Steve Kerr pediu publicamente que os torcedores confiram o calendário antes de comprar ingresso para jogo do Golden State: um bilhete não garante ver Stephen Curry em quadra. O treinador avisou que Curry e outros veteranos devem ser poupados em jogos disputados em noites seguidas, e que o alvo é mantê-lo entre 32 e 34 minutos quando jogar.
A conta que Kerr não fez em voz alta
O aviso soa como cortesia, mas é uma confissão de planejamento. Curry completou 38 anos e começa a 18ª temporada na liga. Na campanha passada ele disputou 43 jogos — de 82 possíveis — com 30,9 minutos e 26,6 pontos de média, segundo a ESPN. Vale reter os dois lados desse número: a produção por jogo subiu em relação aos 24,5 pontos de 2024-25, mas a disponibilidade caiu quase pela metade. Um joelho direito lesionado tirou dele um bloco longo de partidas.
A parte prospectiva é simples de calcular. O calendário de temporada regular publicado pela ESPN contém 15 sequências de jogos em noites consecutivas para o Golden State. Se Curry ficar de fora da segunda noite de cada uma delas — que é exatamente o cenário que Kerr descreveu —, o teto realista de presenças já cai para a casa dos 60 e poucos jogos antes de qualquer imprevisto físico. Não é especulação: é aritmética de tabela.
Quais jogos o brasileiro deve marcar (e quais pode pular)
Para quem assiste do Brasil, a leitura prática é esta. A estreia é contra o Los Angeles Lakers, fora de casa, na noite de 21 de outubro (23h de Brasília) — jogo isolado, sem véspera nem sequência, portanto de presença provável. O primeiro par de noites seguidas chega logo em seguida: Memphis Grizzlies em casa na noite de 23 de outubro (23h de Brasília) e visita ao Phoenix Suns 24 horas depois (23h de Brasília do dia 24). O segundo par vem na virada do mês, com Los Angeles Clippers em casa em 1º de novembro (22h30 de Brasília) e Phoenix de novo na madrugada seguinte (00h de Brasília do dia 3).
Curry não é o único envolvido. Kerr citou Draymond Green, de 36 anos, e Al Horford, de 40, como parte do mesmo plano de gestão de carga — três titulares cuja ausência simultânea muda completamente o produto televisionado. Some a isso a indefinição sobre o retorno de Kristaps Porzingis e o fato de Kerr já ter mexido no quinteto inicial durante a pré-temporada.
O precedente que dá razão ao treinador
Kerr afirmou ter reduzido de propósito a carga de Curry na preparação, fazendo-o subir de ritmo mais devagar que o habitual para proteger o joelho. É uma escolha coerente com o histórico recente: Curry jogou 74 e 70 partidas nas duas temporadas anteriores à última, e foi justamente quando o volume caiu para 43 que o corpo cobrou a conta. A franquia parte do princípio de que 60 jogos de um Curry inteiro valem mais do que 75 de um Curry remendado. O torcedor que planeja a rodada pelo calendário da NBA precisa incorporar isso na escolha das madrugadas.
Fonte: ESPN, BasketUSA.
Com informações do BasketUSA.
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