A ESPN informou nesta quinta-feira que vários times estariam dispostos a negociar o running back Jonathan Taylor, três dias depois de o Indianapolis Colts demitir o general manager Chris Ballard. O prazo para trocas na NFL se encerra em 10 de novembro, e a conta que Indianapolis precisa fazer antes disso é direta: Taylor responde por 73,5% do jogo terrestre do time.
Negociar Taylor é vender três quartos do jogo terrestre
O cálculo sai das estatísticas de equipe da ESPN. Os Colts somaram 669 jardas terrestres em seis jogos, e Taylor fez 492 delas. Dos nove touchdowns terrestres do time, sete são dele. Com 89,9 jardas por jogo, ele lidera a liga nessa média entre os corredores em atividade, e suas 8.090 jardas de carreira ficam atrás apenas das de Derrick Henry entre os atletas ativos.
O contrato pesa contra a troca. Taylor tem 27 anos e assinou em agosto a segunda extensão de sua carreira, de três temporadas. Quem negociar por ele não leva um vínculo vencendo, leva um compromisso de médio prazo com um corredor que passará dos 28 anos na próxima temporada. “Não pensei nisso”, disse Taylor à ESPN sobre a possibilidade de sair, classificando o assunto como um desserviço aos companheiros e à franquia.
O saldo de turnovers mostra onde está o buraco
Se a reconstrução é o caminho, o jogo terrestre não é o problema a resolver. O ataque dos Colts marca 24,0 pontos por jogo, acima da média da liga, e converte 63,2% das visitas à zona vermelha em touchdown. O que afunda a temporada é outra coisa: saldo de turnovers de -8, o pior da NFL, com 11 bolas perdidas em seis jogos, e 164 pontos cedidos, 27,3 por partida.
A derrota que custou o cargo de Ballard resume o quadro. No domingo, em casa, Indianapolis desperdiçou treze pontos de vantagem e perdeu para o Tennessee, que ainda não havia vencido na temporada, por 26 a 20; Daniel Jones completou 22 de 42 com duas interceptações e sofreu seis sacks. Ballard estava em sua décima temporada no cargo e no último ano de contrato.
Outros dois nomes aparecem nas conversas de deadline. O defensive tackle DeForest Buckner, que se torna free agent no fim da temporada, não descartou uma troca ao ser perguntado pela ESPN. O guard Quenton Nelson, também no último ano de vínculo, foi citado pela NFL.com como alvo de times na briga por pós-temporada. São esses dois, e não Taylor, os ativos que uma reconstrução costuma transformar em escolhas de draft sem hipotecar 2027.
O teste imediato é duro. Indianapolis visita Minnesota, invicto em 5-0, no domingo, às 14h de Brasília, e depois vai a Jacksonville, que está 4-2. Se sair dessas duas rodadas em 2-6, a janela até 10 de novembro deixa de ser uma escolha e vira obrigação, no mesmo mercado em que os compradores da AFC estão empilhados em campanhas de 4-2.
Fonte: ESPN, NFL.com.
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