[UFC] Johnny Walker encara Cortes Acosta na luta principal e mira o top 10 dos pesados

Radar UFC | 02/11/2026 - 10:36

Cinco semanas depois de nocautear Mick Parkin na estreia entre os pesados, Johnny Walker assume a luta principal do UFC Fight Night de 7 de novembro, no Meta APEX, em Las Vegas, contra Waldo Cortes Acosta, sexto colocado do ranking oficial. Para o brasileiro de 34 anos, que ainda não aparece no top 15 da divisão, é a chance de pular a fila inteira numa única noite.

A luta caiu no colo dele. O evento era encabeçado por Gabriel Bonfim contra Sean Brady, mas o americano saiu do card com uma infecção por estafilococos e o UFC promoveu o duelo de pesados, noticiado primeiro pelo jornalista Laerte Viana. Bonfim ficou sem adversário e deve ser remarcado. O card principal começa às 22h de Brasília, com as preliminares a partir das 19h. As demais datas estão no nosso calendário do UFC.

Um nocauteador de primeiro round que mudou de peso

Walker passou oito anos entre os meio-pesados com uma carreira em serra. Desde a estreia no UFC, em novembro de 2018, são nove vitórias, sete derrotas e um no contest. Sete das nove vitórias terminaram no primeiro round, e só uma foi para os juízes, contra Anthony Smith, em 2023. Do outro lado, quatro das sete derrotas vieram por nocaute (Corey Anderson, Jamahal Hill, Magomed Ankalaev e Volkan Oezdemir).

A subida de categoria veio depois da derrota por decisão dividida para Dominick Reyes no UFC 327, em abril. No UFC 332, em 3 de outubro, ele precisou de 3min35 para derrubar Parkin com uma joelhada, como antecipamos na análise da estreia entre os pesados. O cartel geral é de 23 vitórias e 10 derrotas, com 18 triunfos por nocaute, 78% do total segundo o UFC.com.

Waldo Cortes Acosta, dominicano de 35 anos, venceu Ante Delija, Shamil Gaziev e Derrick Lewis por nocaute num intervalo de 84 dias, entre novembro de 2025 e janeiro de 2026, mas perdeu as duas lutas seguintes por decisão unânime, para Alexander Volkov em maio e Curtis Blaydes em setembro. Somada a derrota para Sergei Pavlovich em agosto de 2025, são três reveses recentes, todos depois de 15 minutos completos.

O que decide o combate

As vitórias de Walker no UFC moram nos primeiros cinco minutos, e o brasileiro tem cerca de 10 centímetros a mais de envergadura (82 polegadas contra 78) para impor a distância cedo. Quando a luta se arrasta, o retrospecto muda: nas decisões dentro do UFC, Walker soma uma vitória e três derrotas, contra Nikita Krylov, Thiago Marreta e Reyes.

Cortes Acosta responde com volume: acerta 5,03 golpes significativos por minuto, contra 3,98 de Walker, e foi justamente esse ritmo que o sustentou nas lutas longas. O preço é a exposição: o dominicano absorve 3,44 golpes por minuto, contra 2,99 do brasileiro, e Walker conecta 56% dos golpes que tenta. Se as trocas do começo forem limpas, a precisão pesa mais que o volume. Se Cortes Acosta sobreviver ao primeiro round e levar a luta para o desgaste, entra no terreno em que perdeu para Volkov e Blaydes, mas onde Walker também costuma perder.

Valter, irmão mais novo de Johnny, já ocupa o 11º posto do ranking dos pesados. Uma vitória sobre o sexto colocado deve colocar Johnny direto entre os dez primeiros e encerrar a dúvida sobre a mudança de peso. Uma derrota o devolve à condição de estreante sem ranking aos 34 anos. Os outros brasileiros do card estão na nossa cobertura do UFC.

Fonte: UFC.com, Cageside Press, Heavy, MMA Sucka.

Escrito por Radar UFC
Rubrica de MMA do Quinto Quarto. Filtramos cada card pelo que interessa ao público brasileiro: quem acompanhar, qual cinturão está em jogo, o que decide o combate. Produzido com apoio de IA, revisado pela redação, sem cotas nem apostas.
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