[UFC] Amanda Nunes volta após 41 meses e o que dizem os retornos de GSP e Jon Jones

Radar UFC | 06/11/2026 - 16:43

Amanda Nunes volta ao octógono no UFC 334, em 14 de novembro, 41 meses depois da última luta, e volta direto para uma disputa de cinturão contra Kayla Harrison. No UFC, os dois retornos mais parecidos terminaram com o título nas mãos de quem voltava. A amostra é curta, e o detalhe que une esses dois casos não favorece a brasileira.

A última luta de Nunes foi em 10 de junho de 2023, uma decisão unânime em cinco rounds sobre Irene Aldana no UFC 289. Harrison também chega parada, mas por menos tempo. Conquistou o cinturão do peso-galo em junho de 2025, ao finalizar Julianna Peña com uma kimura no UFC 316, e não lutou mais. São 17 meses de um lado e 41 do outro. Bicampeã olímpica de judô, Harrison venceu duas das três lutas no UFC por finalização, contra Holly Holm e Peña.

Dois precedentes, dois cinturões

Georges St-Pierre ficou parado de 16 de novembro de 2013, quando venceu Johny Hendricks por decisão dividida no UFC 167, até 4 de novembro de 2017. Foram quase quatro anos. Na volta, no UFC 217, subiu ao peso-médio e finalizou Michael Bisping aos 4min23 do terceiro round para tomar o cinturão.

Jon Jones passou pouco mais de três anos sem lutar entre a vitória sobre Dominick Reyes, em fevereiro de 2020, e o UFC 285, em março de 2023. Estreou no peso-pesado valendo o título e finalizou Ciryl Gane em 2min04. Gane, hoje campeão da categoria, faz a luta principal da mesma noite de Nunes em Nova York, contra Josh Hokit.

Os contraexemplos existem, e um deles passa pela própria Nunes. Ronda Rousey ficou 13 meses parada depois de perder o cinturão para Holly Holm e voltou, em dezembro de 2016, direto para desafiar a brasileira. Durou 48 segundos. Em julho deste ano, no UFC 329, Conor McGregor voltou após cinco anos e caiu diante de Max Holloway em 1min09, numa luta que não valia cinturão.

O padrão inverte os papéis

GSP e Jones venceram os retornos por finalização. Rousey e McGregor perderam por nocaute, ambos em menos de 70 segundos.

Quatro lutas não fazem estatística, e qualquer conclusão firme a partir delas seria forçada.

No UFC 334, quem volta é a nocauteadora, dona de 13 vitórias por nocaute, e quem tem o jogo de chão é a campeã.

Cinco rounds contra o chão

Os cinco rounds são o fator que mais pesa a favor de Nunes. Seis lutas da carreira dela chegaram ao quinto round, e a brasileira venceu as seis, cinco por decisão e uma por nocaute, contra Raquel Pennington, em 2018. Harrison completou dois combates de cinco rounds, ambos contra Larissa Pacheco na PFL. Ganhou o primeiro, em 2019, e perdeu o segundo, em 2022. É a única derrota do cartel de 19-1, e veio de outra brasileira.

O card principal do UFC 334 começa às 23h de Brasília, segundo o UFC.com e a ESPN, e a co-principal é a penúltima luta da noite. Depois dela vem Gane x Hokit pelo cinturão dos pesados. As demais datas estão no calendário do UFC.

Quanto mais cedo a luta for para o chão, mais ela se parece com os retornos que deram errado. Quanto mais tempo Nunes passar em pé, mais o histórico de cinco rounds trabalha por ela. O efeito do combate sobre a fila brasileira do peso-galo está na prévia de Nunes x Harrison.

Fonte: UFC.com, ESPN.

Escrito por Radar UFC
Rubrica de MMA do Quinto Quarto. Filtramos cada card pelo que interessa ao público brasileiro: quem acompanhar, qual cinturão está em jogo, o que decide o combate. Produzido com apoio de IA, revisado pela redação, sem cotas nem apostas.
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