Miami chega à rodada 7 em 0-5, com o pior ataque da NFL em pontos — 14,0 por jogo — e a menor contagem de sacks da liga: quatro em cinco partidas, metade do segundo pior total. E chega com uma particularidade que muda o cálculo da pós-temporada: os Dolphins ainda não disputaram um único jogo de divisão. Os seis duelos da AFC Leste, e todos os critérios de desempate que eles valem, estão inteiros à frente — a começar pelo domingo, em Nova York.
14,0 pontos por jogo, 153,6 jardas aéreas e quatro sacks
O diagnóstico, pelos números da ESPN, é específico e não geral. O jogo corrido de Miami funciona: 126,6 jardas terrestres por partida, entre as dez melhores médias da liga. O problema está no passe — 153,6 jardas aéreas por jogo, penúltima marca da NFL, à frente apenas de Tennessee (153,5). Daí saem os 14,0 pontos por partida, empatados com os Titans como pior média da temporada regular, e um saldo de perdas de posse de -4.
A defesa não é o fator decisivo, e é importante dizer isso: Miami cede 26,4 pontos por jogo, nono pior número da liga, não o último. Mas a ausência de pressão aparece onde dói. Com quatro sacks em cinco jogos — Cowboys, Chiefs, Rams, Giants e Eagles, os seguintes na lista, têm oito cada —, os adversários convertem 51,7% das terceiras descidas contra os Dolphins, segunda pior taxa da NFL. Os placares do time contam a mesma história: 13, 13, 10, 10 e 24 pontos.
Seis jogos de divisão intactos, nenhum critério de desempate gasto
Aqui está a consequência prospectiva que a campanha esconde. O calendário colocou Raiders, 49ers, Chiefs, Vikings e Bengals nas cinco primeiras partidas de Miami: nenhum adversário da AFC Leste. A franquia aparece na classificação com 0-0 na divisão, situação que apenas Detroit e Tampa Bay também vivem nesta altura da temporada.
Na prática, o 0-5 custou cinco jogos, mas não custou nada em retrospecto divisional — o primeiro critério de desempate depois do confronto direto. Buffalo lidera a AFC Leste com 5-1, mas está 0-1 na divisão; New England, em 4-2, já soma 2-0. Os Dolphins ainda podem terminar em 4-2 ou 5-1 internamente. Isso não torna a pós-temporada provável, torna a aritmética diferente de uma eliminação: o que está fora de alcance é a liderança por campanha, não o desempate.
Nova York é acessível na campanha e difícil no confronto
Miami visita New York no domingo, às 14h de Brasília, contra um adversário em 2-4 e 0-1 na divisão. É o jogo mais acessível do que resta no curto prazo, e também o pior emparelhamento possível para o que Miami faz de pior. Os Jets cedem 185,0 jardas aéreas por partida, quarta menor marca da liga, e aplicaram 17 sacks, entre os oito maiores totais da liga — exatamente as duas colunas em que o ataque dos Dolphins é último ou quase.
A leitura para as próximas semanas é essa: a melhora de Miami não passa por marcar 30 pontos, passa por tirar o ataque aéreo de 153,6 jardas. Na rodada 8 vem New England, em casa, e na 9 recebe Detroit. Dois dos três próximos jogos são de divisão. Acompanhe a sequência na página dos Miami Dolphins e no calendário da NFL; o retrato do grupo de times sem vitória depois de cinco rodadas está em nossa análise sobre Chargers, Dolphins e Titans.
Fonte: ESPN, NFL.com.
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