O Oklahoma City Thunder abriu o training camp da temporada 2026-27 com uma pergunta pendurada no vestiário: como Chet Holmgren vai responder ao pior momento da carreira? Sam Presti, dirigente da franquia, não mudou uma vírgula do discurso que já tinha adotado no fim da temporada passada. “Vou voltar ao que eu disse no fim da temporada passada”, resumiu o executivo ao ser questionado sobre o pivô.
O Jogo 7 que colou no pivô
A crítica nasceu na final da Conferência Oeste, perdida por Oklahoma City diante dos San Antonio Spurs de Victor Wembanyama. No sétimo e decisivo jogo, Holmgren terminou com apenas quatro pontos e duas tentativas de arremesso, enquanto o francês dominou o duelo direto entre os dois pivôs. Na série inteira, o americano ficou em 10,7 pontos e 7,1 rebotes de média, produção muito abaixo do seu status dentro do elenco.
O contraste com a temporada regular ajuda a entender a frustração da torcida. Pelos números da ESPN, Holmgren fechou 2025-26 com 17,1 pontos, 8,9 rebotes e 1,9 toco em 28,9 minutos por partida, com 55,7% de aproveitamento nos arremessos de quadra e 36,2% nas bolas de três, em 69 jogos. Ou seja: a queda foi concentrada em uma série de pós-temporada, não num ano inteiro.
Presti recusa a narrativa da revanche
A pergunta óbvia era se o Thunder pode esperar um Holmgren movido por vingança em 2026-27. Presti descartou a ideia. “Chet não precisa de motivação. Mais do que qualquer um, ele é um ultracompetidor. E isso não aparece só em quadra, aparece na preparação dele, no planejamento, na mentalidade. Tudo isso é de primeiríssima ordem”, afirmou.
O dirigente também recusou a leitura de que a temporada do pivô será uma resposta a um único confronto. Para ele, não se trata de “responder apenas àquela série”, e sim de alguém “movido por uma motivação intrínseca que vai continuar progredindo”. Em junho, quando surgiram especulações sobre uma troca, Presti já tinha fechado a porta ao chamar o interior de “motor do sucesso em muitos aspectos” e ao dizer que Holmgren não precisa “que as pessoas o questionem ou que comentários de internet o empurrem para melhorar”.
Um contrato de 41,5 milhões muda o patamar da cobrança
O argumento do dirigente esbarra numa realidade contábil: Holmgren passa a receber 41,5 milhões de dólares nesta temporada, patamar de jogador franquia. Nesse nível salarial, a cobrança deixa de ser sobre a temporada regular e passa a ser sobre o que ele entrega em abril, maio e junho.
É por isso que a fala de Presti importa mais do que um elogio de media day. O dirigente está sinalizando que não haverá mudança de plano, nem de elenco, por causa de sete jogos ruins. Holmgren segue no centro do projeto, com Isaiah Hartenstein também no elenco segundo a lista da ESPN, e a expectativa interna é que o aprendizado contra Wembanyama valha mais do que qualquer ajuste de rotação.
“Ele não jogou o seu melhor basquete durante aquela série, mas, como eu apontei na época, é exatamente isso que forma os grandes jogadores da história da NBA. Eles passam por esses momentos, encaram, brigam, tiram lições e ficam melhores”, completou Presti.
Para o torcedor brasileiro que acompanha a franquia, a pré-temporada é o primeiro termômetro: dá para medir o volume de arremessos e o tempo de quadra de Holmgren antes do início oficial da campanha. As datas dos jogos estão reunidas no nosso calendário da NBA, e o resto da cobertura fica no hub de NBA. Quem quiser relembrar o clima recente em Oklahoma City pode ver também a homenagem do Thunder a Russell Westbrook.
Com informações do BasketUSA.
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