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MLB promete uma briga feroz contra o fumo de mascar nas grandes ligas

Crédito: Divulgação

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Uma cena clássica do baseball: jogadores no dogout mascando e cuspindo fumo. O hábito está nas raízes do esporte, mas uma ação em conjunto entre a direção da MLB e da Associação de Jogadores promete combater a mascação e os cuspes pegajosos.

Bud Selig, comissário da MLB, e Tony Clark, e o diretor executivo da PA (Players Association) foram sensibilizados pela dramática morte de Tony Gwynn, vítima de um câncer na boca, e estão dispostos a combater o uso do tabaco nas grandes ligas.

O baseball proporcionou dias memoráveis para Gwynn e para os fãs, mas o esporte das bolas, luvas e bastão também fez de um Gwynn um viciado em fumo de mascar. A ligação entre o câncer de Gwynn e a prática de mascar é direta e fulminante. O hábito vem dos nativos norte-americanos e é tão americano quanto o baseball.

Tony Gwynn foi vítima da cultura ao seu redor, mas também pode se tornar o fator crucial para uma nova forma de pensar sobre o assunto. Selig e Clark querem usar o exemplo de Gwynn como uma forma de conscientizar os jogadores, mostrando dados e orientando acerca do fumo.

Mas os atletas já admitiram que o vício é perseverante e que largar o hábito é difícil. David Ortiz é um exemplo. O rebatedor do Boston Red Sox sempre masca um pouco de fumo antes de ir ao bastão, “me deixa relaxado e pronto para rebater”, declarou Ortiz.

Todavia, alguns outros atletas ficaram impressionados com os relatos de Gwynn sobre seu câncer. Stephen Strasburg, arremessador titular do Washington Nationals, afirmou recentemente que pretende largar o vício.

Pressionados pela liga, os times não incentivam a prática, e tentam através de chicletes e sementes de girassol distrair os jogadores e reduzir o consumo de fumo de mascar.

Atualmente, a MLB multa quando as leis de uso são desobedecidas. Nenhum atleta pode dar entrevistas mascando ou guardar qualquer produto de tabaco no uniforme.

As regras foram estabelecidas em 2011, data do último acordo entre a MLB e a PA. Acordo este que está para vencer, motivo pelo qual Selig e Clark andaram se encontrando e discutindo sobre o uso do fumo pelos jogadores. A dupla quer diminuir drasticamente o consumo e para isso pretende investir pesado em educação sobre os perigos do hábito para a saúde.

Mas Clark, conhecedor das ânsias dos jogadores, sabe que não adianta tornar o fumo ilegal. “Tem que ser uma escolha, cada um sabe o que quer da vida”, disse o diretor da agência que representa os interesses dos atletas.

Nas ligas menores, o fumo é totalmente proibido. Mas, segundo os próprios jogadores, a prática é comum, e mesmo com toda a vigilância por parte da liga, quem quer usar consegue.

O grande problema é que a MLB não está pensando na saúde dos jogadores, e sim na imagem que a liga passa. Por isso mesmo, a cruzada de Selig e Clark contra o tabaco já sai perdendo e a cena clássica dos jogadores mascando e cuspindo fumo deve permanecer, mas cada vez menos será mostrada pelas televisões ao redor do mundo.

 

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