[UFC] Karine Silva x Gabriella Fernandes: duelo brasileiro pelo top 15 do peso-mosca

Radar UFC | 02/11/2026 - 16:52

Uma brasileira vai sair do card preliminar de 7 de novembro, no Meta APEX, com o lugar no top 15 do peso-mosca ameaçado: Karine Silva, 11ª do ranking oficial, enfrenta Gabriella Fernandes, 14ª, num duelo em que as duas chegam de derrota. As preliminares do UFC Fight Night estrelado por Johnny Walker e Waldo Cortes Acosta começam às 19h de Brasília.

Karine, de 32 anos, tem cartel de 19 vitórias e 7 derrotas e foi uma das finalizadoras mais rápidas a chegar à divisão. Gabriella, de 33, soma 11 vitórias e 4 derrotas e tem no currículo a melhor vitória do confronto: o mata-leão sobre Wang Cong, hoje oitava colocada, em novembro de 2024.

A finalizadora que parou de finalizar

Nas três primeiras lutas no UFC, entre 2022 e 2023, ela finalizou Poliana Botelho, Ketlen Souza e Maryna Moroz, sempre no primeiro round, com uma brabo choke, uma chave de joelho e uma guilhotina. Nas cinco seguintes, nenhuma terminou antes do gongo final: vitórias por decisão sobre Ariane Lipski e Dione Barbosa, derrotas por decisão para Viviane Araújo, Maycee Barber e Jasmine Jasudavicius.

A mudança acompanha o nível das adversárias. Barber e Jasudavicius estão hoje no top 7, e contra elas Karine não encontrou o caminho para o chão. Os números do UFC.com mostram o efeito na luta em pé: ela acerta 2,24 golpes significativos por minuto e absorve 2,74, com 39% de precisão. Na carreira, porém, ainda tem 8 finalizações e 9 nocautes em 19 vitórias, e mantém média de 1,61 tentativa de finalização a cada 15 minutos.

Gabriella luta mais em pé, acerta 3,51 golpes significativos por minuto, mas absorve 5,31, o saldo mais negativo entre as duas. A conta apareceu em março, quando foi nocauteada por Casey O’Neill no primeiro round e interrompeu uma sequência de três vitórias sobre Carli Judice, Wang Cong e Julija Stoliarenko. As duas têm uma adversária em comum: ambas perderam por decisão para Jasudavicius, Gabriella em 2023 e Karine em abril deste ano.

Distância ou chão

Na distância, o volume de Gabriella pesa, e a fragilidade defensiva fica menos exposta contra uma adversária que acerta pouco mais de dois golpes por minuto. No clinche e no chão, o repertório de Karine volta a contar, e a defesa de quedas de Gabriella, de 69% segundo o UFC.com, vira o número a observar. Se Karine conseguir levar a luta para baixo nos primeiros minutos, o retrospecto de finalizações no primeiro round deixa de ser memória.

Karine chega de duas derrotas seguidas e, com um terceiro revés, dificilmente segura o 11º lugar. Gabriella, na 14ª posição, tem margem menor: perder para uma brasileira logo abaixo do top 10 pode tirá-la da lista. Com Natalia Silva no topo da categoria e outras brasileiras na fila, como mostramos na análise do peso-mosca feminino depois de Jasudavicius, a vencedora ganha argumento para pedir uma rival ranqueada mais acima.

O card preliminar ainda tem outros brasileiros, como Gabriel Lorenco contra Thomas Petersen entre os pesados, Priscila Cachoeira contra Nina Milošević, Marcos Degli contra Mitch Raposo, Jose Delano contra Murtazali Magomedov e José Souza contra Jonny Parsons. A programação completa está no calendário do UFC e na nossa cobertura do UFC.

Fonte: UFC.com, Wikipedia.

Escrito por Radar UFC
Rubrica de MMA do Quinto Quarto. Filtramos cada card pelo que interessa ao público brasileiro: quem acompanhar, qual cinturão está em jogo, o que decide o combate. Produzido com apoio de IA, revisado pela redação, sem cotas nem apostas.
Share your love