UFC: ex-empresário dispara contra Deiveson Figueiredo e revela briga

Matheus Costa | 23/05/2023 - 19:00

O sempre polêmico Wallid Ismail apareceu novamente para colocar fogo numa briga até então desconhecida pela maioria do público. Ao participar do podcast “Nem Me Viu”, do lutador Fabricio Werdum, o promotor e empresário revelou os bastidores do fim de sua parceria com o ex-campeão dos moscas do UFCDeiveson Figueiredo, que rompeu o contrato de agenciamento com ele em 2022.

Ao ser questionado sobre sua relação com seu ex-cliente, Wallid, sem papas na língua, detonou completamente a postura de Deiveson Figueiredo após romper o contrato entre ambos. O empresário afirma que ‘criou’ Deiveson no esporte, revelando ajudas financeiras a ele desde o início de sua trajetória no UFC e até mesmo na forma de se comunicar melhor, citando ingratidão por parte do atleta.

— Quando foi comprar o primeiro carro dele, quem adiantou o dinheiro fui eu. Na casa, fui eu. Quem ensinava esse cara a falar, comprar as coisas boas [era eu]. Eu criei esse cara! Falava por ele, no começo ele não falava e depois aprendeu, mas no começo não falava. Você não pode ser ingrato, vagabundo, de falar mal de um cara que te tratou, que deu a vida por você. Esse foi falar mal de mim, falei: “seu vagabundo!”. E fui para a imprensa. Como que tu pode falar mal de mim, seu vagabundo? Ingratidão! “Ah, vou te processar”. Tenha vergonha na cara! Esse foi uma das maiores decepções. Mas nem lembro que ele existe. Nem é decepção. A verdade agora, falando, “tu vai sumir”. É um idiota. Falei na época.

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Wallid também falou sobre o episódio quando Deiveson Figueiredo venceu o algoz Brandon Moreno e recuperou o cinturão dos moscas, logo no início de 2022. Na época, o brasileiro mudou o camp de preparação e deixou Belém para treinar com o ex-campeão Henry Cejudo, nos Estados Unidos. O empresário se proclamou como responsável pela mudança para treinar com Cejudo, afirmando que nem o brasileiro ou seus treinadores queriam deixar de treinar em sua cidade natal.

— Ele ia treinar em Belém, mas eu disse: “não treina em Belém, tu vai se f…, vai entrar na porrada se tu treinar em Belém”. Porque não tem a estrutura da América, a academia dele não tinha nada. Ele é tipo o rei lá (em Belém). Ainda levei lá para o (Henry) Cejudo. Ele queria ir para outro lugar. “Vai para o Cejudo senão tu vai perder”. “Não, não quero…”. Aí fui ligar para os treinadores e eles: “não, ele vai treinar em Belém”.  Liguei para ele: “se tu for treinar em Belém tu vai se f…, tu vai perder”. E ele: “Ah, tá bom então, então vou treinar nos Estados Unidos”. Foi a salvação. Ele foi lá e ganhou. Me deu uma alegria muito grande.

Wallid, no entanto, revelou a suspeita que seus treinadores influenciaram Deiveson Figueiredo na atitude de optar por romper seu contrato e fechar com Urijah Faber, que agora agencia a carreira do ex-campeão brasileiro. O promotor novamente cita a ingratidão do lutador brasileiro com sua atitude, mas afirmou que não deseja mal à ele.

— Aí depois da luta, não sei se mexeram na cabeça dele, os m… que nunca construíram m… nenhuma, devem ter enchido a cabeça dele. Não dá para explicar, é inexplicável. Mas eu não estou nem aí, nem lembro da existência dele, porque ele sumiu também. É um cara que tem uma vida boa, que tem uma boa família, não desejo mal. Que ele viva a vida dele. Mas já que perguntou, esse é o pior da espécie, a ingratidão.

Wallid Ismail é dono do Jungle Fight e agencia alguns atletas que surgem no evento para um patamar internacional no MMA. Foi assim que ele e Deiveson Figueiredo começaram a parceria de agenciamento, levando o lutador brasileiro à assinar com o UFC em meados de 2017.

Escrito por Matheus Costa
Matheus Costa é jornalista, repórter e redator com passagens por MMA Brasil, LANCE!, O Dia, Yahoo! e outros. Sua carreira no jornalismo iniciou na cobertura do MMA, depois se expandindo para a cobertura do futebol e dos bastidores de televisão esportiva brasileira. Já cobriu in loco eventos de MMA, futebol, basquete e jiu-jítsu.