Em sete jogos, o Philadelphia Eagles terminou 18 de suas 37 posses de segundo tempo em três e fora e marcou 37 pontos depois do intervalo, contra 99 dos adversários. Antes do Sunday Night Football contra o Washington Commanders, às 22h20 de Brasília, a quebra segue uma ordem: o ataque desliga depois do intervalo, a defesa passa a ficar em campo por mais de 67 jogadas por partida, e sem sacks nem bolas recuperadas ela não consegue devolver a posse.
O ataque some depois do intervalo, e isso não começou com McKee
Os dois tempos do Philadelphia parecem de times diferentes. No primeiro, o ataque teve 34 posses, marcou 12 touchdowns e avançou 33,1 jardas por série; o placar somado dos primeiros tempos é 90 a 76 a favor dos Eagles. No segundo, foram 37 posses, quatro touchdowns, três field goals e 18,3 jardas por série. Ou seja, o time que vence o primeiro tempo por 14 pontos perde o segundo por 62.
A explicação mais óbvia seria a ausência de Jalen Hurts, que está na reserva de lesionados com trombose venosa profunda e embolia pulmonar e deve perder o resto da temporada, segundo a ESPN. Os números por série não sustentam essa leitura. Entre a rodada 3 e a rodada 5, com Hurts em campo, o Philadelphia teve 18 posses de segundo tempo: dez três e fora, nenhum touchdown, um field goal e 11,4 jardas por série. Contra os Rams, o time foi para o intervalo vencendo por 20 a 10 e perdeu por 24 a 20; contra Jacksonville, em Londres, liderava por 14 a 7 e perdeu por 19 a 17. Com Tanner McKee, nas duas últimas rodadas, o segundo tempo rendeu 26,9 jardas por série e dois touchdowns em nove posses, amostra pequena, mas que aponta na direção oposta. Já tínhamos visto que a queda do ataque é anterior à lesão; o recorte por tempo mostra onde ela mora.
A defesa joga mais e não tira a bola de ninguém
Depois vem o volume. Os adversários do Philadelphia têm 67,3 jogadas por jogo, contra 58,9 do ataque dos Eagles, e no segundo tempo isso cobra o preço: os rivais marcaram 12 touchdowns em 35 posses depois do intervalo, contra oito em 35 no primeiro tempo, e o avanço médio por série subiu de 30,8 para 36,4 jardas. Contra Dallas, na segunda-feira passada, foram 204 jardas corridas cedidas.
E há o que impede a defesa de interromper o ciclo. São oito sacks em sete jogos, três de Jalen Carter e três de Nolan Smith, e apenas três bolas recuperadas, número empatado em 30º na liga segundo a ESPN. Os adversários convertem 41,7% das terceiras descidas. Uma defesa que não derruba o quarterback nem força turnover não encurta o campo para um ataque que já não avança sozinho, e o resultado são cinco derrotas seguidas com 175 pontos sofridos na temporada.
O que muda em Washington
O Commanders, com 1-4-1, é o pior adversário possível para essa defesa: o time de Dan Quinn tem só duas bolas perdidas na temporada, o menor total da liga, segundo a ESPN. A brecha está no meio da linha. Washington joga sem os defensive tackles Daron Payne e Javon Kinlaw, fora do jogo, e sem Jer’Zhan Newton, na reserva de lesionados, e Saquon Barkley entra sem designação de lesão, embora quatro running backs do elenco estejam na reserva. DeVonta Smith e Dontayvion Wicks seguem fora.
O perdedor fica na lanterna da NFC Leste, com o prazo de trocas em 10 de novembro e o Giants, líder da divisão, à espera dos Eagles na próxima rodada. O dado a acompanhar é concreto: as duas primeiras posses do Philadelphia depois do intervalo. Se terminarem em três e fora, o padrão de sete rodadas segue de pé. Outros jogos e horários no calendário da NFL e no canal da NFL.
Fonte: ESPN, NFL.com.
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