MLB

Entenda a estratégia do bullpen e os tipos de arremessadores

Mariano Rivera. ex-arremessador ídolo do New York Yankees

A principal posição no beisebol é o pitcher. Além de ter todo o destaque, essa posição é a única na modalidade com muitas peculiaridades, não à toa existem diversos tipos de arremessadores. Dessa forma, o Quinto Quarto decidiu dar uma de ‘Globo Repórter’ e falar quem são, onde vivem e como atuam os lançadores da Major League Baseball.

Em uma explicação bem ampla existem dois tipos de arremessadores. Os abridores, ou starters, e os relievers. Os primeiros geralmente são os com mais resistência no braço, enquanto os outros geralmente só atuam por pouco tempo. Também há os destros e os canhotos (com exceção do ambidestro Pat Venditte).

Para vocês entenderem melhor como tudo funciona, lá vai alguns tópicos importantes.

Os cavalos de carga

A principal classe dos pitchers são os abridores e, como reflexo, eles ganham os melhores salários da posição.

Esses jogadores são os responsáveis por iniciarem a partida por sua equipe e se espera deles, pelo menos, seis entradas e menos de três corridas cedidas, o chamado quality start.

Já na visão da estatística de vitória, o starter precisa ter, no mínimo, cinco innings atuados.

Neste grupo existem três tipos de arremessadores. O ace é o número um da rotação titular – geralmente composta por cinco pitchers (nos playoffs e em raros momentos da temporada regular ela cai para quatro nomes e pode ir para seis).

Atualmente, alguns times vêm montando super rotações e estão com mais de um ace.

Também há o meio da rotação, que geralmente são bons nomes, mas não tão bons como aces e o back end, o quarto e quinto arremessador.

O dono do bullpen

O fechador é o cara do bullpen, basicamente o ace dos relievers. Desse cara se espera atuações impecáveis para garantir vitórias.

Apesar do save ser cada vez menos valorizado, o closer é o jogador mais confiável entre os nomes do bullpen e, atualmente, alguns managers passaram a utilizar ele em situações chave em vez de apenas colocá-lo na nona entrada ou na oitava e nona entrada da partida.

Novidade na praça

Desde o ano passado, a grande novidade é o opener. Trazido à MLB por Kevin Cash, manager do Tampa Bay Rays, esse tipo de arremessador é um reliever que começa o jogo, substituindo o abridor.

A ideia é eliminar o topo da ordem adversária antes de um starter entrar em ação já pegando a parte mais fraca do lineup adversário, o que, em tese, possibilitaria ele ficar mais entradas em jogo.

Em alguns casos, após o opener, o manager segue utilizando relievers e faz um jogo inteiro sem usar um abridor.

Um caso em extinção

Os especialistas estão morrendo. Muitas vezes é possível ver um pitcher canhoto entrar para enfrentar um rebatedor canhoto e, logo em seguida, ele deixar o campo.

Arremesso submarino (Crédito: wikipedia/reprodução)

Isso não existirá mais a partir de 2020, isso porque as mudanças de regra da MLB e a própria evolução do beisebol está afetando os tipos de arremessadores.

Na próxima temporada, cada pitcher terá que enfrentar, pelo menos, três rebatedores, o que forçará esses jogadores que só enfrentam um nome a se adaptarem – o que já vem acontecendo com o aumento da importância do bullpen.

Agora resta casos diferenças como arremessadores com diferentes formas de lançar a bola, caso arremesso de lado e do submarino.

Outras variações

Além do fechador, o bullpen conta com mais alguns tipos de arremessadores. O setup man é a espécie de co-fechador. Ele entra uma entrada antes para já começar a liquidar a fatura.

Também existe o middle reliever e o long reliever. O primeiro geralmente atua nos innings intermediários e não é um dos melhores nomes à disposição. Já o segundo é acionado quando o abridor não consegue atuar por muitas entradas e a bomba cai no colo do bullpen.

O futuro

Principalmente nos playoffs e em jogos importantes, o futuro é utilizar os relievers no momento mais importante.

Representada por Andrew Miller e Josh Hader nos últimos anos, essa estratégia visa colocar os melhores pitchers nos momentos chave e não necessariamente nas últimas entradas. Isso pode ser a possível última ida da melhor parte do lineup ao bastão ou uma situação com corredores em base em um jogo apertado.

O caso Pat Venditte

Você sabe como funciona a dinâmica com um arremessador ambidestro? É fácil! Para evitar situações como essa (vídeo abaixo), o pitcher precisa decidir antes início do confronto contra o rebatedor com que braço ele irá arremessar. No próximo duelo, ele pode alterar sua estratégia.

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