[UFC] Suarez x Jandiroba: a fila do peso-palha se resolve em 7 de novembro

Julien Josset | 20/10/2026 - 19:41

O cinturão peso-palha feminino do UFC está com a fila travada desde agosto, e ela se destrava em 7 de novembro, no Meta APEX, em Las Vegas: Tatiana Suarez, número 2 do ranking, encara Virna Jandiroba, número 3, no co-main event do card encabeçado por Gabriel Bonfim e Sean Brady. Oficialmente, não é uma eliminatória. Na prática, é difícil imaginar outro destino para a vencedora que não seja a próxima disputa de cinturão.

Por que a fila parou

Mackenzie Dern é a campeã e vem de três vitórias seguidas, duas delas em cinco rounds: decisão unânime sobre Jandiroba no UFC 321, em 25 de outubro de 2025, e decisão unânime sobre Gillian Robertson no UFC 330, em 15 de agosto de 2026. Logo abaixo dela, o ranking publicado pelo UFC.com — atualizado em 10 de outubro — traz Zhang Weili como número 1, Suarez como número 2 e Jandiroba como número 3. Weili já venceu Suarez, por decisão unânime em cinco rounds no UFC 312, em 8 de fevereiro de 2025, e é a única derrota no cartel de 13-1 da americana.

Com a número 1 fora do caminho imediato, a disputa pela vaga ficou entre a número 2 e a número 3 — e o UFC colocou as duas frente a frente. Suarez chega de duas vitórias: decisão unânime sobre Amanda Lemos, em 13 de setembro de 2025, e finalização com estrangulamento pelas costas sobre Loopy Godinez no segundo round, a 2min29, no UFC 327, em 11 de abril de 2026. Jandiroba, 23-4 e número 11 do ranking peso por peso feminino, venceu Tabatha Ricci por decisão unânime em 4 de abril de 2026.

A luta mais de grappling da divisão

O detalhe que faz desse combate algo diferente de uma eliminatória qualquer: Suarez e Jandiroba têm as duas maiores médias de queda entre as candidatas ao cinturão. A ficha do UFC.com dá a Suarez 4,52 quedas por 15 minutos, com 18 quedas concretizadas em 74 tentativas, e média de finalização de 0,66. Jandiroba tem 3,13 quedas por 15 minutos e média de finalização de 1,39, a mais alta das três atletas envolvidas nessa fila.

Nenhuma das duas vive do volume em pé: Suarez acerta 2,86 golpes significativos por minuto, e Jandiroba, 2,27 — absorvendo 2,86. É uma luta que deve ser decidida por quem controla a posição, não por quem troca melhor, e isso torna o resultado especialmente informativo para o que vem depois.

O ponto fraco da campeã e o problema de Jandiroba

Dern tem 17-5, oito vitórias por finalização, seis lutas encerradas no primeiro round, nenhuma vitória por nocaute e média de finalização de 1,01 por 15 minutos. O número que salta na ficha dela, porém, é a defesa de queda de 41%. Uma campeã que cede quase seis de cada dez quedas tentadas contra ela é um alvo lógico justamente para as duas lutadoras que mais derrubam na divisão. O tempo médio de luta de Dern, 14min49, diz o resto: os combates dela vão longe, e cinco rounds dão muito espaço para uma adversária de 4,5 quedas por 15 minutos trabalhar.

Há, no entanto, um obstáculo histórico específico para o lado brasileiro dessa conta. Jandiroba, 38 anos, nascida na Bahia, já perdeu duas vezes para Dern: decisão unânime em três rounds no UFC 256, em 12 de dezembro de 2020, e decisão unânime em cinco rounds no UFC 321, em outubro do ano passado. Vencer Suarez em novembro a recolocaria na porta do cinturão, mas atrás dessa porta está a única adversária que já a resolveu duas vezes, inclusive no formato longo.

Para Suarez, a lógica é inversa: ela nunca enfrentou Dern e tem o perfil que mais ameaça a campeã, com a ressalva dos 24% de aproveitamento nas tentativas de queda — muito volume, eficiência média. A divisão passa as próximas três semanas esperando essa resposta. Acompanhe a cobertura de UFC, a seção de lutas e MMA e o calendário do UFC.

Fonte: UFC.com, ESPN.

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