[NBA] Paul George faz 38 na estreia e os Celtics perdem 22 de vantagem

Julien Josset | 21/10/2026 - 11:07

Paul George fez a melhor estreia da história dos Boston Celtics e saiu de Detroit derrotado. Foram 38 pontos com 12/21 de quadra e 7/12 nos três pontos, marca que supera os 30 de Kristaps Porzingis e passa a ser o recorde de pontuação de um jogador em seu primeiro jogo pela franquia. Boston chegou a abrir 22 pontos de vantagem no terceiro quarto e perdeu por 121 a 113.

O número que circulou na madrugada foi a sequência de 23 a 0 imposta pelos Pistons no último quarto. É espetacular, mas é consequência, não causa. A causa está em duas colunas da súmula que quase ninguém lê.

A virada saiu da linha do lance livre

Detroit converteu 28 de 32 lances livres. Boston, 16 de 21. Doze pontos de diferença apenas nessa linha, numa partida decidida por oito. Nos arremessos de quadra, as duas equipes foram praticamente idênticas: 39/86 para os Pistons, 40/88 para os Celtics; 15/40 de três contra 17/42. Boston acertou dois arremessos de três a mais que o adversário — e ainda assim perdeu, porque cedeu 32 idas à linha contra as próprias 21.

Os quartos confirmam o desenho. Detroit fez 27, 18, 37 e 39; Boston, 28, 30, 30 e 25. Os Celtics ganharam os três primeiros períodos somados por 88 a 82 e perderam o último por 14. Não foi colapso de arremesso: foi colapso de disciplina defensiva num elenco que passou o fim do jogo mandando o adversário para a linha de graça.

O segundo problema: George jogou sozinho

A outra coluna é a de Jayson Tatum: 6/23 de quadra, 0/7 nos três pontos, 13 pontos em 37 minutos — compensados por 11 assistências, o que diz que ele leu o jogo, mas não que o resolveu. Derrick White somou 17 pontos e 8 assistências, Payton Pritchard outros 17. Fora George, nenhum jogador de Boston passou dos 17 pontos.

Ou seja: quando os 30 minutos de George terminaram, a equipe não tinha um segundo criador capaz de sustentar o ritmo. O reforço mais caro da franquia também registrou 5 roubos de bola e fechou com +9 de saldo, o melhor do time — e o time perdeu por oito. Essa combinação é estatisticamente insustentável ao longo de 82 partidas, e é o verdadeiro alerta da noite, bem mais do que a derrota em si. O ajuste defensivo que Boston desenhou com George e Mitchell Robinson dependia exatamente de não ter de cobrir tanto chão no último quarto.

Do outro lado, uma rotação inteira funcionando

Detroit ganhou com quatro jogadores entre 19 e 22 pontos: Jalen Duren (22 pontos e 9 rebotes), Cade Cunningham (22 pontos e 8 assistências), Duncan Robinson (21 pontos, 5/9 de três) e Javonte Green (19 pontos, 5/8 de três em apenas 17 minutos). Ausar Thompson completou com 11 pontos, 11 rebotes e 5 assistências. Green e Robinson juntos acertaram 9 de 14 bolas de três depois do intervalo, segundo o BasketUSA, depois de os Pistons terem começado com 4/18 na primeira metade.

Essa inversão de 4/18 para 11/22 é a parte que não se repete todas as noites. A dos lances livres, sim: conceder 32 tentativas é padrão de posicionamento, não sorte. Para Boston, a correção é identificável e tem endereço — e precisa chegar antes que o peso que Tatum carrega na décima temporada vire rotina. Para Detroit, a dúvida é saber quanto da vitória foi estrutura e quanto foi uma noite quente de dois reservas. A tabela da temporada responde rápido: a rodada desta quarta-feira tem 11 jogos.

Com informações do BasketUSA.

Fonte: BasketUSA, ESPN.

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