O Vancouver Whitecaps venceu o Austin por 2 a 1 fora de casa no domingo, com gols de Ryan Gauld e Yadaly Diaby, e chegou aos 55 pontos em 30 jogos: 16 vitórias, 7 empates, 7 derrotas, 63 gols marcados e 31 sofridos. O saldo de +32 é o segundo melhor da liga, atrás somente do +41 do Nashville, e sustenta a liderança da Conferência Oeste.
O problema desse número é o calendário. Ele não descreve o time que vai entrar na pós-temporada: descreve, em dois terços, o time que jogou entre fevereiro e maio.
22 dos 32 gols de vantagem saíram de 14 jogos
Até a parada para a Copa do Mundo, o Vancouver tinha 14 partidas disputadas: 10 vitórias, 2 empates e 2 derrotas, 32 dos 42 pontos em disputa, 34 gols marcados e 12 sofridos. Saldo de +22 — ou seja, 69% do saldo atual em 47% dos jogos, a 2,29 pontos por partida.
Desde a retomada, em 22 de julho, são 16 jogos: 6 vitórias, 5 empates, 5 derrotas, 23 pontos, 29 gols marcados e 19 sofridos. Saldo de +10, a 1,44 ponto por partida. Esse ritmo projetado para 34 rodadas daria cerca de 49 pontos, algo entre o San Jose (48) e o St. Louis (51) na tabela de hoje — não a liderança.
A decomposição diz onde está a perda. O ataque caiu de 2,43 para 1,81 gol por jogo. A defesa piorou menos: de 0,86 para 1,19 gol sofrido por jogo. A dobradiça tem data: em 28 de julho, Sebastian Berhalter, escolhido para o Best XI da MLS em 2025, com 20 gols e 34 assistências em 167 partidas pelo clube, foi vendido ao Middlesbrough, segundo a ESPN — e já não atuava pelo Vancouver desde a Copa. Todos os 16 jogos do segundo bloco foram sem ele.
O que sobrou é a defesa, e isso serve numa série melhor de três
A tese defensável é que a parte durável do perfil é a de trás. Mesmo no patamar pior do segundo bloco, 1,19 gol sofrido por jogo seguiria entre os melhores índices da MLS. Na temporada inteira, os 31 gols sofridos são o segundo menor número da liga, atrás dos 23 do Nashville. O goleiro Yohei Takaoka soma 12 jogos sem ser vazado, marca igual à melhor da liga, e Tristan Blackmon é o atual Defensor do Ano da MLS, lembra o MLSsoccer.com.
O segundo ativo não aparece na tabela: em 15 jogos como visitante, o Vancouver tem 7 vitórias, 5 empates e apenas 3 derrotas, com 17 gols sofridos (1,13 por partida) e 26 dos 45 pontos possíveis. Em 15 de outubro, o 0 a 0 em St. Louis prolongou para 21 jogos a invencibilidade recorde do adversário.
Num confronto eliminatório de melhor de três, um time que concede pouco e decide no detalhe é um perfil funcional. O que esse perfil não é: um ataque de 2,1 gol por jogo, como a média da temporada sugere.
Quatro jogos para testar a tese
Nos últimos cinco jogos são 1 vitória, 3 empates e 1 derrota: 6 dos 15 pontos, 7 gols marcados (1,40 por partida) e 8 sofridos. Restam quatro rodadas, e a vantagem sobre St. Louis e FC Dallas — ambos com 51 — é de 4 pontos com 12 em disputa: nada está definido.
- 24/10, 21h30 (Brasília): Colorado x Vancouver
- 28/10, 23h30: Vancouver x San Diego
- 01/11, 18h30: Vancouver x Seattle
- 07/11, 18h00: Montréal x Vancouver
Para o torcedor brasileiro, um aviso de serviço: não há brasileiro no plantel de 33 jogadores que a ESPN lista para o Vancouver em 2026. As referências são Gauld, Takaoka, Blackmon e Thomas Müller, que renovou até 2027 em 29 de setembro e soma 19 gols e 12 assistências em 45 partidas desde que chegou, em agosto de 2025 — ano em que o clube chegou à final da MLS Cup e perdeu para o Inter Miami. Horários no calendário da MLS, datas no calendário da pós-temporada e o resto na cobertura de MLS.
Fonte: ESPN, MLSsoccer.com.
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