[NBA] Doc Rivers questiona Giannis, e as assistências do Heat explicam as derrotas

Quadra NBA | 06/11/2026 - 13:03

Vinte pontos, 14 rebotes, 4 assistências e 4 bolas perdidas em 31 minutos. Foi essa a linha de Giannis Antetokounmpo na derrota do Miami Heat para o Golden State Warriors por 120 a 100 na quinta-feira (5), segundo o Ball Don’t Lie. Nesta sexta-feira, porém, a frase mais comentada sobre ele veio de Doc Rivers. Ele treinou o grego nos Milwaukee Bucks de janeiro de 2024 até a primavera americana de 2026 e hoje comenta jogos na NBC.

Convidado do podcast de Bill Simmons, Rivers foi duro. “Ele tem essa qualidade de passe formidável, mas também não tem um QI de basquete muito alto. É estranho. Ele só tem uma maneira de jogar, atacar o aro, forçar, forçar, forçar”, disse, na versão publicada pelo BasketUSA. O ex-técnico acrescentou que gostaria de ver Giannis executar melhor as jogadas desenhadas e elogiou Erik Spoelstra justamente nesse ponto.

A frase testada em nove jogos

Pelo Heat, Giannis tem médias de 27,3 pontos, 5,6 assistências e 3,4 bolas perdidas, e vai 9,2 vezes por jogo à linha de lance livre. É o retrato de quem ataca o garrafão sem descanso. Nessa parte, Rivers descreve o jogador com precisão.

O que a crítica deixa de fora aparece quando se separam vitórias e derrotas. Nos três triunfos de Miami, sobre Hawks, Pacers e Clippers, Giannis somou 82 pontos. Nas seis derrotas, 164. A média é a mesma, 27,3, nos dois casos. O que muda é o resto do time, e o Heat deu 36, 38 e 35 assistências nas vitórias e nunca passou de 28 nas derrotas.

Contra os Warriors, foram 27 assistências, dentro do teto de 28 das derrotas, e 19 bolas perdidas que renderam 28 pontos ao adversário. Miami anotou só 32 pontos no garrafão, o menor número da equipe na temporada. A noite começou 24 horas depois de uma prorrogação em Los Angeles. O próprio Giannis acertou 7 de 13 arremessos e errou 4 de suas 5 tentativas de três.

Apresentação, campanha e o recado a Spoelstra

Giannis foi apresentado em Miami em 16 de julho ao lado de Pat Riley e Spoelstra, em uma das trocas mais comentadas da intertemporada. A campanha de 3 vitórias e 6 derrotas frustra quem esperava encaixe imediato. Mas os números sugerem um diagnóstico diferente do de Rivers. Quando a bola gira, o Heat vence com o mesmo Giannis de sempre. Quando ela trava em suas mãos, o volume dele não basta.

Rivers dirigiu Giannis por mais de dois anos sem encontrar a fórmula, e a última temporada em Milwaukee terminou mal, como lembra o próprio BasketUSA. Ao exaltar a capacidade de Spoelstra de fazer o time executar, ele admite que parte da resposta estava no banco de reservas.

Na primeira aparição de Giannis pelo Heat, Spoelstra já tinha comparado o novo astro a Magic Johnson. Era um voto de confiança na visão de jogo do grego que Rivers nunca deu. A viagem pela Costa Oeste segue no domingo (8) contra o Sacramento Kings, às 23h de Brasília, como mostra o calendário da NBA. O que separa as três vitórias das seis derrotas do Heat continua o mesmo: 36, 38 e 35 assistências contra no máximo 28.

Com informações do BasketUSA.

Fonte: BasketUSA, estatísticas Ball Don’t Lie.

Escrito por Quadra NBA
Rubrica de NBA do Quinto Quarto, com conteúdo adaptado do BasketUSA, parceiro editorial. Trazemos o contexto que o torcedor brasileiro não encontra na notícia em inglês. Produzido com apoio de IA e revisado pela redação.
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