[NFL] Com saldo de time .500, Texans levam Harrison Jr. a Londres

Julien Josset | 15/10/2026 - 21:53

O Houston Texans entra em campo no domingo, às 10h30 de Brasília, em Wembley, com campanha de 1-4 e saldo de apenas -2 pontos: 110 marcados, 112 cedidos. É o saldo de pontos de um time .500 preso a uma campanha de 1-4, e a diretoria leu os números dessa forma. Na segunda-feira, mandou as escolhas de segunda e sétima rodada de 2027 ao Arizona Cardinals para receber o recebedor Marvin Harrison Jr. e uma escolha de sexta rodada — e DeMeco Ryans já confirmou que ele joga em Londres.

A campanha mente, o saldo não

As quatro derrotas do Houston foram por 31-36 para o Buffalo, 6-20 para o Cincinnati, 17-19 em Indianápolis e 30-34 para o Dallas: três delas por cinco pontos ou menos. A única vitória veio fora, 26-3 em Nashville. O time é 0-3 em casa e 1-1 como visitante, o que faz do campo neutro inglês, na prática, um alívio — o Reliant Stadium virou o problema, não a solução. No ataque, C.J. Stroud é o quarto da liga em jardas aéreas, com 1.402. O risco de um começo ruim virar temporada perdida era o assunto em setembro; agora é aritmética.

A troca diz o que o Houston pensa de si mesmo

Harrison Jr., quarta escolha geral do Draft de 2024, chegou a Houston na segunda-feira, passou pelos exames médicos e treinou com o novo time pela primeira vez na quarta. Pelo Arizona, soma nesta temporada cinco recepções em 13 alvos, 85 jardas e um touchdown; na carreira, 108 recepções, 1.578 jardas e 13 touchdowns em 33 jogos. Ele reencontra Stroud, seu quarterback em Ohio State em 2021 e 2022, num grupo de recebedores liderado por Nico Collins, Xavier Hutchinson e Jaylin Noel. Antes do acerto com Houston, o nome dele havia aparecido em uma sondagem do Indianapolis.

“Acho que, para o time como um todo, é uma grande situação para mim”, disse Harrison Jr. na quarta-feira. “Estar com um quarterback com quem você tem sintonia e com quem já teve sucesso é sempre bom.”

Ryans minimizou o prazo de adaptação: “Não é difícil quando o jogador está atento e concentrado em pegar os detalhes. Na primeira noite dele aqui, ficou com o nosso assistente de recebedores até tarde, estudando o livro de jogadas.” O ponto relevante, porém, não é o domingo: gastar capital do Draft de 2027 em outubro, com 1-4, é a decisão de um time que recusa a hipótese de estar reconstruindo. É esse cálculo que o jogo de Londres põe à prova.

Uma derrota fecha a AFC Sul em meados de outubro

O adversário não ajuda. O Jacksonville é 4-1, tem o melhor saldo da AFC (+53) e cedeu 70 pontos em cinco jogos — só o Minnesota (64) cedeu menos na liga. É também o único time da temporada com dois mandos seguidos em Londres: venceu o Philadelphia por 19-17 no Tottenham na semana 5, com o field goal de 57 jardas de Cam Little, e recebe o Houston em Wembley agora. Sua única derrota foi em Denver, por 13-20.

A conta é direta. Com uma vitória, o Jacksonville chega a 5-1 e abre quatro jogos sobre o Houston; com o Tennessee em 0-5 e o Indianapolis em 2-3, a AFC Sul passa a ter um candidato só, antes da metade da temporada regular. Com uma derrota, o Houston cai a 1-5 e terá pago com o Draft de 2027 por uma temporada que o calendário já encerrou. Os Texans sobem a 2-4 se vencerem — e aí, finalmente, a campanha e o saldo voltam a dizer a mesma coisa.

Fonte: ESPN, NFL.com.

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