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The Last Dance: vale a pena ver o documentário de Michael Jordan na Netflix

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Sim! Essa era nossa resposta antes mesmo do lançamento oficial e agora que já vimos os episódios iniciais, podemos afirmar com certeza. The Last Dance é a coisa mais esperada pelos fãs de basquete enquanto a pandemia não deixa que a NBA termine sua temporada. O documentário terá 10 partes e estreou na Netflix na segunda-feira, 20 de abril. Produzido em conjunto com  ‘ESPN’, ele será exibido nos Estados Unidos aos domingos, dois episódios por vez.

Mais abaixo nesta página farei as resenhas dos episódios lançados. Caso você não queira spoilers, só se informar sobre o que é The Last Dance, aqui vai um resumo.

The Last Dance traz a última temporada de Michael Jordan no Chicago Bulls como destaque (1997/98), mas também apresentando todo o contexto da carreira do maior jogador da história da liga e da formação da equipe que já tinha conquistado cinco títulos. O nome do título é como Phil Jackson, treinador dos Bulls, intitulou aquela temporada na reapresentação dos jogadores e comissão. “A Última Dança” deixava algo claro: tudo iria acabar.

Jackson tinha péssima relação com Jerry Krause, general manager dos Bulls e arquiteto daqueles times campeões. Krause escolheu todos os jogadores – menos Jordan, selecionado em terceiro no Draft de 1984 da NBA – tendo incrível sucesso detectando talento e sabendo como rodear a estrela de sua equipe. Jackson também foi outro acerto de Krause, que contratou o ex-jogador que só tinha treinado no Porto Rico e na Continental Basketball Association, para a comissão técnica de Doug Collins. Com a saída de Collins, Jackson foi promovido a head coach.

Só que, ao mesmo tempo em que ele tinha visão para detectar talento, Krause era um péssimo comunicador. Entre outras coisas que devem ser exploradas, ele teria dito que os Bulls poderiam ter 82 vitórias na temporada regular de 1997/98 que mesmo assim Phil Jackson não teria um novo contrato.

E ainda existiam outros problemas. Scottie Pippen era o 122° jogador mais bem pago da liga, sendo que ele tinha cinco títulos, duas medalhas de ouro olímpicas e era o segundo jogador perfeito para uma equipe campeã. Dennis Rodman estava cada vez mais doido e só acertou um contrato para voltar a tempo para a temporada 1997/98 poucas semanas antes do início da temporada.

Ou seja, o clima não era dos mais gostosos. E Michael Jordan não era o melhor companheiro de equipe. Seus acessos de ira são históricos, tendo socado a cara de Steve Kerr em um treino (sim, o Steve Kerr treinador dos Warriors hoje). Rodman mesmo já disse que ele mal conversava com Jordan fora da quadra. O eterno camisa 23 disse nesta semana que quem ver o documentário vai achar ele uma pessoa horrível.

Tá bom ou quer mais?

The Last Dance é dirigido por Jason Hehir, que já assinou documentários sensacionais como Fab Five e The 85′ Bears, ambos da ‘ESPN’ e exibido com frequência nos canais da emissora no Brasil. Todo o material da temporada 1997/98 foi gravado pela ‘NBA TV’ e falava-se em um documentário há anos. O mérito de The Last Dance é reunir Jordan, Pippen, Jackson e dezenas de outros entrevistados, inclusive Kobe Bryant, que gravou sua parte uma semana antes de sua trágica morte.

O documentário era para ser lançado após as finais da NBA. Mas, com a crise que vivemos e as pessoas trancadas em casa se matando por algo bom para assistir na Netflix, a data foi antecipada. O duro vai ser ter que esperar semanas para ver The Last Dance completo.

The Last Dance: a resenha final

Os 10 episódios foram lançados. É fácil falar agora que Michael Jordan é o maior da história e qualquer discussão que incluía LeBron James, Magic Johnson ou qualquer outro fica muito, muito difícil.

É difícil falar se este é um documentário sobre Michael Jordan, o Chicago Bulls com Jordan ou do Chicago Bulls de 1997/98. Se fosse o primeiro, não daria tanta importância para a escapada de Dennis Rodman ou a história de Steve Kerr e a trágica morte de seu pai. Se fosse o último, não passaria pelo menos metade do tempo falando de Jordan e sua chegada a Chicago, as conquistas anteriores e sua passagem pelo beisebol.

O documentário não é perfeito – acho que o chega mais perto disso é OJ: Made in America – mas mesmo tendo o dedo de Michael Jordan na produção, a obra não é um “presente”, uma masturbação de mais de 9 horas para o legado de Michael Jordan.

Só para relembrar, era o ex-jogador que precisava dar o sinal verde para a liberação das imagens. E, infelizmente nos Estados Unidos (não só), muitas vezes o jornalismo e a narração de histórias são contaminados pela necessidade de acesso. Um jogador, empresário, agente, pessoa de poder pode chegar nos criadores e impor: “Se eu vou participar disto, você não pode falar deste assunto, entrevistar X” e coisas do tipo.

Todos os pontos controversos de Jordan foram atacados: ele era um escroto com colegas de equipe. Ele é claramente viciado em apostas. Sua competitividade chega a ser desconfortável em alguns momentos, pegando as mínimas coisas para se motivar e até inventando casos de “desrespeito” que não existiram.

As histórias que ainda tinham uma nuvem em cima também foram abordadas. Ele teve a ver com a não-convocação de Isiah Thomas? O argumento oficial é não. Isiah não deve achar o mesmo e foi gigante por ter aceitado participar do documentário. Ao mesmo tempo Isiah era insuportável e teve rusgas não só com Michael, mas também com Magic Johnson (algo que só foi superado recentemente).

E sua primeira aposentadoria? Teve a ver com suas apostas e foi por causa de uma suspensão de David Stern? Ainda bem que Stern participou do documentário antes de sua morte em 2020.

Essa era mais uma teoria da conspiração do que qualquer outra coisa. Apesar de sua aposentadoria ser algo estranho para uma pessoa tão competitiva, o combo “estou extenuado + eu não posso andar na rua em paz + já ganhei tudo e de todos, quero um novo desafio + meu pai morreu e eu fiquei sem rumo” faz todo o sentido.

Seu não-envolvimento com a política norte-americana e as lutas pela igualdade também foram abordadas, inclusive com a presença de críticas dentro do documentário (Obama incluso, por mais que ele sempre carregue a luva de pelica). A resposta de Jordan foi suficiente? Não cabe a mim julgar, mas não acho que a resposta dele irá mudar o que os críticos de suas ações à época falavam. Se fosse um documentário áulico, feito para “salvar Jordan”, falariam de seu comprometimento atual. Não foram por essa via, ainda bem.

Por fim, a morte de seu pai de forma brutal e a relação que alguns fizeram com dívidas de apostas, tanto de Michael como do pai, também foi citada, mas não muito explorada. Sinceramente: remexer nisso agora nesse documentário fazia sentido 0.

Acesso, verdade e jornalismo

Muitos fatores entram em jogo para um documentário ser bom. A história é boa? Tem bons personagens? O documentário traz algo de novo? Tem entrevistas com os envolvidos? Qual é seu nível de acesso?

É curioso que com The Last Dance dá para ter uma excelente discussão sobre documentário e jornalismo. Ambos lidam com a “verdade”, mas acho que cada vez mais sabemos como a verdade de um pode não ser a de outro.

A visão de um documentarista não necessariamente é a certa ou até a mais abrangente. É a visão dele sobre um assunto e, na minha opinião, essa visão até pode não ser a mesma que eu tenho, mas o documentário tem valor se ela é bem explicada e o contraponto tem espaço (com entrevistados que destoam dessa visão etc).

Por exemplo, Democracia em Vertigem, o documentário de Petra Costa sobre o Impeachment de Dilma Rousseff e todo o momento histórico que o Brasil passou. Costa teve o acesso aos ex-presidentes Lula e Dilma que jornalistas matariam para ter. Ela estava dentro de palácios e carros oficiais quando o bicho comia. A história é incrível, já que estamos falando de um impeachment em um país que é uma das 10 maiores economias do mundo. Os personagens também estavam ali, prontos para falar. O documentário traz a verdade sobre o que aconteceu naquele período? A resposta é: depende em quem você votou em 2018.

Portanto falar em verdade é sempre algo complicado. The Last Dance tem um acesso incrível. Personagens não faltam. Todos os envolvidos foram entrevistados e até dois ex-presidentes americanos aparecem. Há algumas omissões, como Luc Longley, que não faria nenhuma falta se não fosse o fato que ele não gosta de Jordan até hoje pelo visto.

A maior falta, mesmo, é Jerry Krause, falecido em 2017. Com ele vivo e sendo entrevistado, talvez veríamos algo que ficou subentendido no documentário: ele era o bode expiatório de Jerry Reinsdorf, dono dos Bulls, que fazia de tudo para não pagar bem seus jogadores e treinadores. Falo isso porque não faz sentido algum um GM ganhar batalhas contra o melhor jogador de todos os tempos e possivelmente o melhor treinador da história. Ninguém ia no United Center para ver Jerry Krause.

De resto, o documentário cumpriu seu propósito. Mostrou perfeitamente duas coisas fascinantes: como os Bulls eram os Beatles da NBA e como Jordan era inacreditável, especialmente psicologicamente. Não era só uma questão de físico ou talento porque isso Charles Barkley, Karl Malone, Patrick Ewing, Magic Johnson e outros também tinham.

Jordan fazia tudo: ele preparava seu corpo, elevava o nível de todos a seu redor (usando métodos não muito “politicamente corretos” algumas vezes), sempre fazia a jogada certa – o craque também sabe a hora de passar – superava obstáculos como ninguém e tinha uma força mental inigualável.  Tudo isso foi exposto com detalhes.

Ele aumenta o mito de Michael Jordan? Sim. Fazer o que, nada daquilo foi inventado. Shaq e Kobe foram engolidos pelos Pistons. Os Lakers com Magic Johnson no auge foram varridos de quadra por Ralph Samson e Hakeem Olajuwon. O Boston Celtics de Bird perderam para os Sixers e foram varridos pelos Bucks em anos seguidos.

Quando Michael Jordan e seu time chegaram no topo, eles não desceram mais. É uma pena que seu último arremesso não tenha sido contra o Utah Jazz nas finais de 1998.

The Last Dance: episódios 7 e 8

Estamos chegando ao fim de The Last Dance, entrando com tudo nos playoffs da última temporada de Michael Jordan, Scottie Pippen e Phil Jackson juntos. Ao mesmo tempo passamos pela fase do beisebol de Jordan, Space Jam (bastante rápido) e a volta à NBA perdendo para o Orlando Magic.

Depois de passar pelos arcos de todos os jogadores e personagens envolvidos, os dois episódios focaram no camisa 23 (45 por breves momentos) e sua insana competitividade. Conviver com ele devia ser ao mesmo tempo enervante e algo para rachar o bico (como Ahmad Rashad, jornalista da NBC à época, conta) porque o cara se motivava com qualquer merda. George Karl provavelmente não quis jantar com ele porque estava jogando nas finais contra os Bulls e uma foto dessa “reunião” faria Gary Payton assassinar seu treinador provavelmente. Mas no fim essa “desfeita” foi punida com um Jordan ainda mais motivado.

Nós já sabemos como isso vai terminar, mas fica mais claro que não existe alguém como Jordan na NBA, antes e depois, e que a distância para um dos desafiantes, a cada episódio que passa, só aumenta. Mesmo que um tenha terminado de jogar há duas décadas quase e o outro esteja aí, pegando fogo ainda. Nesta semana farei um texto sobre o que “falta” para LeBron alcançar Jordan. Já antecipo: talvez falte muito.

The Last Dance: episódios 5 e 6

Primeiro de tudo, impossível não ficar chateado com as cenas de Kobe Bryant no All-Star Game de 1998 e sua entrevista recente antes da tragédia que tirou sua vida. Que ano miserável que estamos vivendo.

Os episódios 5 e 6 foram carregados de informação e o dedo de Jason Hehir, diretor de The Last Dance, pode ser visto na forma brilhante como ele “pareou” a linha do tempo exibindo “lado a lado” as duas aposentadorias de Jordan. As motivações são as mesmas: circo da mídia, completa falta de liberdade e o senso de desafio alcançado esportivo. A primeira aposentadoria também será motivada pela triste perda do pai, que ainda não foi mostrada no doc e que quebrou Jordan completamente.

Dava para comentar aqui do Dream Team, as finais de 1993 que foram sensacionais ou como Horace Grant é subestimado. Mas acho legal comentar sobre as noções de idolatria e celebridade que nós criamos, idolatrando pessoas que sempre serão imperfeitas e ficando surpresos quando elas mostram suas imperfeições.

É claro que Jordan ia falhar. É óbvio que seria legal que ele fosse mais consciente politicamente na sua época de maiores poderes. Sim, ele tinha (tem) um vício em apostas. Sim, ele era babaca, como falamos abaixo, no trato com companheiros de equipes.

Só que para nós é bem confortável apontar tudo isso enquanto também vamos dando nossos tropeções sem ninguém nos ridicularizar por isso. A vida de Michael Jordan indo de hotel em hotel e tendo que ser o cara do sorriso enquanto todo mundo pede algo é das coisas mais miseráveis que se pode fazer com alguém. Legal, ele é multimilionário, mas não pode ir no restaurante favorito sem que encham o saco, ir na balada, viajar de férias ou ter qualquer contato com outras pessoas sem ser o centro das atenções.

Não à toa esses caras se isolam, piram, desacreditam de todo mundo, partem para os escapes, se aposentam três vezes e jogam golfe com golpistas. Aliás, este documentário está fazendo um bem danado para o golfe, também conhecido como o melhor esporte do mundo, e Phil Jackson.

Os dois episódios liberados nesta semana me fizeram reavaliar como cobrimos esportes e pessoas e falhamos em muitas análises e no que damos atenção. Isso não quer dizer que os astros podem tudo porque coitadinhos, não tem liberdade. Mas não podemos negar o mínimo de espaço e intimidade e premiar pessoas e profissionais que se aproveitam de fofocas e se beneficiam do completo escrutínio das pessoas.

The Last Dance: episódios 3 e 4

Depois de começarmos com Michael Jordan e Scottie Pippen, a história dos episódios 3 e 4 passa por Dennis Rodman e Phil Jackson. O primeiro é um louco que se vestiu de noiva, pintava o cabelo de todas as cores possíveis, namorou a Madonna, casou com a Carmen Electra (que continua linda e é entrevistada no documentário) e era um gênio na arte do rebote.

Mas o que fica desse episódio mesmo é o tato de Phil Jackson. O treinador também era fora da casinha, trazendo um esoterismo e misticismo que combina mais com uma pradaria no interior dos Estados Unidos que com um bando de milionários mimados e com o ego gigantesco. Mas funciona.

Jackson é um mestre da gestão de pessoas, fazendo Jordan ser menos fominha, Pippen mais participativo e deixa Rodman lidar com suas loucuras, inclusive dando férias no meio da temporada para o jogador sumir em Las Vegas. Tudo isso com um contrato de um ano, odiado pelo seu general manager e com um dono babaca que não se intrometia no clima tóxico que existia na sua franquia QUE ERA CINCO VEZES CAMPEÃ DA NBA E UMA MÁQUINA DE GANHAR DINHEIRO.

Os dois episódios iniciais são mais profundos, mas o terceiro e o quarto têm seu valor para entender melhor a dinâmica da equipe – como Jordan e Pippen abraçavam Rodman apesar dele ser completamente diferente de ambos – e também explorar a sensacional e subestimada rivalidade com o Detroit Pistons. Isiah Thomas ainda não gosta de Jordan. Jordan ainda não gosta de Isiah. Pior para Thomas, que perdeu sua vaga de direito no Dream Team de 1992.

Ao fim destes episódios, fiquei com algo na minha cabeça e que não envolveu nenhum dos times citados até agora. Phil Jackson em seu livro 11 Anéis conta como ele levou todas suas ideias para o Los Angeles Lakers e foi hiper bem-sucedido lá também. A diferença é que no mesmo cenário de pressão, títulos e egos, Kobe Bryant e Shaquille O’Neal não souberam lidar tão bem quanto os Bulls de 1997/98. Se eles tivessem resolvido seus problemas, talvez o Los Angeles Lakers hoje fosse o maior vencedor da história da NBA.

The Last Dance: episódios 1 e 2

Não vamos fazer uma resenha comum de The Last Dance porque nada do que fazemos no Quinto Quarto é comum. Então eu vou citar alguns pontos que fui anotando quando vi os dois primeiros episódios nesta segunda-feira.

1 – Quando um documentário consegue todos os entrevistados possíveis, inclusive dois ex-presidentes americanos, você vê que o produtor é quente.

2 – Bill Wennington já era o dono de um milhão de bigodes, barbas, cavanhaques e todo tipo de pelo facial. Sua “versão motoqueiro selvagem” no The Last Dance foi a melhor.

3 – Tomara que Scottie Pippen seja a razão para muitas pessoas pararem de chamar atletas profissionais de egoístas e estrelinhas quando eles exigem novos contratos. Ele ser o 122° salário na NBA é como eu ser o quinto salário do Quinto Quarto.

4 –  Este documentário vai ser um tiro de bazuca em qualquer discussão de quem foi o melhor jogador de todos os tempos. Seis títulos em oito anos já diz muito, mas os 63 pontos contra os Celtics em sua melhor versão na história, no Boston Garden, nos playoffs, voltando depois de ter quebrado o pé, é inacreditável. Jordan fez tudo. Ele é o melhor, não há discussão.

5 – Phil Jackson é o melhor treinador da história. Em uma década e meia ele teve uma briga de todo mundo contra todo mundo nos Bulls e Kobe x Shaq nos Lakers. O que ele tirou de dois elencos fraturados com brigas de egos do tamanho do mundo? 9 títulos.

6 – Eu ia falar mal de Michael Jordan por não ter aproveitado Paris e estar ansioso para voltar para casa quando estava na França. Ai lembrei que o nível de atenção que ele gerava para pegar até uma baguette na esquina e que eu não vou ter que lidar com isso nem se sequestrar o Presidente da Republica, Silvio Santos e o Faustão. Então eu só me calo e fico na minha.

7 – Michael Jordan era um escroto.

8 – Você precisa ser meio escroto para alcançar o que o cara alcançou, ter um fogo por competição que nunca se apaga e conseguir pisar nos outros sem ter dó. Mas pelo amor de Deus, ele podia baixar essa intensidade 10% quando estava fora da quadra, não?

9 – Charles Oakley é um escroto e ai não tem fogo por competição que sirva de desculpa. Scottie Pippen deveria ter virado um murro na cara depois do tapa que levou.

10 – Jerry Krause é o óbvio vilão, mesmo que ele seja a razão para todos estarem ali durante os anos 90. É curioso como essa soberba institucional acontece a todo momento. Exemplo máximo que tivemos aqui no Brasil? O São Paulo “soberano” dos anos 2000.

Depois de 2 episódios é isso. Aguardamos os próximos capítulos de The Last Dance.

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