Lionel Messi joga nesta terça-feira (6), às 20h de Brasília, a última partida da carreira pela seleção argentina: um amistoso contra o Benin no Estádio Más Monumental, em Buenos Aires. Encerrado o compromisso, o camisa 10 de 39 anos volta ao Inter Miami para a reta final da temporada regular da MLS, com a franquia na terceira posição da Conferência Leste e cinco rodadas por jogar.
Despedida no Monumental
O jogo foi montado como uma celebração. Segundo a ESPN, quase todo o grupo campeão do Mundial de 2022 foi convidado ao Monumental — as exceções são Paulo Dybala, Nahuel Molina e Alejandro Gómez. Messi chegou a Rosario na sexta-feira com a família e se juntou à delegação no domingo para os últimos treinos com a Albiceleste.
Os números que ele deixa são recordes da seleção: 125 gols em 208 partidas. A lista de títulos inclui a Copa do Mundo de 2022, as finais perdidas de 2014 e 2026, as Copas América de 2021 e 2024 e o ouro olímpico de 2008. Messi também é o primeiro homem a ser titular em três finais de Copa do Mundo.
O técnico Lionel Scaloni, que negocia a renovação do contrato por mais quatro anos, resumiu o clima à ESPN: “Messi deixa algo inigualável. Temos que seguir jogando, mas a sensação de tê-lo em campo é única. Nunca vi outra pessoa transmitir o que ele transmite num campo de futebol, e é isso que vamos sentir falta.” Ainda assim, o treinador descartou previsões pessimistas: “A seleção argentina vai continuar. Vamos nos manter em alto nível, não tenho dúvidas.”
Do outro lado, o técnico do Benin, o alemão Gernot Rohr, disse à ESPN que vai pedir um autógrafo ao argentino. Rohr enfrentou Messi pela Nigéria na Copa de 2018 e ganhou dele uma camisa sem assinatura. “O pé esquerdo dele é como uma mão. Ele faz tudo com o pé esquerdo e faz parecer muito fácil”, afirmou.
O que espera por ele em Miami
A volta de Messi coincide com a parte mais apertada do calendário. Pela tabela da ESPN, o Inter Miami tem 46 pontos em 27 jogos, empatado com o New England Revolution, mas atrás no critério de vitórias (12 contra 14). O Nashville SC lidera o Leste com folga, com 60 pontos, enquanto Charlotte FC (43) e Chicago Fire (42) vêm na cola dos dois.
O retrato da campanha é curioso. O Inter Miami tem o melhor ataque da conferência, com 64 gols marcados, e ao mesmo tempo sofreu 50 — o pior número entre os times que hoje ocupam vaga direta de playoffs. Fora de casa, a franquia é dominante: oito vitórias, três empates e três derrotas. Como mandante, ao contrário, somou quatro vitórias, sete empates e duas derrotas em 13 jogos, uma sequência de empates que custou caro na corrida pela liderança.
Os cinco compromissos que restam começam no sábado, contra o D.C. United, no Nu Stadium, em Miami. Depois vêm New York City FC em casa, visitas ao Atlanta United e ao Red Bull New York e o encerramento diante do FC Cincinnati. O site oficial da liga, o MLSsoccer.com, aponta Messi como candidato a um tricampeonato inédito de MVP da MLS.
O núcleo brasileiro do Inter Miami
Para o torcedor brasileiro, o elenco de Miami tem três compatriotas registrados na lista oficial da ESPN: o volante Casemiro, de 34 anos, que usa a camisa 5; o zagueiro Micael, de 26; e o atacante Riquelme, de 20, camisa 11. Rodrigo De Paul, companheiro de clube de Messi, também está relacionado para a despedida contra o Benin e deve começar jogando — ou seja, dois titulares do Inter Miami estarão em campo em Buenos Aires horas antes do retorno à rotina da MLS.
Para acompanhar o restante da temporada, consulte o calendário da MLS e a cobertura da liga. Veja também o peso de Casemiro na zaga e na melhor campanha fora de casa e a disputa de Messi pela artilharia.
Fonte: ESPN.
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