Priscila Cachoeira perdeu três vezes seguidas no UFC entre 2018 e 2019, para Valentina Shevchenko, Molly McCann e Luana Carolina. A resposta veio em duas vitórias por nocaute. Sete anos depois, aos 38, ela volta a carregar uma sequência de três reveses para a 15ª luta na organização, no sábado (7), contra a sérvia Nina Milošević.
O combate de peso-galo está no card preliminar do Meta APEX, em Las Vegas, que o calendário do UFC marca para as 19h (de Brasília). Cachoeira chega com 13-9 na carreira e 5-9 no UFC. Perdeu por nocaute para Joselyne Edwards em agosto de 2025, por decisão para Klaudia Syguła em fevereiro e por chave de braço para Chelsea Chandler, no primeiro round, em junho. A curitibana treina no Lioness Studio, a equipe de Amanda Nunes, que uma semana depois tenta recuperar o cinturão do peso-galo contra Kayla Harrison no UFC 334.
Cinco das nove derrotas no chão
Cinco das nove derrotas de Cachoeira no UFC vieram por finalização, de Shevchenko a Chandler. Três foram decisões. Só uma, a de Edwards, terminou em pé. Na sequência atual, duas das três derrotas acabaram antes do gongo final, a de Edwards por nocaute e a de Chandler por finalização.
Quatro das cinco vitórias no UFC acabaram por nocaute ou nocaute técnico, contra Shana Dobson, Gina Mazany, Ariane Lipski e Josiane Nunes. A outra foi uma decisão sobre Ji Yeon Kim. Ela nunca venceu por finalização na carreira e não acertou nenhuma das seis quedas que tentou no UFC.
Cachoeira acerta 4,35 golpes significativos por minuto e absorve 7,45. A defesa de quedas de 70% indica que a dificuldade raramente está em ir ao chão contra a vontade. O problema aparece nas trocas que terminam agarradas, no clinche e nos scrambles depois dos golpes, quando a adversária encontra o pescoço ou o braço.
Uma adversária que fecha a luta dos dois jeitos
Milošević estreou no UFC em 1º de agosto, nocauteando Hailey Cowan no primeiro round. Chegou com 9-1 e nove vitórias seguidas, a maioria em eventos regionais na Oceania e na Europa. Nessa série aparecem quatro nocautes, dois mata-leões e três decisões.
Esse perfil já castigou Cachoeira antes, o de uma rival capaz de trocar no início e de pegar as costas quando a luta se desorganiza. Para a brasileira, o plano viável parece ser o de 2020, quando derrubou Dobson em 40 segundos e não deu tempo para o chão aparecer.
A sérvia, porém, chega com uma única luta no UFC, que durou menos de quatro minutos. O currículo dela antes do contrato passa por Brave CF, Shuriken Fight Series e Tahiti Fighting Championship. Rodagem de três rounds completos e de adversárias do topo, como Shevchenko, é o que Cachoeira tem de sobra.
Fonte: UFC.com, ESPN.
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