Uma faixa amarela na testa, cobrindo os pontos de um corte sofrido no meio do jogo. É a imagem que ficou de 29 de outubro de 2018, quando Klay Thompson acertou 14 bolas de três na vitória do Golden State Warriors sobre o Chicago Bulls por 149 a 124, em Chicago. A marca superou a de 13 que pertencia ao próprio companheiro, Stephen Curry.
Thompson terminou com 52 pontos e 14 de 24 da linha de três. O detalhe que transforma a noite em caso de estudo é outro: ele precisou de apenas 27 minutos em quadra.
Um recorde construído em três quartos
A sequência mostra como o recorde nasceu de um ritmo, não de um volume absurdo de arremessos. Segundo o BasketUSA, Thompson converteu seis bolas de três só no primeiro quarto. No intervalo, já tinha 10, igualando a marca de Chandler Parsons para um tempo. A 14ª saiu no fim do terceiro quarto, e ele não voltou mais, porque o placar já estava resolvido.
Em outras palavras, o recorde poderia ter sido maior. Com 24 tentativas em 27 minutos, Thompson arremessou de três quase uma vez por minuto jogado e acertou 58% delas. É uma combinação que explica por que os Warriors daquela época eram tão difíceis de marcar: o arremessador secundário do time tinha produção de estrela em noites assim.
Curry, que jogou poucos minutos naquele dia e marcou 14 pontos, comemorou no banco. A frase dele, reproduzida pelo BasketUSA, resume a convivência dos dois: recordes existem para ser quebrados, e ele estava feliz por ter sido um companheiro a quebrar o seu.
Oito anos depois, o mesmo Curry
O aniversário da marca chega numa semana em que Curry continua sustentando o ataque de Golden State. Na quarta-feira, ele fez 44 pontos na vitória por 119 a 114 sobre o Minnesota Timberwolves, com 11 de 27 nos arremessos, segundo as estatísticas Ball Don’t Lie. Nos quatro primeiros jogos da temporada, a média dele é de 28,8 pontos, a quarta maior da liga.
A diferença é que hoje o segundo arremessador não é Thompson. Contra Minnesota, quem acompanhou Curry foi Yaxel Lendeborg, com 26 pontos e 9 rebotes. Thompson deixou Golden State e, segundo a ficha publicada pelo BasketUSA, passou pelo Dallas Mavericks antes de chegar ao Miami Heat. A noite de Chicago virou memória de uma dupla que já não existe.
O elo com o Brasil
Para o torcedor brasileiro, o elenco atual dos Warriors tem um ponto de contato direto: o ala Gui Santos, único brasileiro listado na NBA nesta temporada pelas estatísticas Ball Don’t Lie. Na vitória sobre Minnesota, ele não entrou em quadra. Acompanhar o espaço que Gui ganha numa rotação construída em torno do arremesso de Curry é uma das histórias da temporada, e já tratamos do tema em o levantamento dos estrangeiros da liga, de França a Brasil.
A lição de 2018 vale para ele também: em Golden State, minutos se ganham com espaçamento, e quem ajuda a abrir a quadra para Curry costuma ter vez na rotação. A cobertura completa da franquia está na página do Golden State Warriors, e os próximos jogos aparecem no calendário da NBA.
Com informações do BasketUSA.
Fonte: BasketUSA, estatísticas Ball Don’t Lie.
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