[UFC] Bia Mesquita encara Macy Chiasson no UFC 334, no Madison Square Garden

Julien Josset | 01/10/2026 - 18:09

A lenda do jiu-jitsu que virou projeto de contendora no MMA ganhou o teste mais duro da sua carreira no octógono. Bia Mesquita está escalada para enfrentar a norte-americana Macy Chiasson no UFC 334, em 14 de novembro, no Madison Square Garden, em Nova York. O combate no peso-galo feminino coloca frente a frente a 11ª e a 8ª colocadas do ranking oficial da divisão, segundo a lista publicada pelo próprio UFC.

Três lutas, três finalizações

Mesquita, de 35 anos e natural do Rio de Janeiro, chega invicta no MMA profissional, com cartel de 8-0. Ela estreou no UFC em outubro de 2025, diante do público brasileiro, e venceu as três lutas que fez na organização por finalização. A mais recente foi em junho, no UFC Vegas 119, quando sobreviveu a um susto em pé antes de encaixar um armlock na inglesa Melissa Mullins e manter a invencibilidade.

O currículo no jiu-jitsu explica o caminho: Mesquita é dez vezes campeã mundial da IBJJF na faixa-preta e campeã do ADCC de 2017, além de integrante do Hall da Fama da federação. A maioria das suas vitórias no MMA veio por finalização.

Uma adversária em crise, mas mais bem ranqueada

Chiasson é um nome conhecido da divisão, com cartel de 10-6 no MMA. A norte-americana, porém, vive a pior fase da carreira: são três derrotas seguidas, todas por decisão unânime, diante de Ketlen Vieira, Yana Santos e Ailín Perez, esta última em fevereiro deste ano. Sua última vitória foi em junho de 2024, por interrupção médica, sobre Mayra Bueno Silva.

A leitura do confronto é direta: a brasileira precisa levar a luta para o chão, terreno em que nunca foi superada no MMA, enquanto a norte-americana tenta segurar o combate em pé para frear a sequência negativa. Se Mesquita vencer, deve assumir a posição da adversária e entrar no top 10 do peso-galo feminino pela primeira vez.

Quatro brasileiros em Nova York

O UFC 334 é um dos cards mais pesados do calendário de 2026 e tem forte sotaque brasileiro no MMA. A luta principal coloca Ciryl Gane, promovido a campeão indiscutível dos pesados depois da vacância deixada por Tom Aspinall, diante do invicto Josh Hokit. Na co-principal, Amanda Nunes volta à ativa para desafiar Kayla Harrison pelo cinturão peso-galo feminino — o mesmo em que Mesquita tenta subir.

Além das duas, o Brasil também está representado por Caio Borralho, que encara o holandês Yousri Belgaroui no peso-médio, e por Jefferson Nascimento, escalado contra o azerbaijano Nazim Sadykhov no peso-leve. Completam o card nomes como Kevin Holland, Stephen Thompson e Jim Miller.

Para Mesquita, o encaixe no evento tem um simbolismo extra: ela divide card com a maior lutadora da história do MMA feminino brasileiro justamente na categoria em que Nunes reinou por anos. Vencer uma ranqueada acima dela no Madison Square Garden seria o atalho mais curto para transformar a reputação do jiu-jitsu em status de contendora.

Fonte: UFC.com, UFC Rankings e Ag. Fight.

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