Uma fíbula fraturada e um tornozelo esquerdo deslocado de um lado, uma ruptura de lábrum do outro. As duas lesões, sofridas no mesmo jogo, tiraram Jalen Williams e Cason Wallace do Oklahoma City Thunder por um longo período, possivelmente pelo resto da temporada no caso de Williams, segundo o BasketUSA. Na sequência, em Dallas, veio a primeira derrota do ano: 120 a 96 para o Dallas Mavericks.
A tese deste texto é que o problema imediato do Thunder não é falta de pontos, mas de criação ao lado de Shai Gilgeous-Alexander. E o primeiro teste mostrou quem pode absorver essa carga.
O que Williams e Wallace levam embora
Williams era o segundo criador do time, o jogador que permitia a Gilgeous-Alexander descansar sem que o ataque travasse. Wallace era a peça defensiva de perímetro, renovado recentemente justamente por isso, como mostramos ao tratar da renovação de Cason Wallace. Perder os dois de uma vez desmonta ao mesmo tempo a segunda opção ofensiva e o principal marcador de bola.
O técnico Mark Daigneault elogiou a liderança dos dois lesionados, que seguem próximos do grupo. Wallace chegou a viajar a Dallas para acompanhar o jogo. É um gesto de vestiário, mas não resolve a conta da quadra.
Ajay Mitchell responde, o resto não acompanha
Promovido ao quinteto titular, Ajay Mitchell foi o cestinha do Thunder com 29 pontos. As estatísticas Ball Don’t Lie mostram o tamanho da atuação: 12 de 20 nos arremessos em 27 minutos e 44 segundos, o que dá mais de um ponto por minuto jogado. Nenhum outro jogador do Thunder passou de 21 pontos.
O problema está ao redor dele. Gilgeous-Alexander fez 21 pontos com 7 de 19, abaixo da média de 26 pontos que sustenta em cinco jogos, e admitiu ao BasketUSA que precisava ser melhor, recusando o cansaço como desculpa apesar de três jogos em quatro noites. Jared McCain, outro candidato natural a ganhar minutos com as ausências, acertou só 3 de 13 arremessos para 10 pontos. Isaiah Hartenstein somou 10 pontos e 14 rebotes, um duplo-duplo que não muda o diagnóstico ofensivo.
Do outro lado, Dallas teve exatamente o que faltou ao Thunder: um segundo criador. Cooper Flagg marcou 26 pontos e deu 8 assistências, e Zaccharie Risacher, elogiado pelo próprio clube, fez 13 pontos com 5 de 6 nos arremessos, segundo as estatísticas Ball Don’t Lie.
O que muda nas próximas semanas
O cenário mais provável é um Thunder ainda competitivo, mas mais dependente de Gilgeous-Alexander do que em qualquer momento recente. Se Mitchell mantiver algo próximo da eficiência de Dallas, a perda de Williams fica administrável. Se McCain repetir noites como a de 3 em 13, a carga sobre o armador canadense vai crescer, e o risco de desgaste numa temporada de 82 jogos também.
O próprio vestiário trata o momento como prova de unidade. A melhor homenagem aos lesionados, segundo o grupo, é continuar vencendo. O próximo passo dessa resposta pode ser acompanhado no calendário da NBA e na página do Oklahoma City Thunder.
Com informações do BasketUSA.
Fonte: BasketUSA, estatísticas Ball Don’t Lie.
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