[UFC] Nolan nocauteia Moicano e expõe o limite do controle sem dano aos 37 anos

Radar UFC | 01/11/2026 - 06:32

Tom Nolan nocauteou Renato Moicano com cotoveladas a 1min28 do terceiro round, na luta principal do UFC Fight Night deste sábado (31), no Meta Apex, em Las Vegas. Aos 37 anos, o brasileiro soma três derrotas nas últimas quatro lutas, enquanto o australiano de 26 chega à sexta vitória seguida no UFC.

O que decidiu a luta

Moicano executou a parte do plano que dependia dele. Segundo as estatísticas da ESPN, completou 3 de 5 quedas e acumulou 7min17 de controle, mais de 60% dos 11min28 de combate. O problema foi o que fez com esse tempo: 9 golpes significativos conectados em 12 tentativas, contra 69 de 92 de Nolan. Na soma de todos os golpes, a conta fechou em 177 a 47 para o australiano.

A distribuição desses 69 golpes explica o desfecho. Nolan acertou 38 na cabeça de Moicano com a luta no chão, mesmo com apenas 1min10 de controle registrado a seu favor, e ainda inverteu a posição uma vez. O dano saiu justamente das sequências em que o brasileiro achava estar no comando. Moicano, que tem 11 vitórias por finalização na carreira, tentou uma única finalização na noite. O caminho pelo chão que apontamos na prévia da luta principal apareceu em tempo de controle, mas não em ameaça real, e as cotoveladas encerraram o combate no terceiro dos cinco rounds previstos.

Moicano aos 37: pouco espaço no peso-leve

Moicano entrou como 12º do ranking dos leves divulgado pelo UFC em 24 de outubro. Antes desta fase, vinha de quatro vitórias seguidas, sobre Brad Riddell, Drew Dober, Jalin Turner e Benoît Saint Denis, série que o levou à disputa de cinturão contra Islam Makhachev em janeiro de 2025. Desde então foram uma finalização sofrida diante de Makhachev no primeiro round, uma derrota por decisão para Beneil Dariush em junho de 2025, a vitória sobre Chris Duncan em abril deste ano e, agora, o nocaute. O cartel passa a 21-8-1, com quatro derrotas por nocaute técnico, segundo a ESPN.

A vizinhança do ranking estreita as saídas. Dariush, 15º, já o venceu. Dan Hooker, 13º, enfrenta Brian Ortega em Doha no dia 21 de novembro. Duncan, a última vítima do brasileiro, encara Drew Dober no UFC 334. Não há nome próximo livre e sem histórico, e um lutador de 37 anos com três derrotas em quatro lutas não volta a uma luta principal sem antes vencer alguém ranqueado acima dele. Para o Brasil, a categoria segue apoiada em Charles Oliveira (3º) e Mauricio Ruffy (8º). Moicano deixa de ser o terceiro nome com projeção de cinturão e passa a lutar por permanência no top 15.

Nolan sobe com corpo de peso-leve alto e jogo de chão

Nolan estreou no UFC perdendo por nocaute para Nikolas Motta em janeiro de 2024, em 1min03 do primeiro round. Desde então venceu Victor Martinez, Alex Reyes, Viacheslav Borshchev, Charlie Campbell, Farés Ziam e Moicano: seis seguidas, com dois nocautes, uma finalização e três decisões. O cartel geral vai a 12-1. Com 1,91 m, cerca de dez centímetros a mais que o brasileiro segundo as fichas da ESPN, ele já era um problema na trocação. Contra Moicano, mostrou que essa estrutura também produz dano no chão contra um especialista em finalizações.

Vencer o 12º sendo o 14º não garante um salto grande na próxima atualização, mas muda o tipo de adversário que o australiano pode pedir. A régua dele passa a ser a faixa entre o 8º e o 11º lugar, onde estão Mauricio Ruffy, Salahdine Parnasse, Mateusz Gamrot e Rafael Fiziev. Para o torcedor brasileiro, isso coloca Nolan no caminho direto de Ruffy, e vale acompanhar o próximo passo dele pela editoria de UFC e pelo calendário do UFC.

Fonte: ESPN, UFC.com.

Escrito por Radar UFC
Rubrica de MMA do Quinto Quarto. Filtramos cada card pelo que interessa ao público brasileiro: quem acompanhar, qual cinturão está em jogo, o que decide o combate. Produzido com apoio de IA, revisado pela redação, sem cotas nem apostas.
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