Os Los Angeles Lakers já sabem quem vai começar os jogos da temporada 2026-27: o armador Luka Doncic, o também armador Austin Reaves e o pivô Walker Kessler, o novo trio da franquia depois da saída de LeBron James. Faltam, porém, duas vagas no quinteto titular, e a disputa por elas está transformando os treinos em um laboratório defensivo.
Grimes quer brigar pela vaga
Contratado por quatro anos e cerca de US$ 60 milhões, Quentin Grimes, de 26 anos, chega depois de uma temporada 2025-26 pelo Philadelphia 76ers em que disputou 75 jogos, com médias de 13,4 pontos, 3,6 rebotes e 3,3 assistências em 29,4 minutos, com 45% nos arremessos de quadra e 33,4% nas bolas de três, segundo dados da ESPN. Ele já foi companheiro de Doncic em Dallas e entra no lugar deixado por LeBron e por Rui Hachimura no perímetro.
Grimes não esconde a ambição. “Queremos competir todos os dias nos treinos e eu quero lutar por uma vaga de titular”, afirmou. O trunfo dele é a defesa: “Todo mundo busca responsabilidade, e a minha está desse lado da quadra. Quero poder defender o melhor atacante adversário toda noite.” Para isso, terá de superar concorrentes como Jake LaRavia, Matisse Thybulle, Adou Thiero e Ziaire Williams.
Thybulle e o “inferno” dos treinos
Quem já descreveu a rotina da disputa foi Matisse Thybulle, contratado com contrato de um ano pelo salário mínimo. Ele tem a tarefa de marcar, todos os dias, Doncic e Reaves, dupla que combina mais de 60 pontos por jogo. “É preciso trabalhar muito duro. Eles têm muito talento”, reconheceu.
Thybulle diz que cresceu ouvindo que os treinos precisam ser mais difíceis do que os jogos, e acredita que marcar os dois vai deixar as sessões mais duras do que a temporada regular. A lógica é intencional do técnico JJ Redick: os atacantes aprendem a lidar com pressão defensiva, e os defensores enfrentam a criação de elite e as mudanças de ritmo que verão nos jogos de verdade.
O estilo de Thybulle não depende de físico. Ele joga pela leitura de jogo, pela velocidade das mãos e pela antecipação. Reaves, que sofre com isso nos treinos, deu o recado: “A antecipação do Matisse é de altíssimo nível.” Em outras palavras, o ala é um especialista capaz de tirar a bola de qualquer um.
Uma defesa montada para proteger o garrafão
O desenho do elenco não é acidental. A franquia reuniu um grupo de defensores de perímetro versáteis para pressionar a bola, com Kessler protegendo o garrafão. A ideia é que Doncic e Reaves comandem o ataque sem carregar sozinhos o peso da defesa.
O sistema também ajuda os mais jovens. O armador Bronny James recebeu a missão de marcar Doncic e Reaves nos jogos de cinco contra cinco, e enxerga ganho direto: “Isso vai me deixar melhor na defesa. Continuar fazendo isso vai forçosamente me permitir evoluir.”
A definição do quinteto deve ficar mais clara nos jogos da pré-temporada e no início da temporada regular. Até lá, o que os treinos mostram é uma briga aberta, com defensores famintos de um lado e dois astros do outro, que se testam todos os dias.
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Fonte: BasketUSA, sobre Matisse Thybulle.
Com informações do BasketUSA.
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