NHL

Brigões terão cada vez menos espaço no hóquei da NHL e isso não deve ser lamentado

A medida que o tempo avança, os esportes vão evoluindo e se adaptando aos novos tempos. No hóquei da NHL não é diferente. O jogo segue extremamente físico, com muito contato, mas as brigas estão ficando cada vez mais raras. Só não ache que o esporte está perdendo com isso.

Os brigões estão perdendo espaço na principal liga de hóquei do mundo por dois grandes motivos, um externo e outro que define o jogo. O primeiro deles é que a medicina evolui muito nas últimas décadas e as contusões na cabeça, hoje, são muito mais fáceis de serem identificadas. Para se ter uma ideia, até 1979, o uso de capacete não era obrigatório na liga. As informações sobre concussões são muito mais acessíveis hoje em dia.

O segundo grande motivo é que brigar no gelo faz o time tomar penalidades, o que pode resultar em gol do adversário. E você goste de briga ou não, o principal objetivo do hóquei ainda é marcar gols e vencer as partidas. Sem falar que existem outros esportes com lutas muito mais intensas e interessantes do que trocar socos em cima de patins sobre o gelo.

Saúde em primeiro lugar

Por muitos anos, as lesões no cérebro passaram despercebidas, sendo frequentemente associadas a outros motivos, menos às pancadas na cabeça. Não existiam estudos com esse foco, muito menos equipamentos para diagnósticos. A história é totalmente outra hoje em dia. Nenhum jogador, que se dedicou a sua vida inteira ao hóquei, quer ver sua carreira interrompida por algo assim.

Não à toa, de acordo com o levantamento da Betway, casa de apostas online, as brigas estão caindo vertiginosamente nos últimos anos. E assim seguirão. Nem por isso, o hóquei da NHL deixará de ser intenso e brigado em outros aspectos.

Os encontrões brutais na borda do gelo, as trombadas, as perdas de dentes e os empurrões não diminuíram e jamais sumirão do esporte. Por outro lado, as brigas, em menor número, também não sumirão. Elas fazem parte da cultura do hóquei.

Mas os exemplos de jogadores veteranos com traumas incuráveis na cabeça estão influenciando as novas gerações. Todo jogador tem uma vida fora do gelo e eles sabem que seguidas pancadas na cabeça vão custar caro no futuro.

Jogador, lutador não

Ninguém treina hóquei para brigar. Tudo bem que no passado era mais comum todo time ter uma linha repleta de verdadeiros armários, que pouco tinham habilidade, mas estavam lá para botar medo, puxar uma briga e serem ovacionados pela torcida. Mas, cada vez mais, esse tipo de jogador está perdendo espaço na NHL.

Por que ter brutamontes no time se eu posso ter jogadores mais habilidosos e velozes no gelo? Afinal, vence a partida quem marcar mais gols, não quem brigar mais ou melhor. Dentro do gelo não há nada mais intimidador do que um jogador que saia fintando todo mundo e marque um golaço.

Com mais jogadores que propriamente entram no gelo para jogar e não para trocar socos, o hóquei só tem a ganhar. O jogo ficará mais dinâmico, mais espetacular e com menos paradas para separar os jogadores. Uma briguinha aqui ou lá para desestressar até que vai, mas entrar no gelo com esse propósito não está com nada.

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