[NBA] LaMelo Ball e Anthony Edwards miram química nos Timberwolves: ‘sem ego’

Julien Josset | 04/10/2026 - 10:37

Quando soube que havia sido envolvido em uma troca para Minnesota, LaMelo Ball fez o que qualquer amigo faria: ligou para Anthony Edwards. Três ou quatro vezes, segundo o próprio Edwards, que dormia na hora. Ao acordar e descobrir o motivo das chamadas, a resposta foi curta e animada: “Bora!”. A cena, contada pelos dois na reta final da pré-temporada, resume o tom da nova dupla de armadores dos Timberwolves.

Uma rivalidade que nunca foi deles

Os dois entraram na NBA no Draft de 2020: Edwards foi a primeira escolha geral, e LaMelo, a terceira. Desde o início, parte da imprensa tentou colocá-los em lados opostos, principalmente depois que LaMelo ficou com o prêmio de calouro do ano, à frente de Edwards. Para os jogadores, porém, a disputa sempre foi mais fabricada do que real.

“Todo mundo vivia nos comparando, mas depois do primeiro jogo em que nos enfrentamos eu pensei: esse é o meu parceiro”, contou Edwards. Segundo ele, a admiração é antiga e vem do ensino médio. Edwards lembra de um jogo de colégio em que LaMelo marcou 92 pontos, número que o marcou até hoje. “Sempre fui fã do jogo dele, do ritmo dele”, disse. LaMelo devolve o elogio: quando viu o talento do colega, soube que ele “podia mesmo jogar”.

Paris, 5 contra 5 e zero ego

A química começou a ser construída antes mesmo do training camp. Durante a offseason, os dois passaram um tempo juntos em Paris, onde fizeram jogos de cinco contra cinco, duelos individuais e atividades com outros companheiros. “Todos esses pequenos detalhes contam”, resumiu Edwards, que vê pouca necessidade de adaptação entre dois amigos de longa data.

Os dois repetem a mesma ideia: não há vaidade na relação. “Não existe ego entre a gente. Só queremos ganhar”, disse LaMelo, que afirma que o entendimento em quadra melhora a cada dia de treino, na base da repetição e da descoberta. Edwards tem uma teoria própria sobre o que faz um time campeão: para ele, a NBA é “basicamente uma versão adulta do AAU”, o circuito juvenil americano, e as equipes que vencem são as que têm as melhores relações dentro e fora da quadra. Ao misturar personalidades como LaMelo, Bones Hyland e outros, ele enxerga um grupo que lembra “quase um time de AAU”.

Como a dupla deve jogar

No papel, o encaixe cria um problema para as defesas adversárias. “Se os times dobram a marcação em mim, o Melo assume a criação, e vice-versa”, explicou Edwards. LaMelo, por sua vez, espera um time de “muita corrida e jogo rápido”, com bolas de três e transição como armas principais.

Do outro lado da quadra, Edwards confia em uma defesa de alto nível. Ele citou três nomes que sustentam esse lado do time: o pivô Rudy Gobert, o ala Jaden McDaniels e o ala-pivô Jonathan Kuminga. A presença de Gobert na proteção do garrafão, segundo o armador, deve estimular o esforço defensivo de LaMelo.

O elenco de Minnesota conta ainda com nomes como Donte DiVincenzo, Ayo Dosunmu e Terrence Shannon Jr., o que dá profundidade ao perímetro. A franquia chegou às finais da Conferência Oeste em 2024 e em 2025, e a nova dupla de armadores chega com a missão de dar mais variedade ao ataque.

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Com informações do BasketUSA.

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