O Toronto Raptors resolveu a questão mais importante da sua intertemporada. Kawhi Leonard aceitou uma extensão de dois anos e US$ 115 milhões com a franquia canadense, acordo informado à ESPN pelo agente do jogador, Harrison Gaines, da Slash Sports, na terça-feira.
Com a assinatura, o ala passa a ter três anos e US$ 165 milhões pela frente em Toronto, contando a temporada 2026/27 — a última do contrato que ele havia firmado com o LA Clippers em 2024. A extensão inclui ainda uma opção do jogador para 2028/29, o que pode manter Leonard na franquia de Toronto até 2029, quando ele terá 38 anos.
Leonard abriu mão de dinheiro para dar folga ao Raptors
O ponto mais relevante do acordo não é o valor, e sim o que o jogador deixou na mesa. Aos 35 anos, Leonard aceitou US$ 11 milhões menos do que o máximo a que tinha direito na extensão e também renunciou a um trade kicker de US$ 7,45 milhões, o bônus que receberia ao ser negociado. Segundo a ESPN, as duas concessões foram discutidas exatamente para aliviar a folha salarial do Raptors, que tende a crescer nas próximas temporadas.
O contexto ajuda a explicar a decisão. Leonard chega de sua melhor temporada ofensiva na carreira: 27,9 pontos por jogo em 65 partidas pelos Clippers. São sete convocações para o All-Star Game, sete seleções de All-NBA, dois títulos e dois prêmios de MVP das Finais, conquistados em 2014 com o San Antonio Spurs e em 2019 justamente com o Toronto Raptors — o único campeonato da história da franquia.
Uma troca que levou quase três meses para valer
O retorno de Leonard ao Canadá foi fechado em 30 de junho, quando Raptors e Clippers acertaram o envio de Brandon Ingram, Gradey Dick, duas escolhas de primeira rodada sem proteção, um swap de primeira rodada e duas escolhas de segunda rodada para Los Angeles. O negócio, porém, ficou congelado: no início de julho a NBA avisou Toronto que a franquia responderia por eventual punição ao jogador na investigação sobre burla ao teto salarial envolvendo os Clippers.
A liga anunciou as sanções neste mês de setembro, e elas foram duras: perda de cinco escolhas futuras de primeira rodada, multa de US$ 30 milhões e suspensão de um ano para o proprietário Steve Ballmer. Leonard devolveu US$ 700 mil referentes a benefícios irregulares concedidos pela franquia ao seu tio e antigo representante comercial, Dennis Robertson, hoje barrado pela NBA de qualquer negócio na liga. O jogador demitiu Robertson e o agente Mitch Frankel em junho antes de contratar Gaines. Cerca de duas semanas depois do anúncio das punições, a troca foi finalmente concluída.
Toronto aposta em estabilidade antes do training camp
Com os camps de pré-temporada batendo à porta, o Raptors chega ao período de preparação sem a dúvida que rondava o vestiário desde o meio do ano. Minnesota Timberwolves e Detroit Pistons também sondaram uma troca por Leonard em junho, de acordo com a ESPN, mas o jogador tinha poder de decisão com apenas um ano restante de contrato e preferiu Toronto. Para a comissão técnica e a diretoria, a diferença prática é poder montar a rotação sabendo que a peça principal fica.
O desafio agora é outro: sustentar a produção de um jogador de 35 anos ao longo de uma temporada regular inteira, algo que o histórico de lesões dele torna incerto. Mais notícias e análises da liga estão na nossa cobertura de NBA.
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Com informações do BasketUSA.
Fonte: ESPN.
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