NFL não perdoa jogadores apostadores e pune atletas gravemente

Pedro Rubens Santos | 10/05/2023 - 15:00

O escândalo de jogadores investigados por envolvimento com apostas esportivas não é exclusividade do Brasil. Longe disso. Atletas de outras ligas e esportes também já sofreram as consequências por diferentes formas de contato com o universo das apostas.

Nesta terça-feira (9), o Detroit Lions anunciou que dispensou o wide receiver Stanley Berryhill, depois que o jogador recebeu uma suspensão da NFL por fazer apostas. Berryhill não apostou em jogos da NFL, então sua pena foi de seis jogos. Ainda assim, a equipe optou por mandá-lo embora.

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Ele não foi o único envolvido: a liga também emitiu ganchos a outros três jogadores dos Lions e um do Washington Commanders.

O running back Jameson Williams, escolha de primeira rodada da equipe no draft de 2022, também investiu dinheiro em jogos de fora da liga e, por isso, recebeu a mesma suspensão de Berryhill.

Outros dois integrantes do time, o WR Quintez Cephus e o defensive back C.J. Moore, apostaram em partida da NFL e foram punidos com um ano de afastamento. Pena igual foi aplicada ao defensive end Shaka Toney, dos Commanders, pelo mesmo motivo.

Há pouco mais de um ano, o também WR Calvin Ridley, então no Atlanta Falcons, foi suspenso por toda a temporada 2022 devido a apostas que fez em jogos da liga.

Jogador suspenso na MLS por apostas

A liga de futebol dos Estados Unidos também já viveu um caso de suspensão por envolvimento com apostas.

Em outubro de 2021, foi descoberto que o meio-campista Felipe Hernández, do Sporting Kansas City, violou as regras da liga ao apostar em partidas da MLS. Por conta disso, perdeu o restante da temporada.

Felipe Hernández, Sporting Kansas City. MLS. Foto: Kirby Lee-USA TODAY Sports/Sipa USA - Photo by Icon sport
Felipe Hernández, meia do Sporting Kansas City, da MLS. (Foto: Kirby Lee-USA TODAY Sports/Sipa USA – Photo by Icon sport)

Não foi encontrada nenhuma evidência de que o jogador tenha apostado em jogos envolvendo seu próprio time ou que tais negócios tenham influenciado resultados.

O caso difere do escândalo atual do futebol brasileiro, no qual jogadores supostamente recebiam dinheiro para praticarem determinadas ações combinadas durante as partidas, mas aponta para uma tendência de envolvimento entre os atores do jogo e as casas de apostas — ou, em cenários mais graves, aliciadores criminosos.