Covington x Brasil: lutador do UFC já brigou com ex-campeão e até levou bronca da mãe

Igor Ribeiro | 14/04/2023 - 14:47

Perto de disputar o cinturão dos meio-médios (até 77 kg), Colby Covington é um dos lutadores que mais chama a atenção do UFC na atualidade. Nem sempre pelo o que faz dentro do ocotógno. Adepto das provocações pelo trash talk, o norte-americano tem um alvo preferido: os brasileiros.

Com estilo que divide opiniões, Covington já xingou os fãs brasileiros e se envolveu em briga com um ex-campeão, além de voltar a direcionar suas provocações ao país. Em combate, o retrospecto é favorável contra lutadores brasileiros. O Quinto Quarto relembra toda a relação entre os envolvidos na história.  

O início das ofensas 

Tudo começou em outubro de 2017. Enquanto ainda vislumbrava o top 5 dos meio-médios, Colby Covington aceitou enfrentar Demian Maia no ginásio do Ibirapuera, em São Paulo. Por encarar um atleta querido por boa parte da torcida brasileira, ele encontrou um território hostil. Os gritos característicos de ‘uh, vai morrer’ eram frequentes. Mas, com a vitória, o lutador decidiu revidar.  

Em meio às vaias do anúncio na decisão unânime dos juízes, Colby disparou contra o Brasil. O discurso, com tom provocativo, O Caos fez valer seu apelido e adotou um discurso com tom provocativo para chamar o público presente de ‘animais imundos’.  

— Brasil, você é burro. Tudo que vocês pensam, não importa. Vocês são animais imundos.  

As vaias ficaram ensurdecedoras. Tanto que, sem seguir o protocolo, o tradutor oficial do UFC sequer repassou as falas do lutador. O temor havia aumentado por uma possível invasão dos torcedores. O norte-americano foi alvejado por copos de cerveja e saiu escoltado por seguranças. Posteriormente, ele ainda revelou que chegou a temer por sua própria vida no país. 

Polêmica salvou Covington 

A atitude contra os fãs brasileiros foi criticada pela comunidade das artes marciais, mas não quer dizer que Covington tenha se arrependido. De acordo com o lutador, as provocações ao país fizeram com que ele renovasse seu contrato no UFC e começasse a ser visto como um vilão.

Colby prega pelo modelo de negócios adaptado ao trash talk. Para ele, vale tudo por uma boa promoção da luta. E o Ultimate parece ter provado que, sim, ele seria recompensado por isso. Os discursos fizeram com que ele, automaticamente, saltasse do sétimo lutar para uma disputa de título interino, justamente contra Rafael dos Anjos. O resultado foi um triunfo por pontos, que o fez campeão da categoria.  

Pais acharam ruim 

Convicto de que estava certo, Colby Covington não mudou de ideia sobre o Brasil, tampouco pediu desculpas. O que não quer dizer, no entanto, que ele tenha o apoio de todos. Nem mesmo de sua família. O lutador relatou que, após a polêmicas, seus pais teriam perdido a cabeça. Eles se preocuparam com as palavras ditas e questionaram se a educação que lhe deram seria a correta.  

— Eu recebi muitas ligações deles (pais) gritando comigo: ‘Eu não acredito que você chamou os brasileiros de animais imundos. Eu não criei você assim. Eu deveria lavar sua boca com sabão’. E eu respondia algo como: ‘Mãe, eles estavam agindo como animais imundos, o que você queria que eu fizesse?’ — disse em entrevista ao podcast Full Sent.  

Briga com Werdum e retrospecto contra brasileiros 

Com a repercussão do caso, o Caos, como é conhecido, ganhou a antipatia dos brasileiros. Fabrício Werdum, ex-campeão peso-pesado (até 120,2 kg) do UFC, partiu para cima do norte-americano e jogou um bumerangue em sua direção. A confusão aconteceu em hotel do UFC, na Austrália.   

A briga, porém, não poderia ser transformada em luta, tendo em vista a diferença de peso entre os dois lutadores. Colby Covington, por sua vez, já teve quatro rivais brasileiros dentro do octógono e se saiu bem. Ele venceu três vezes e foi superado apenas contra Warlley Alves, por finalização, enquanto ainda começava sua trajetória na organização.   

Colby no lugar do Cristo Redentor? 

Colby também elevou a provocação a outro patamar. Em entrevista ao Combate, em 2018, o norte-americano brincou com o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro. Questionado se conhecia a estátua que retrata Jesus Cristo, ele brincou dizendo que haviam sugerido colocar sua cabeça no topo do morro do Corcovado.  

— Sim, já vi muitas vezes. Ouvi dizer que queriam colocar minha cabeça nele. Mas sou um homem de Deus, acredito em Jesus Cristo e isso é incrível.

Covington nunca lutou no Rio. As duas apresentações do atleta no país aconteceram em São Paulo e Uberlândia, em Minas Gerais.  

‘Animais imundos e com QIs baixos’

Em entrevista recente à Submission Radio, para promoção da provável luta pelo cinturão dos meio-médios (até 77 kg) contra Leon Edwards, Covington rasgou elogiou para a receptividade da torcida na Inglaterra. Ele, então, insultou os fãs brasileiros, colocando-os novamente como ‘animais imundos’, além de citá-los como pessoas de QIs baixos.  

— Eu amo muito Londres. É um povo incrível, que me abraça como um verdadeiro rei e campeão que sou. Mal posso esperar para voltar e fazer um bom show para os fãs de lá. É o que eles merecem por serem apaixonados e mais espertos do que os brasileiros – que são apenas animais imundos e com QIs baixos. Você pode dizer que o povo da Inglaterra tem um QI muito forte, com pessoas inteligentes. Eles entendem o negócio, quem eu sou e o que estou fazendo.

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Luta pelo cinturão  

Enquanto provoca o Brasil, Colby Covington também se prepara para ser o próximo desafiante ao cinturão dos meio-médios (até 77 kg). Apesar de ter apenas duas vitórias nas últimas quatro lutas, ele já teve a garantia de Dana White por nova chance de chegar ao topo.  

Caso a luta contra Leon Edwards seja confirmada, o norte-americano terá sua terceira oportunidade pelo ouro, tendo parado em Kamaru Usman nos outros encontros. Segundo do ranking, ele soma um histórico de 17 resultados positivos e três negativos em sua carreira no MMA.