A camisa número 33 que Kobe Bryant usou na temporada 1994/95 pela Lower Merion High School, na Pensilvânia, foi vendida por US$ 2,176 milhões em leilão da Sotheby’s. É o uniforme de colégio mais caro já arrematado, acima dos US$ 1,3 milhão pagos em 2024 pela camisa de LeBron James da capa da Sports Illustrated de 2002.
A peça é bordô, sem a palavra Lakers e sem Los Angeles em lugar nenhum, o que a torna a única camisa de basquete usada por Kobe com essa característica. O número também tem história: era uma homenagem ao pai, Joe Jellybean Bryant, que vestia o 33 no colégio. Para o torcedor que conheceu Kobe pelo 8 e pelo 24, é um objeto de antes de tudo.
De 51 mil a 2 milhões em treze anos
O dado mais revelador da venda não é o recorde, é a curva. Em 2013, a mesma camisa tinha sido vendida por US$ 51.400. Treze anos depois, o valor foi multiplicado por mais de 42. Houve 26 lances de sete interessados, e a Sotheby’s estimava a peça entre US$ 1 milhão e US$ 2 milhões, ou seja, o martelo bateu acima do teto previsto.
A autenticidade pesou. A camisa pertenceu primeiro a Pamela Bryant, mãe do jogador, antes de chegar a um colecionador particular, e foi confirmada por fotos de março de 1995, num jogo contra o Hazleton Area. Cadeia de custódia curta e comprovação por imagem são os dois fatores que mais sustentam preço nesse mercado, e esta peça tinha os dois.
Brahm Wachter, responsável por colecionáveis modernos na Sotheby’s, apresentou a camisa como o ponto de partida da história de Kobe, bem antes dos anéis e dos recordes. Na temporada seguinte, 1995/96, ele levou Lower Merion ao título estadual da Pensilvânia, o primeiro da escola em mais de cinquenta anos, e foi direto do colégio para o Draft de 1996.
Onde a peça entra na escala do basquete
Para medir o tamanho dos US$ 2,176 milhões, vale montar a escada das camisas de Kobe vendidas recentemente. Em fevereiro de 2023, a Sotheby’s vendeu por US$ 5,8 milhões a camisa da temporada 2007/08, a do prêmio de MVP. Em 2025, a da estreia pelos Lakers saiu por US$ 7 milhões, segundo o BasketUSA. A camisa de colégio custa menos de um terço desta última, o que mostra que o mercado ainda paga mais pela NBA do que pela origem.
O teto do esporte está bem mais alto. Em outubro, a camisa de Michael Jordan no Jogo 2 das Finais de 1998 foi negociada por US$ 14 milhões, o maior valor já pago por um item ligado ao basquete, como o Quinto Quarto contou na reportagem sobre a venda da Hunt Auctions. Antes dela, a camisa do Jogo 1 da mesma série tinha saído por US$ 10,1 milhões, em 2022, também pela Sotheby’s.
A diferença entre Jordan e Kobe nesses números é de momento, não só de carreira: as peças de Jordan vêm do auge, as de Kobe começam a aparecer em todas as fases. Se a camisa de colégio já vale 42 vezes o que valia em 2013, a pergunta que o mercado faz agora é quanto valem os uniformes intermediários, os do número 8 antes dos primeiros títulos. Outras histórias de camisas e memorabilia da liga estão no hub de NBA.
Com informações do BasketUSA.
Fonte: BasketUSA, estatísticas Ball Don’t Lie, ESPN.
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