do ambiente nova-iorquino em Haliburton e a relação com os Knicks.

Mercado de apostas: impasses contratuais em times candidatos ao título costumam movimentar os mercados de futuro ao longo da temporada, já que mexem na projeção do elenco. Vale sempre checar antes quais operadores são regulamentados no Brasil e como funcionam seus saques, tema que detalhamos em plataformas que mais pagam. Aposte com responsabilidade. +18

Com informações do BasketUSA.

Fonte: BasketUSA, ESPN.

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