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5 jogadores da NBA que queremos ver livres de suas atuais franquias

bradley beal washington wizards

Acabou o All-Star Game, agora voltamos para a programação normal. Todos os que acompanham a NBA valorizam a ideia do franchise player e do jogador que não escolhe jogar uma franquia, é escolhido. E aceita esse desafio. Cada vez mais isso está sumindo, como já escrevi algumas vezes. Mas para sermos justos, ninguém merece ficar preso a uma franquia que o dono só faz m*, o GM só faz bos** e o treinador tem caca na cabeça.

Foram suficientes referências a excrementos?

Estes cinco jogadores já pagaram seus pedágios. Seus pecados podem ser eliminados. Eles não merecem mais sofrimento. Vamos a eles.

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Aaron Gordon

Kemba Walker seria o primeiro da lista. Como ele agora está em Boston sendo feliz, Aaron Gordon passa à frente. E ele é o líder não só pelo que o Orlando Magic o faz passar, por mais que tenha melhorado no último ano, mas também porque a NBA sacaneou ele duas vezes no Torneio de Enterradas.

Mas nada se compara ao que seu próprio time fez com esse rapaz. Gordon ainda tem 24 anos e já passou nas mãos de cinco treinadores. Em sua temporada de calouro, Jacque Vaughn foi demitido e James Borrego assumiu em fevereiro. Desde lá, Scott Skiles foi contratado e demitido, Frank Vogel a mesma coisa e agora estamos em Steve Clifford. Pelo menos com o veterano treinador o time chegou aos playoffs em 2018/19. Foi eliminado na primeira rodada.

Não há muitas dúvidas sobre o que Aaron Gordon pode ser em 2020 na NBA atual: ele não tem a habilidade para ser um jogador de perímetro, um ala tradicional. Mas ele pode jogar afastado da cesta tendo que marcar jogadores mais pesados. Jogar na 5 já é complicado porque ele tem apenas 2,03 e não é Draymond Green. Ele pode ser um Blake Griffin, em suma.

Mas ano após ano terrível o Magic foi draftando atletas que não complementavam Gordon e sim brigavam por espaço com ele. Jonathan Isaac e Aaron Gordon mais Nikola Vucevic não fazem sentido na NBA de 2020 e por essas e outras o time é terrível ofensivamente: segundo pior em pontos feitos, porcentagem de arremessos de quadra, quarto pior em porcentagem de 3.

Como Vucevic acabou de assinar novo contrato e Isaac está com um contrato de calouro, é hora de liberar Gordon. Com 16 pontos de média e 7,4 rebotes por jogo é fácil imaginar um encaixe para ele na liga em um time que não precise desesperadamente de arremessadores.

De’Aaron Fox

Fox está há pouco tempo na liga, é verdade. Mas ninguém merece os Kings e jogar para Vlade Divac. Nem vou entrar no mérito de passar Luka Doncic, que faria esse time agredir o Oeste com o raio que é o armador e o cérebro que é o esloveno.

Enfim, é a vida, o escolhido foi Marvin Bagley. Ele não é ruim, mas não é Doncic. E só jogou 13 partidas nesta temporada depois de perder 20 jogos como calouro.

A complicação para Fox é que os Kings não vão a lugar algum e Divac não sabe montar elencos. Só ver a era DeMarcus Cousins e sua completa incompetência – e também de seu antecessor – para trazer peças que combinassem com o pivô e criar uma cultura vencedora.

Depois de uma temporada com 39 vitórias e a ascensão do núcleo jovem de Fox, Buddy Hield e Bagley, que é talentoso ofensivamente, Divac abriu o talão de cheques para assinar Harrison Barnes, Cory Joseph, Trevor Ariza e Dewayne Dedmon, somando 187,5 milhões de dólares com os quatro.

Ariza e Dedmon nem na equipe estão mais, sete meses depois de contratados.

Ah, esqueci de falar que ele ainda brigou com Dave Joerger, treinador da boa campanha. Resultado: o time voltou à rabeira do Oeste, com 21 vitórias e 33 derrotas. Luke Walton já começa a balançar, jogadores estão P da vida e Divac não demitido só Deus sabe porque. Fox, coitado, ainda vai sofrer bastante.

Karl-Anthony Towns

Veja bem, eu quero que Towns e todos os jogadores que forem draftados fiquem nessas franquias, suportando o ruim, trabalhando para que algo bom aconteça e assinem contratos de cinco anos e 38 caminhões de dinheiro. Towns assinou uma extensão e ainda chamou D’Angelo Russell, seu parça, para tentar acertar as coisas.

Mas eu já disse, o Minnesota Timberwolves está amaldiçoado. Kevin Garnett, Kevin Love e agora Karl-Anthony Towns tentaram seu melhor, mas não está dando certo. O time tem 16 vitórias, os Drafts não andam sendo bons e o treinador da franquia tinha -2 anos quando Michael Jordan entrou na NBA.

Pelo menos Gersson Rosas, que chegou dos Rockets, é credenciado como um dirigente competente e está começando a limpar a bagunça. Só que ainda falta muito, mas muito. Karl-Anthony Towns já está em sua quinta temporada e nenhum grande free agent irá para Minnesota.

Devin Booker

Booker sofre ainda mais que Towns porque os Suns são piores que os Timberwolves quando se fala de desorganização. E como ele já é um All-Star, o ala-armador vai para esses eventos, joga com toda a turma boa e precisa voltar para Phoenix para perder mais jogos.

Em 2019/20 as coisas começaram diferentes e o time chegou a ficar 5-2 e 7-4 até tudo descambar, com sequência de nove derrotas seguidas inclusa, para chegar 22-33 no All-Star Game. Pode ter certeza que Booker não jogará uma partida de playoffs em 2020 de novo.

Os Suns tiveram todas as chances do mundo para formar um time com Booker, que foi draftado em 2015. Mas olha só isto:

– Suns em 2016 tem a quarta escolha do Draft. Escolhem Dragan Bender, 5,2 pontos e 3,7 rebotes em 20 minutos de quadra nos quatro anos que esteve na NBA. Ele acabou de ser cortado pelos Bucks.

– No mesmo Draft o time subiu até a oitava posição para selecionar Marquese Chriss, que está em sua quinta temporada na liga e quarto time. Adivinha quem está extraindo um pouco do seu basquete e acabou de assinar um contrato modesto com ele: o Golden State Warriors.

– O time não foi para a frente e lá estava na quarta posição de novo em 2017. A equipe selecionou Josh Jackson, que já tinha sido acusado de vandalismo na faculdade. Óbvio que isso não foi algo único e ele teve mais problemas com a lei depois. Atualmente vai e volta da G-League para os Grizzlies. DeAaron Fox foi escolhido em quinto, by the way, para uma posição que os Suns precisavam desesperadamente.

– Como mais uma vez o time não foi para a frente, os Suns estavam lá em cima no Draft de 2018. O mais em cima possível aliás, com a primeira escolha. A equipe contratou Igor Kokoskov para ser o treinador, que entre outros epítetos, treinou a Eslovênia campeã europeia em 2017. Entre os destaques da competição, Luka Doncic, escolhido para a seleção do torneio apesar de seus 18 anos.

Depois ele foi MVP do Final Four da Euroliga e entrou no Draft. Estamos falando de um talento de 19 anos que já era profissional há quatro anos, um jogador espetacular que logo que foi escolhido pelo Dallas Mavericks já causou impacto e este fim de semana disputou o All-Star Game.

Os Suns preferiram um pivô. Veja bem, ele não é ruim, mas estamos em 2020 e Deandre Ayton não é Joel Embiid, um jogador com imensa capacidade ofensiva (quando não opta por arremessar de 3), e não é Rudy Gobert, um Deus defensivo. Muito menos Anthony Davis, que é o cara dos dois lados da quadra.

Libertem Devin Booker!

Bradley Beal

Aqui a prisão é culpa dele. Sua extensão em 2019 foi um “oi, estou abrindo mão de ganhar jogos para pegar o maior contracheque possível”. Mesmo assim é duro ver um 2 com enorme capacidade de pontuação jogando partidas que não importam. Beal poderia ser o segundo jogador em um Big Three ou o terceiro em um trio completamente apelão.

Apesar de ele não ter bons aproveitamentos nesta temporada – apenas 32,2% de 3 – dá para entender perfeitamente isso. Você vai enfrentar os Wizards, adivinha quem você precisa marcar: o cara que mesmo em um time ruim tem 29 pontos de média em 35 minutos de quadra.

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