A poucos dias do início da temporada regular, o New York Knicks dispensou três jogadores: Drew Eubanks, Tony Bradley e Ochai Agbaji, informação de Shams Charania reproduzida pelo BasketUSA. Eubanks sofreu uma ruptura no músculo peitoral e deve ficar longe das quadras por um bom tempo. O campeão em título chega à estreia com 13 jogadores sob contrato e espaço para apenas um a mais sem cruzar o segundo apron da folha salarial. A tese: isso não é limpeza de pré-temporada, é a primeira fatura do título de 2026.
Um título decidido no detalhe, um elenco que não pode ser reforçado
Vale recuperar como esse título foi conquistado, porque explica a tensão de agora. Nova York bateu San Antonio por 4 a 1 nas Finais, mas três das quatro vitórias saíram no detalhe: 105 a 104 no Jogo 2, 107 a 106 no Jogo 4 das Finais e 94 a 90 no Jogo 5, com um 105 a 95 na abertura, conforme os placares da ESPN. Na temporada regular, o campeão teve apenas a quarta melhor campanha da liga: 53 vitórias e 29 derrotas, contra 62-20 dos Spurs e 64-18 do Thunder. Um time que ganha assim é um time cuja margem está na profundidade do banco — e é exatamente essa profundidade que o segundo apron proíbe de comprar. O paradoxo do acordo coletivo cabe nesse parágrafo: quanto mais caro o elenco campeão, menos ferramentas ele tem para se consertar. É a mesma conta que já havia travado a renovação de Karl-Anthony Towns e que aparece na nossa lista dos maiores salários da NBA.
Wiseman ou Bruce Brown, pelos números da pré-temporada
A disputa pela última vaga do técnico Mike Brown é entre dois perfis opostos. James Wiseman, escolha número 2 do Draft de 2020, entregou a melhor linha individual dos dois nos amistosos: 18 pontos e 10 rebotes em 24 minutos, com 7 de 8 nos arremessos, em 13 de outubro. O contexto que o número bruto esconde: aquele jogo foi uma derrota de 148 a 98 em Toronto, e Wiseman terminou com saldo de -17 em quadra, segundo a ESPN. Bruce Brown, ala-armador de 30 anos e campeão com Denver em 2023, jogou 18 minutos na mesma noite para 5 pontos, 4 rebotes e 2 assistências, com saldo de -24. Dois dias depois, na revanche vencida por 122 a 120 em Nova York, Brown não entrou em quadra e Wiseman ficou só 4 minutos — o tipo de rodízio que costuma indicar decisão tomada, mas que também pode ser simples gestão de carga antes da estreia. Na prática, é tamanho contra versatilidade: Wiseman oferece mais um corpo grande para o garrafão, Brown oferece um defensor de perímetro que já jogou uma final de NBA do começo ao fim.
A saída pelo mercado passa por Pacôme Dadiet
O BasketUSA aponta o caminho que permitiria manter os dois: colocar Pacôme Dadiet no mercado para aliviar a folha. Os números de pré-temporada do francês não ajudam na valorização — 10 pontos em 18 minutos com 3 de 9 nos arremessos, incluindo 1 de 7 de longa distância, em 13 de outubro, e 6 pontos em 11 minutos no jogo seguinte, pelos boletins da ESPN. É pouco para virar moeda de troca, e é aí que o segundo apron morde de verdade: quem está acima dele não pode agregar salário em uma troca, então precisa achar alguém disposto a absorver contrato sem devolver nada equivalente. Até que isso apareça, a decisão do campeão é binária e barata: um pivô com passado de escolha número 2 ou um veterano que já levantou o troféu. Mais análises da temporada estão no nosso hub de NBA.
Fonte: BasketUSA, ESPN.
Com informações do BasketUSA.
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