O Golden State Warriors entrou em contato com várias franquias, entre elas o Milwaukee Bucks, para medir o mercado de Kristaps Porzingis, informação do The Athletic retomada pelo BasketUSA. O alvo da conversa seria Myles Turner, pivô que o Bucks contratou para jogar ao lado de Giannis Antetokounmpo — hoje no Miami Heat. Até agora, Milwaukee não demonstrou interesse. A tese aqui é simples: a troca não é um ajuste de luxo, é a tentativa de resolver o buraco que já apareceu no primeiro jogo.
O que o contrato permite, e é por isso que o telefone toca em outubro
Porzingis renovou no verão por duas temporadas e 40 milhões de dólares, sendo 20 milhões nesta temporada e apenas 3 milhões garantidos no segundo ano. Essa estrutura é o que torna o nome negociável tão cedo: o time que o recebe assume um salário alto por um ano, com saída barata depois. Na última temporada, dividida entre Atlanta e Golden State, o letão jogou 32 partidas, com médias de 16,7 pontos, 5,2 rebotes e 2,5 assistências em 24 minutos.
O problema é de saúde, não de rendimento. Ele ainda convive com sintomas da síndrome de taquicardia postural ortostática, não participou do início do training camp e, segundo comunicado da própria franquia, não se espera que ele esteja "por perto do time num futuro imediato". Porzingis se reuniu na semana passada com o gerente-geral Mike Dunleavy Jr. e com Rick Celebrini, responsável pela área de saúde e performance; nenhuma data de retorno foi anunciada.
A cadeia causal: sem um pivô de 2,18 m, o garrafão fica aberto
Vale olhar o elenco pela altura. Porzingis, com 2,18 m, é o único jogador do grupo acima de 2,11 m. Depois dele vêm Charles Bassey (2,08 m) e Al Horford (2,03 m), que completou 40 anos em junho e não é solução de minutagem alta. O resultado apareceu na estreia, a derrota por 127 a 105 para o Los Angeles Lakers: Golden State bloqueou dois arremessos contra cinco dos donos da casa, cedeu 66 pontos no garrafão e viu o adversário acertar 57% das quadras, contra 41% próprios. Nos rebotes defensivos, 33 a 21 para os Lakers.
Essa é a sequência que a diretoria tenta interromper: sem protetor de aro, o adversário troca arremessos de três por finalizações perto da cesta, o aproveitamento sobe e a posse acaba com um rebote ofensivo do outro lado. Turner, 2,11 m, teve médias de 3,4 e 2,8 bloqueios por jogo em seus melhores anos em Indiana, caiu para 1,6 na temporada passada em Milwaukee e ainda é a resposta mais óbvia para essa conta — justamente por isso o Bucks não tem pressa.
O lado brasileiro da história
Enquanto a vaga de pivô não se resolve, a rotação curta na frente abre minutos. Na estreia, Gui Santos ficou 25 minutos em quadra, com 12 pontos e 5 rebotes — produção de titular num jogo decidido cedo. É o cenário em que o brasileiro costuma aparecer: elenco com poucos homens altos disponíveis e um técnico obrigado a tapar buracos com alas de 2,01 m. Se a troca sair, essa janela se fecha; se Porzingis seguir fora e nada acontecer, ela continua aberta.
O próximo teste é hoje, às 23h de Brasília, com o Memphis Grizzlies em São Francisco. Os horários de todos os jogos estão no calendário da NBA. Para medir o tamanho do problema no garrafão, veja a estreia de Walker Kessler pelos Lakers, e o contexto de Gui Santos está em nosso levantamento de estrangeiros na liga.
Com informações do BasketUSA.
Fonte: BasketUSA, ESPN.
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