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7 times que não vão vencer o título da NBA neste ano mas serão divertidos

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Divertir-se é importante para quem acompanha um esporte. E estes 7 times trarão uma bela dose de “uau” e obrigar que bundas encostem no sofá para ver seus jogos quando eles passarem na televisão. Mas sabe onde você não assistirá essas equipes? Nas finais. Porque eles não vão chegar lá e muito menos conquistar o título da NBA em 2019/2020.

Os critérios que usei para escolher estas sete equipes são:

  • Presença de um jovem talento que dá vontade de ver jogar
  • Algo que puxe a minha atenção, seja uma narrativa legal de acompanhar, um esquema hiper-ofensivo, um treinador que pode cair a qualquer momento…
  • Não ter a mínima chance de ganhar o título da NBA. Eu acho que os Warriors têm, por isso não estarão aqui.

Confira os sete que eu separei e me xingue caso você ache que esqueci de alguém. Comecei este texto me achando original, mas ai o maldito do Zach Lowe postou a sua seleção de times que precisam ser vistos no League Pass e eu lembrei de onde minha “inspiração” veio.

Mas fique aqui e continue lendo que minha lista é diferente. Eu não me importo com o número de vitórias.

Leia também: Temporada 2019/20 da NBA – Porque você deve assistir mesmo se não gostar de basquete

Sacramento Kings

Na temporada 2018/19 os Kings começaram a mostrar sua cara neste pós-DeMarcus Cousins. Buddy Hield elevou seu jogo (20,7 pontos de média), DeAaron Fox é uma bala saindo de uma arma e Marvin Bagley, saindo do banco na sua primeira temporada e agora como titular, é um big men com belo jogo ofensivo.

O problema na temporada passada é que a direção e o treinador Dave Joerger claramente não batiam. Eu culpo a direção, que com Vlade Divac só fez mer**, uma atrás da outra. Para você ter noção, os Kings não puderam escolher na primeira rodada no Draft de 2019 porque Divac quis se livrar do contrato de Nik Stauskas, em 2015, e abriu mão de uma escolha de 1ª rodada em 2019 no processo.

Enfim, Joerger também não explorou tanto Bagley, que só começou quatro jogos e teve médias de 14,1 pontos e 7,6 rebotes em apenas 25 minutos de quadra. Luke Walton, que não ficou desempregado por muito tempo, deve explorar bem esse trio jovem e ainda Harrison Barnes, que assinou contrato de longa duração com a franquia californiana. Os dois se conhecem dos tempos de Warriors.

Os Kings tiveram 39 vitórias e ficaram em nono no Oeste. Com a ascensão dos Lakers e a melhora dos Mavericks e Pelicans, o time de Sacramento pode ficar fora dos playoffs, onde não chega há 13 anos – maior sequência da NBA – mas mesmo assim a equipe deve ser muito divertida de ver. A rapidez de Fox mantém o ritmo no 220 sempre e com Walton a equipe deve arremessar mais de três e seguir sendo péssima defensivamente. Tô dentro.

New Orleans Pelicans

Os Pelicans para mim são obrigatórios nesta temporada. Não sei porque nos grupos de Facebook de basquete aqui do Brasil a turma não está empolgada com Zion Williamson. Sim, é verdade que falta arremesso para a NBA de 2019. Com certeza ser tão forte assim vai fazer joelho, tornozelo ou pé apitar alguma hora. Realmente ele parecia um pouco gordito e cansadito na Summer League. Mas o cara é um touro pontuando.

Se o LeBron quando chegou na liga tentava emular o Kobe Bryant de 2002, Zion tenta emular o LeBron de Miami, que dominava o garrafão. Só que se LeBron queria mostrar que sabia armar e isso deixava Zé Boquinha tendo um treco nas transmissões. Zion não fará isso. Ele ficará lá embaixo atormentando quem ficar na frente.

E o time montado pelos Pelicans permite isso. A troca com os Lakers trouxe peças. Lonzo e Jrue Holiday são um dos melhores backcourts defensivos possíveis e o eterno filho de LaVar vai cansar de iniciar pontes aéreas. JJ Redick sabe perfeitamente qual será sua função, talvez saindo do banco e veremos o que Brandon Ingram e Josh Hart tem a trazer. Aliás Ingram está em ano de contrato. Derrick Favors consegue ser o 5? Se sim, ótimo, porque ele tem jogo fora do garrafão e isso pode abrir espaços para… Zion.

O que é mais engraçado aqui é que Zion começa sua trajetória em New Orleans com mais time e elenco que Davis teve em qualquer temporada. Aliás, talvez os Pelicans tenham mais ELENCO (para deixar claro) que os Lakers. Juro por Deus. Eu acredito que os Pelicans podem chegar nos playoffs já nesta temporada e com Gentry e seu ritmo alucinante os rivais vão ficar com as mãos no joelho e buscando fôlego.

E com David Griffin, o time pode começar a pegar o caminho que tem no fim dele o título da NBA.

Dallas Mavericks

Finalmente vamos ver Luka Doncic junto com Kristaps Porzingis, que não joga desde fevereiro de 2018. O time é basicamente isso, com Tim Hardaway Jr. de terceira opção e sem precisar ser um Rudy Gay da eficiência, arremessando 20 vezes por jogo. Não é suficiente?

Doncic começou a temporada de forma incrível, mas depois a queda livre dos Mavericks foi acentuada, mesmo sem ter uma escolha de primeira rodada por causa da troca com os Hawks. Só que os Mavs compensaram isso pegando Kristaps Porzingis e Hardaway por um preço bastante bom, ainda mais porque os texanos agora estão posicionados para o futuro. As picks não devem ser altas para Nova York.

Enfim, só imagina os pick n’ rolls entre o esloveno e o letão. Olha o release de Porzingis neste vídeo, fazendo Blake Griffin parecer o Soteldo do Santos. O resto do time vai se ajeitar em torno deles e Rick Carlisle como sempre vai criar algum jogador do nada. Seth Curry, que finalmente consolidou seu espaço na NBA, vai ter muita bola de três livre para arremessar.

Atlanta Hawks

Os Hawks conseguiram fazer uma reconstrução rápida uma hora que finalmente se libertaram da mediocridade. Trae Young começou sofrendo, como era esperado, assim como todo o time. Mas a segunda metade da temporada foi bastante positiva. Young foi apenas o terceiro calouro na história da liga a ter pelo menos 19 pontos e 8 assistências de média. John Collins é efetivamente um cara 20-10, com 19,5 pontos e 9,8 rebotes de médias.

E há mais jogadores jovens para citar, como De’Andre Hunter que vem para ser o tipo de jogador mais desejado hoje na NBA, um 3 and D. E Cam Reddish, que em Duke não conseguiu desabrochar, mas era visto como um dos jogadores mais talentosos chegando na universidade.

Os Hawks vão jogar de forma completamente aberta, anárquica e altiva. Esse era o bordão de Neymar antes de optar erroneamente por Ousadia e Alegria.

Oklahoma City Thunder

Você deve achar que eu estou bêbado, e neste sábado pela manhã é um pouco verdade. O Thunder é um time que vou querer ver no meu League Pass. Paguei a bagatela de 350 reais, então pessoal, cliquem bastante nos anúncios que se não o Quinto Quarto vai falir.

Tá, por que escolhi o Thunder, depois de anos cagando na cabeça deles e de Russell Westbrook? Porque há um plano sólido. Vencer com Westbrook como franchise player é impossível e tivemos seguidas provas disso. E com Chris Paul é exatamente a mesma coisa. Aliás ele vai ter a liberdade para fazer o que quiser dentro da quadra, algo que não tinha desde os anos finais de Hornets.

Mas Paul não deve durar muito em OKC. E antes dos próximos drafts, quem deve subir e assumir o trono é Shai Gilgeous-Alexander. Olha o vídeo abaixo e me diz se tem alguma coisa que ele não faz.

O time todo está com uma placa de vende-se. Steven Adams sabe que cada pick n’roll com Chris Paul pode garantir uma troca. Danilo Gallinari é aquele que todos conhecemos, Schroder idem e por isso agora ele só vai pegar banco em qualquer lugar que for.

Mas tem alguma coisa, além de SGA, que quero destacar. Billy Donovan, na universidade da Flórida, era visto como um candidato à NBA não só pelos resultados, mas também por seu inventivo esquema ofensivo. Tiros de três, espaçamento, tudo fazia parte de suas ideias.

Não é isso que vimos em OKC na sua era. Será que foi por causa de Russell? Será que com Chris Paul, Donovan vai conseguir fazer algo e não ficar pianinho com o armador pé no saco? Há a possibilidade deles baterem boca na quadra? Sim. Há muita coisa para repararmos.

Minnesota Timberwolves

Dá pena, mas é verdade. Karl-Anthony Towns é um dos melhores jogadores da NBA. E pela segunda década seguida vemos um big man talentoso perdendo anos em Minnesota. Enfim, os T-Wolves chegam com Ryan Saunders para este ano e um ataque que parece ser mais moderno e terá Towns, Towns e um pouco mais de Towns. Até como iniciador de pick n’ rolls, aproveitando sua visão de jogo.

O time trouxe Gersson Rosas, que trabalhou por anos em Houston e pode levar um pouco de modernidade para uma das franquias mais presas no meio da tabela. Logo a equipe despachou Dario Saric e mais um monte de jogadores, draftou Jarrett Culver que já terá minutos na armação e agora espera tirar algo de Andrew Wiggins. Se nada rolar, não duvide que Rosas mande o canadense para algum lugar junto com uma escolha de Draft só para se livrar do contrato.

Chicago Bulls

Pode parecer esquisito. E é. Mas eu até que estou curioso para ver o Chicago Bulls. Eu sou defensor de Lauri Markkanen, o Andrea Bargnani melhorado. Só que ele atuou apenas por 52 jogos na temporada passada. Wendell Carter Jr., pivô de Duke em 2018, ficou em 44. Kris Dunn, que cada dia que passa parece ainda mais um bust, ficou em 46. Todos eles escolhas recentes no top 10.

Otto Porter Jr. chegou jogando bem depois de ter sido trocado por Washington. E Coby White foi a escolha no top 10 da vez depois de mais uma temporada horrível. Pronto, já citei um time inteiro e nem falei de Zach LaVine, cujo jogo ofensivo é inegável mas não defende ninguém. E o que ele é? Armador, ala, playmaker, Lou Williams com enterradas?

Enfim, vai ser divertido de ver, ainda mais porque o treinador é um paixão autoritário que quase causou uma crise na temporada passada com seus treinos.

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