O New York Jets transformou em touchdown 11 das suas 26 visitas à zona vermelha, a pior taxa entre os 32 times da NFL segundo as estatísticas de equipe da ESPN. Os adversários, diante da defesa do Jets, fizeram 18 em 29, ou 62%. Esse descompasso explica um 2-6 que as jardas não explicam, já que o Jets ganhou 2.560 jardas em oito jogos e cedeu 2.541. É ele que esquenta a cadeira de Aaron Glenn, que nesta segunda-feira (2) disse não pensar no emprego.
Um ataque que anda e não termina
A derrota de domingo (1º) para o Las Vegas Raiders, 38 a 33 em East Rutherford, resume a temporada. O Jets pontuou nas seis primeiras posses de bola, e segundo a ESPN Research só dois times nos últimos 45 anos tinham perdido depois disso. Das seis, três terminaram em field goal. Jason Sanders acertou os quatro chutes que tentou na tarde, Braelon Allen correu 147 jardas em 21 tentativas, Geno Smith passou para 290. Na zona vermelha, 2 em 6. O Raiders foi 4 em 4, sem contar o retorno de kickoff de 95 jardas de Dylan Laube.
Na temporada, metade das visitas do Jets à zona vermelha acabou em field goal, 13 chutes. Pela nossa conta, com a média da liga, perto de 59,5% de touchdowns, o time teria quatro ou cinco touchdowns no lugar de field goals, algo em torno de 18 pontos. As cinco derrotas por uma posse somam 25 pontos de diferença, entre elas o 20 a 17 para o Green Bay Packers e o 28 a 25 para o Miami Dolphins. Só o 23 a 12 em Chicago escapa do padrão.
O relógio de Woody Johnson
A parte que cabe a Glenn não é toda de execução. A ESPN Analytics discordou de três decisões dele em quartas descidas contra o Raiders e apontou duas em que o field goal reduziu a probabilidade de vitória em relação a tentar a jogada. Parte daqueles 13 chutes é escolha da comissão técnica, e é justamente esse tipo de decisão que a torcida e a imprensa de Nova York vêm cobrando.
“Há tanta coisa em que penso quando o assunto é melhorar este time a cada semana que isso realmente não passa pela minha cabeça”, disse Glenn. Ele soma 5-20 em duas temporadas, e no mesmo período só o Tennessee Titans (4-21) tem campanha pior. O Jets de 2025 começou 0-7, e o de 2026 está a apenas uma vitória do 1-7 daquele mesmo ponto do calendário.
A decisão é de Woody Johnson, que em 26 anos como dono fez uma única troca de técnico no meio da temporada, a demissão de Robert Saleh após cinco jogos em 2024. O Jets visita o Kansas City Chiefs (5-2), quarta defesa que menos cede pontos na liga, no domingo (8), às 15h de Brasília, e depois recebe o Buffalo Bills (6-1). A sequência de derrotas que o Raiders carregava até domingo mostra o tamanho do tropeço em casa, mais uma das cinco derrotas do New York Jets por uma posse de diferença.
Fonte: ESPN.
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