O FC Cincinnati recebe o D.C. United nesta quarta-feira, às 20h de Brasília, no TQL Stadium, e volta a encontrar o mesmo adversário no sábado, às 20h30, em Washington. São os dois únicos times da Conferência Leste com um jogo a menos que o resto — 29 contra 30 — e são também os dois extremos do pelotão que disputa as duas últimas vagas da Audi MLS Cup Playoffs.
A tabela do Leste, segundo a ESPN, mostra um empate triplo em 36 pontos: Red Bull New York (8º), Cincinnati (9º) e Toronto FC (10º). O Columbus Crew tem 35, o New York City FC tem 34 e o D.C. United tem 33. Seis times em três pontos, com quatro rodadas pela frente e o Decision Day marcado para 7 de novembro.
Vitória vale mais que ponto
O detalhe que muda tudo está nas regras de competição publicadas pela MLS: o primeiro critério de desempate da temporada regular não é o saldo de gols, é o número total de vitórias. Saldo, gols marcados e confronto direto vêm depois, nessa ordem.
É por isso que os três times empatados em 36 pontos não estão empatados de verdade. O Red Bull New York soma 10 vitórias, o Cincinnati soma 9 e o Toronto soma apenas 8 — com 12 empates, o maior número da conferência ao lado do próprio D.C. United. O Toronto venceu por 2 a 0 em Nova York no dia 17 de outubro, está invicto nas três últimas rodadas e, mesmo assim, aparece atrás dos dois. O Columbus, um ponto abaixo, tem 10 vitórias: se igualar o Toronto em pontos, passa na frente sem precisar de mais nada.
Para o D.C. United o problema é duplo. São 33 pontos com 7 vitórias e 12 empates em 29 jogos, e apenas 37 gols marcados, 1,28 por partida — só o CF Montréal (36) marcou menos na conferência. Um empate contra o Cincinnati rende um ponto e não mexe no critério que vai realmente decidir a nona posição. Esse padrão de pontos sem vitória é o mesmo que já deixou a zona de playoffs do Leste com saldo negativo.
A tabela que o Red Bull não escolheu
Quem lidera o pelotão tem o calendário mais duro. Os quatro adversários restantes do Red Bull New York somam 204 pontos: Inter Miami (55), New England Revolution (52), Nashville SC (67) e Atlanta United (30) — média de 51 pontos por oponente. O Toronto, mesmo em 10º, enfrenta Columbus (35), D.C. United (33), Atlanta (30) e Philadelphia Union (46): média de 36. O New York City FC tem a sequência mais leve de todas, média de 32,2 pontos por adversário.
O D.C. United joga cinco vezes e todas contra rivais diretos: Cincinnati duas vezes, Toronto, Columbus e NYCFC. Nenhum ponto que o time de Washington conquistar nessas cinco rodadas vai deixar de sair diretamente do bolso de um concorrente. O Cincinnati, por sua vez, fecha contra Inter Miami, Philadelphia e Nashville depois do par de jogos com o D.C. — média de 46,8 pontos por adversário.
O que a vaga vale
Terminar em 8º ou 9º não garante quase nada. O wild card é jogo único, na casa do melhor classificado, sem prorrogação: empate em 90 minutos vai direto para os pênaltis. Quem passa encontra o 1º colocado na Rodada 1, em série melhor de três — hoje, isso significa o Nashville SC, que sofreu 23 gols em 30 partidas, o melhor número da MLS.
Do lado brasileiro, o nome a seguir é Evander: 13 gols e 12 assistências pelo Cincinnati, participação direta em 25 dos 60 gols do time. No D.C. United, João Peglow soma 5 assistências. Os dois se encontram duas vezes antes do fim do mês.
Próximos jogos no calendário da MLS, em horário de Brasília: quarta 21/10, Cincinnati x D.C. United, 20h; sábado 24/10, D.C. United x Cincinnati, 20h30; quarta 28/10, Toronto x D.C. United, 20h30, e Inter Miami x Cincinnati, 21h30.
Fonte: ESPN, MLSsoccer.com.
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